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Paraná amplia área plantada de batata e registra avanço da colheita em meio a cenário econômico de inflação controlada

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Paraná consolida área cultivada de batata na safra 2025/2026

O estado do Paraná mantém forte presença na produção nacional de batata, com 26,8 mil hectares plantados na safra 2025/2026, distribuídos em duas etapas de cultivo. As informações constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). No restante do país, a cultura da batata é desenvolvida em três ciclos ao longo do ano.

A primeira etapa da safra é plantada entre agosto e novembro, com início da colheita em meados de novembro e continuidade até março, variando conforme as condições climáticas. A segunda safra começa a ser plantada entre dezembro e o início do inverno, com previsão de colheita entre março e outubro – podendo se estender ocasionalmente até dezembro.

Primeira safra com alto ritmo de colheita e boa produtividade

Da área total dedicada à primeira safra – 16,7 mil hectares –, 86% já foram colhidos, o equivalente a 14,4 mil hectares. Os principais polos de plantio são os Núcleos Regionais de Curitiba, Guarapuava, Pato Branco, Ponta Grossa e União da Vitória, que respondem por 96,4% da área estadual.

Entre as lavouras remanescentes, 96% apresentam bom desenvolvimento, com apenas 4% ainda na fase de tuberização. A produção total estimada está em 555,1 mil toneladas, sendo que 80,1% já foram comercializadas, ou seja, 444,4 mil toneladas vendidas até o momento.

Segunda safra em andamento com perspectiva positiva

Na segunda etapa da safra, estimada em 10,1 mil hectares, 59% já foram plantados, o que corresponde a 5,9 mil hectares distribuídos em nove Núcleos Regionais. Guarapuava, Pato Branco e Pitanga concluíram o plantio. Outras regiões como União da Vitória, Irati, Ponta Grossa e Curitiba estão em diferentes estágios de implantação das lavouras, variando de 15% a 50% de áreas semeadas.

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Das lavouras já implantadas, 93% estão em boas condições e 7% em condição média. A distribuição das fases de desenvolvimento inclui 22% em germinação, 37% em desenvolvimento vegetativo e 41% em enchimento de tubérculos.

Preços da batata recuam em janeiro e pressionam renda do produtor

De acordo com o boletim do Deral, o preço médio recebido pelo produtor paranaense em janeiro foi de R$ 26,04 por saca de 25 quilos de batata lisa, o equivalente a R$ 1,04 por quilo. Esse valor representa uma redução de 16% em relação aos R$ 30,99 observados em dezembro.

No atacado, o preço médio fechou em R$ 52,15 por 25 quilos, queda de 15% em comparação com o mês anterior. No varejo paranaense, o preço por quilo passou de R$ 3,44 para R$ 3,30, retração de 4,2%. O Deral aponta que o excesso de oferta no mercado nacional tem pressionado as cotações em todos os elos da cadeia – produtor, atacado e varejo – afetando a rentabilidade no campo.

Cenário econômico nacional: inflação sob controle e expectativas do Banco Central

No plano macroeconômico, as projeções mais recentes do Banco Central do Brasil e do mercado financeiro mostram que a inflação no Brasil deve permanecer próxima aos objetivos estabelecidos. A expectativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026 é de cerca de 3,97%, conforme levantamento de economistas, ligeiramente abaixo de estimativas anteriores. Esse movimento indica que a inflação segue dentro de uma trajetória mais controlada.

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O regime de metas de inflação definido pelo Comitê de Política Monetária do BC estabelece um alvo de 3,00% para o IPCA, com uma margem de tolerância de ±1,50 ponto percentual, vigente desde 2025.

No início de 2026, o Banco Central manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, buscando equilíbrio entre o controle da inflação e o estímulo à atividade econômica. As expectativas do mercado apontam para a possibilidade de cortes graduais na Selic ao longo do ano, dependendo dos dados econômicos, especialmente a evolução da inflação e da atividade econômica.

Perspectivas para o agronegócio e o contexto econômico

A produção de batata no Paraná, com avanços significativos na colheita da primeira safra e a continuidade da implantação da segunda, demonstra a resiliência do setor agrícola mesmo diante de um cenário de preços pressionados pela oferta elevada.

O desempenho da agricultura, como um dos pilares do agronegócio brasileiro, segue entre os fatores que contribuem para manter a atividade econômica em crescimento, mesmo em um ambiente de juros elevados e inflação sob controle. A estabilidade de preços e expectativas moderadas de crescimento são fundamentais para fomentar decisões de investimento no campo, inclusive nas lavouras de batata e outras culturas estratégicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau oscila perto de US$ 4 mil por tonelada com atenção ao clima na África Ocidental

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O mercado internacional de cacau opera em um cenário de acomodação de preços, com as cotações se mantendo próximas da faixa de US$ 4 mil por tonelada. Após semanas de forte volatilidade, o ativo passa por um movimento de consolidação, influenciado principalmente por fatores climáticos nas principais regiões produtoras.

De acordo com análise da StoneX, o contrato CCN6 apresentou leve oscilação recente, saindo de US$ 3.895 por tonelada na última segunda-feira para US$ 3.831 por tonelada nesta semana, reforçando a tendência de estabilidade no curto prazo.

Clima segue como principal fator de atenção no mercado

O comportamento das cotações indica que o mercado aguarda novos gatilhos para definir uma direção mais clara para os preços. Entre os principais elementos de atenção está a evolução das condições climáticas na África Ocidental, especialmente diante da influência de padrões atmosféricos associados ao fenômeno El Niño.

Na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis pela maior parte da produção global de cacau, as chuvas acima da média têm contribuído para manter bons níveis de umidade do solo. Esse cenário favorece o desenvolvimento da safra intermediária e sustenta, no curto prazo, a expectativa de produção considerada satisfatória.

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Excesso de chuvas já preocupa agentes do mercado

Apesar dos impactos positivos iniciais, o excesso de precipitações começa a gerar preocupação entre analistas e agentes do setor. As previsões climáticas indicam volumes entre 50 e 150 milímetros acima da média em algumas áreas produtoras nos próximos 15 dias.

Esse quadro pode trazer efeitos adversos para as lavouras, como aumento da incidência de doenças fúngicas, dificuldades operacionais no manejo agrícola e possíveis impactos na qualidade das amêndoas.

Mercado segue em compasso de espera

Com o cenário ainda indefinido, o mercado internacional de cacau permanece operando dentro de uma faixa estreita de preços, refletindo o equilíbrio temporário entre oferta e demanda.

Enquanto não surgem novos fatores capazes de alterar significativamente as expectativas, investidores e traders seguem monitorando de perto o avanço das chuvas na África Ocidental. Qualquer mudança mais relevante no quadro climático pode voltar a influenciar diretamente as cotações internacionais do cacau nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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