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Agro

Paraná amplia produção agropecuária e reforça posição como “supermercado do mundo”

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Produção agropecuária do Paraná cresce de forma consistente

Um levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revela que o Paraná apresentou crescimento expressivo em todas as principais culturas agrícolas e na pecuária entre 2018 e 2025.

O desempenho reforça a estratégia do Estado de investir na produção de alimentos, consolidando sua posição como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Estratégia focada no agro impulsiona economia estadual

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o avanço do setor é resultado de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do agronegócio, incluindo crédito, desburocratização e investimentos em infraestrutura.

Entre os destaques estão a ampliação da rede de energia no campo, melhorias logísticas, modernização portuária e incentivo à atração de investimentos privados. O Estado também aposta em instrumentos como fundos de investimento agrícola para impulsionar novos projetos.

Esse conjunto de ações contribuiu para o crescimento do PIB estadual e geração de renda para milhares de famílias, além de fortalecer a presença do Paraná no mercado internacional, com exportações para mais de 190 destinos.

Soja, milho e feijão lideram crescimento das lavouras

A produção de grãos registrou avanços significativos no período analisado. A soja, principal cultura do Estado, passou de 19 milhões para 22,2 milhões de toneladas, um aumento de 16,6%, atingindo recorde histórico.

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O milho apresentou crescimento ainda mais expressivo. Considerando primeira e segunda safras, a produção saltou de 12,7 milhões para 20,8 milhões de toneladas, avanço de 63,5%.

Já o feijão, cultura na qual o Paraná é líder nacional, cresceu de 635 mil para 736,5 mil toneladas entre 2018 e 2025, com pico de 860,8 mil toneladas em 2024, o maior da série histórica.

Outras culturas também registram expansão

Além das principais commodities, outras culturas agrícolas também apresentaram evolução:

  • Arroz: de 137,3 mil para 148,7 mil toneladas (+8,2%)
  • Aveia: de 175,1 mil para 257,2 mil toneladas (+46,8%)
  • Batata: de 813,1 mil para 864,9 mil toneladas (+6,3%)
  • Cevada: de 219,2 mil para 492,9 mil toneladas (mais que o dobro)
  • Centeio: de 4,4 mil para 6,5 mil toneladas

Os números demonstram diversificação produtiva e ganhos de eficiência no campo.

Pecuária avança e amplia participação nacional

Na pecuária, o Paraná também apresentou crescimento relevante em diferentes cadeias produtivas.

A produção de frangos passou de 449 milhões para 588 milhões de unidades no quarto trimestre entre 2018 e 2025, um aumento de 30%. O Estado responde por cerca de 34% da produção nacional, com mais de 2 bilhões de aves por ano.

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Na suinocultura, a produção cresceu de 2,3 milhões para 3,1 milhões de unidades, consolidando o Paraná como segundo maior produtor do país.

Já a produção de bovinos avançou de 387 mil para 432 mil unidades, enquanto a piscicultura mais que dobrou, passando de 123 mil para 273 mil toneladas.

Produção de leite supera 1 bilhão de litros

Outro destaque é a cadeia leiteira. A produção saiu de 842 milhões de litros no quarto trimestre de 2018 para 1,1 bilhão de litros no mesmo período de 2025, evidenciando forte expansão e ganhos de produtividade.

Paraná se consolida como potência global de alimentos

Com crescimento consistente em diversas cadeias produtivas, o Paraná reforça sua posição como segundo maior produtor de grãos do Brasil, atrás apenas do Mato Grosso, além de liderar a produção de carnes, especialmente frango e peixe.

O conjunto de investimentos, tecnologia e organização do setor produtivo posiciona o Estado como um dos principais fornecedores globais de alimentos, consolidando a imagem de “supermercado do mundo” no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ambiência nas granjas vira fator estratégico para reduzir doenças e elevar produtividade na suinocultura

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A ambiência nas granjas passou a ocupar posição estratégica dentro da suinocultura moderna, especialmente em um cenário marcado por maior variabilidade climática, pressão por produtividade e aumento dos desafios sanitários.

