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Paraná aposta na organização do comércio para evitar lockdown, diz Ratinho Junior

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O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), disse que o Estado descarta o lockdown neste momento da pandemia da Covid-19 e que o trabalho está sendo feito para a organização do comércio e na conscientização das pessoas. Ele falou sobre o tema nesta sexta-feira (19) em entrevista coletiva, por videochamada, após divulgar as principais medidas de dois novos decretos. Um deles, específico para Curitiba e Região Metropolitana, autoriza a abertura de bares e academias, mas diz que respeitará caso a prefeitura determine o fechamento das mesmas.

Não vai ter lockdown no domingo, nunca foi cogitado isso. Claro que essa é uma medida que respeitamos que alguns Estados tenham feito. Nós não descartamos, claro que se houver um descontrole da questão da transmissão do vírus ou não tiver uma consciência coletiva da população, é natural que essa é uma medida mais extrema. Mas, por enquanto, não cogitamos isso e estamos trabalhando nessa organização do comércio para que a gente não tenha que chegar nesse estágio”, disse Ratinho Junior.

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Durante a live, o secretário de Saúde, Beto Preto, divulgou também os números do coronavírus no Paraná. São 868 novos casos – recorde de registros em 24 horas – e 13 óbitos nesta sexta-feira (19). Com isso, o Estado totaliza 12.785 pessoas contaminadas e 419 mortes.

Sobre o panorama geral da Covid-19 no Paraná, Ratinho ainda fez um novo apelo para que a população respeite as medidas de restrição.

De nada adianta as prefeituras, o governo do Estado, se o cidadão não colaborar. Temos que entender que estamos em um momento de pandemia e nos limitar nas coisas que fazíamos na normalidade”, completou.

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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