Connect with us


Agro

Setor arrozeiro gaúcho solicita prorrogação de benefício fiscal do ICMS para manter competitividade

Publicado em

Setor pede prorrogação do benefício até o fim do ano

Representantes do setor arrozeiro do Rio Grande do Sul se reuniram nesta terça-feira (10) com o secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos, para discutir a continuidade do acordo de crédito presumido do ICMS, que expira no final deste mês. O benefício, em vigor desde agosto de 2025, é considerado essencial para manter a competitividade do arroz gaúcho no mercado nacional.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, destacou que o pedido ao governo é de prorrogar a vigência do incentivo fiscal até o final de 2026. Segundo ele, a medida é fundamental para evitar prejuízos em um momento de grande desafio para o setor.

“O secretário se comprometeu a agendar uma nova reunião com a Secretaria da Fazenda para que possamos apresentar a importância dessa prorrogação. É fundamental garantir competitividade, especialmente diante das indústrias de Minas Gerais e São Paulo”, afirmou Nunes.

Manutenção do benefício é vista como estratégica

De acordo com o dirigente da Federarroz, manter o crédito presumido é essencial não apenas para os produtores, mas para toda a cadeia do arroz gaúcho, incluindo o beneficiamento dentro do estado.

“Precisamos justificar e demonstrar à Secretaria da Fazenda a importância dessa medida para mantermos o processamento e a geração de valor agregado no Rio Grande do Sul”, ressaltou Nunes.

O crédito presumido é um benefício fiscal que permite às empresas reduzir o valor de impostos como ICMS e PIS/Cofins, com base em um percentual fixo sobre receitas ou compras. No caso do arroz, o Decreto 58.296/2025 trata das operações de comercialização de produtos destinados a Minas Gerais e São Paulo, dois importantes mercados consumidores do cereal gaúcho.

Leia mais:  Mercado de trigo no Sul segue retraído, mas lavouras mantêm bom potencial produtivo
Entidades reforçam união em defesa do setor arrozeiro

Além da Federarroz, participaram da reunião representantes do Sindicato da Indústria do Arroz de Pelotas (Sindapel), da Federação das Cooperativas de Arroz do Rio Grande do Sul (Fearroz) e do Sindicato da Indústria do Arroz no Estado do Rio Grande do Sul (Sindarroz-RS).

As entidades reforçaram que a continuidade do benefício fiscal é uma medida estratégica para manter a produção, o beneficiamento e a competitividade do arroz gaúcho frente a outros estados produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

Published

on

Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Leia mais:  Mercado de trigo no Sul segue retraído, mas lavouras mantêm bom potencial produtivo

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

Leia mais:  Paraná amplia participação e consolida posição como segundo maior produtor de grãos do Brasil

A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262