Mais do que combater apenas o calor, produtores e técnicos do setor intensificam o monitoramento de fatores como ventilação, umidade, qualidade do ar, manejo de dejetos e conforto térmico para reduzir riscos de doenças respiratórias e entéricas nos plantéis.

Segundo especialistas da Boehringer Ingelheim, falhas no controle ambiental podem elevar rapidamente a pressão de infecção dentro das granjas, comprometendo desempenho zootécnico, bem-estar animal e rentabilidade da produção.

Ambiência inadequada aumenta risco sanitário nas granjas

Na prática, problemas de ambiência impactam diretamente o comportamento dos suínos e o ambiente produtivo.

Ambientes excessivamente quentes ou frios geram estresse térmico nos animais, alterando padrões de comportamento dentro das baias e favorecendo maior contato com fezes e urina.

Entre os principais sinais observados estão:

  • Mudança no local de descanso dos animais
  • Maior concentração de dejetos nas áreas de repouso
  • Aumento da umidade nas baias
  • Redução do conforto térmico
  • Piora da qualidade do ar

Esse cenário amplia o desafio sanitário e favorece a disseminação de agentes infecciosos ao longo do ciclo produtivo.

“Quando a ambiência falha, o primeiro sinal costuma aparecer no comportamento do animal e na rotina da baia. Em poucos dias, um ambiente mais úmido, com ventilação inadequada ou fora da faixa de conforto térmico pode elevar a contaminação e aumentar a pressão de infecção”, afirma Tatiane Fiuza.

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Controle ambiental se torna ferramenta de gestão de risco

Com margens mais pressionadas e exigência crescente por eficiência produtiva, a gestão da ambiência deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a integrar a estratégia de mitigação de riscos nas granjas.

Segundo a avaliação técnica, propriedades que realizam ajustes contínuos de ventilação, controle de umidade e manejo ambiental conseguem reduzir impactos sobre o desempenho dos lotes e preservar melhores índices produtivos.

“A produtividade hoje depende cada vez mais de consistência e gestão de risco. A Boehringer Ingelheim trabalha para levar ao campo recomendações e ferramentas que ajudem a sustentar sanidade e desempenho mesmo em períodos mais desafiadores”, destaca Débora Santos.

Doenças entéricas e respiratórias preocupam produtores

O aumento da pressão sanitária dentro das instalações favorece a ocorrência de doenças importantes para a suinocultura brasileira.

Entre os principais desafios estão:

  • Salmonella spp.
  • Lawsonia intracellularis, causadora da Ileíte
  • Mycoplasma hyopneumoniae, associado à pneumonia enzoótica

Especialistas alertam que ajustes de manejo e infraestrutura são fundamentais, mas nem sempre suficientes para conter rapidamente o avanço da contaminação em períodos críticos.

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Nesse contexto, protocolos preventivos de vacinação ganham relevância como ferramenta complementar de biosseguridade e manutenção da sanidade do plantel.

Ventilação inadequada no frio também aumenta perdas

A preocupação com a ambiência não se restringe ao calor.

Durante períodos frios, é comum o fechamento excessivo das instalações para preservar temperatura, reduzindo a ventilação e comprometendo a qualidade do ar dentro das granjas.

Essa condição favorece o acúmulo de gases, umidade e agentes infecciosos, elevando o risco de doenças respiratórias e perdas produtivas.

Por isso, técnicos recomendam rotinas permanentes de:

  • Ajuste ambiental
  • Controle de ventilação
  • Manejo de dejetos
  • Monitoramento da umidade
  • Controle do conforto térmico
Suinocultura intensifica foco em prevenção e eficiência

Com o avanço das exigências sanitárias e produtivas, a tendência é que o controle do microclima nas granjas se torne cada vez mais decisivo para a competitividade da cadeia suinícola.

Além de reduzir perdas e melhorar o desempenho dos animais, a ambiência adequada contribui para maior estabilidade produtiva, menor pressão infecciosa e melhores resultados econômicos ao produtor.

O cenário reforça a necessidade de integração entre manejo, infraestrutura, biosseguridade e planejamento sanitário preventivo para sustentar a eficiência da produção de suínos nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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