Paraná
Operação do IAT para coibir subdivisão irregular de imóveis aplica R$ 44 milhões em multas
O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta quinta-feira (7) o balanço de uma operação de fiscalização para coibir a subdivisão irregular de imóveis rurais no Paraná. A ação, executada entre os dias 24 de abril e 1º de maio, resultou na emissão de 79 Autos de Infração Ambiental (AIAs), com R$ 44,3 milhões em multas aplicadas.
Além dos casos de parcelamento ilegal, foram identificadas situações de supressão vegetal em Áreas de Preservação Permanente (APP) e perfuração de poços irregulares. A força-tarefa ocorreu em cinco municípios das regiões Norte e Noroeste do Estado: Sarandi, Marialva, Astorga, Paiçandu e Mandaguari.
A iniciativa buscou coibir o desmembramento e/ou parcelamento de imóveis, seguindo a da Instrução Normativa IAT nº 07/2026 publicada em março pelo órgão ambiental. O texto proíbe a segmentação de terrenos para a formação de núcleos residenciais com características urbanas, estratégia imobiliária que causa diversos impactos negativos ao meio ambiente. Uma única propriedade, em Paiçandu, no Noroeste, foi autuada em R$ 3,5 milhões. Outra, em Marialva, também no Noroeste, em R$ 2,25 milhões.
“Essa foi a nossa primeira operação de fiscalização de 2026 voltada ao ordenamento territorial e à preservação ambiental, e o balanço final foi expressivo, demonstrando o rigor da nossa fiscalização. Essa prática de fragmentação do solo feita de forma recorrente, fora dos padrões da legislação vigente, compromete não apenas o ordenamento agrário, mas também a integridade ambiental da nossa região”, explica o gerente de Monitoramento e Fiscalização do Instituto, Álvaro Cesar de Goes.
Ele reforça a necessidade de os proprietários rurais se atentarem para as mudanças da legislação. De acordo com a nova norma, a subdivisão de imóveis rurais deve sempre respeitar a Fração Mínima de Parcelamento (FMP) rural de dois hectares, com destinação efetiva ou potencial para exploração agrícola, pecuária, extrativa vegetal, florestal ou agroindustrial.
Além disso, destaca o gerente, mesmo nos casos em que o processo é permitido por lei, com segmentos com área entre dois e cinco hectares, é necessária a requisição de uma Anuência Prévia do IAT. Caso o parcelamento seja executado de forma irregular, o responsável pelo imóvel estará sujeito às sanções previstas no art. 66 do Decreto Federal nº 6.514, de 22 de julho de 2008, com pagamento de multa e embargo da área afetada.
“A ausência da anuência impede a regularização plena da propriedade. Deixa também os responsáveis sujeitos a penalidades severas, como vimos nesta operação, quando as multas somadas alcançaram quase R$ 45 milhões”, afirma Goes.
COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem comete infrações ambientais está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente).
O principal canal do Batalhão Ambiental da Polícia Militar é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.
No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco (V), ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.
Fonte: Governo PR
Paraná
Estoques de sangue O- e O+ chegam a níveis críticos e Hemepar solicita doações
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), através do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), apela à população por doações dos tipos sanguíneos O positivo (O+) e O negativo (O-), que estão com estoques baixos e em níveis críticos em algumas regiões do Paraná. As doações podem ser feitas nas 23 unidades da Hemorrede Paranaense, que atendem mais de 380 hospitais de todo o Estado.
Conforme dados do Hemepar, a situação mais preocupante está na região Oeste, nas cidades de Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão, além de Londrina e Maringá, nas regiões Norte e Noroeste, e Curitiba. As doações podem ser feitas através de agendamento no site do Hemepar, que evita filas e espera. Clique AQUI para fazer o agendamento.
“O tipo de sangue O positivo e negativo é o mais necessário, e ele vai atender toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), além de hospitais privados e beneficentes. Estamos apelando ao espírito solidário do paranaense que busque uma de nossas centrais do Hemepar para doar. Ajude as pessoas, pois doar sangue é um ato que salva até quatro vidas e não faz mal nenhum”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
O sangue do tipo O Rh negativo (O-) é o mais valioso em emergências médicas, pois ele pode ser utilizado em qualquer paciente por não possuir os antígenos A, B ou Rh. Em casos graves, quando alguém chega ao hospital com uma hemorragia severa e não há tempo de fazer o teste do tipo de sangue, os médicos utilizam o tipo O- para salvar a vida do indivíduo.
Já o sangue do tipo O Rh positivo (O+), embora não seja o doador universal absoluto (devido ao fator Rh), é o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira. Por ser o mais frequente, é o mais utilizado nos hemocentros. Além disso, ele pode ser doado para qualquer pessoa que tenha fator Rh positivo (A+, B+, AB+ e o próprio O +), o que abrange a grande maioria da população.
Além do atendimento a pessoas em estado grave, a doação de sangue é essencial para garantir o atendimento de cirurgias, tratamentos oncológicos e uma infinidade de procedimentos que precisam de transfusão. O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná.
Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Uma doação pode salvar, no mínimo, quatro vidas.
Em 2025, a rede do Hemepar registrou 214.377 doações, numa média de mais de 17.864 doações por mês, 703 por dia. Neste ano, entre os meses de janeiro a abril, foram registrados 72.054 doações, número 3,2% maior do que no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 69.698 doações.
A reposição do volume de sangue doado não causa nenhum prejuízo para o organismo. O plasma ocorre em 24 horas e a dos glóbulos vermelhos em quatro semanas.
QUEM PODE DOAR – Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses e, no máximo, quatro vezes ao ano. Mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.
O doador deve pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação). Para doar sangue é obrigatório apresentar documento oficial com foto, nome completo, data de nascimento, nome da mãe, número do RG e/ou CPF.
Fonte: Governo PR
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