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Operação do Gaeco cumpre três mandados de busca em Londrina e na Bahia contra fraudes no fornecimento de equipamentos médicos ao sistema de saúde

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O Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpre na manhã desta quinta-feira, 27 de agosto, três mandados de busca e apreensão nas cidades de Londrina e Lauro de Freitas (BA). A ação integra a Operação Nascituro, que apura possíveis fraudes sanitárias e licitatórias e conta com o apoio da Vigilância Sanitária municipal e do Gaeco da Bahia.

Acesse imagens do cumprimento dos mandados

Áudio do Promotor de Justiça José Paulo Montesino Gomes da Silva

Expedidas pelo Juízo das Garantias da 3ª Vara Criminal de Londrina, as ordens judiciais têm como alvos dois apartamentos em área nobre da cidade paranaense e um endereço comercial no município baiano. A investigação apura a possível prática dos crimes de comercialização irregular de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, falsidade ideológica e uso de documento falso. O caso teve início a partir de denúncias encaminhadas pela Autarquia Municipal de Saúde de Londrina e de relatórios fornecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Segundo as apurações, o empresário investigado utilizaria uma empresa de fachada, registrada em endereço residencial de Londrina, para participar de pregões eletrônicos de órgãos públicos em âmbito nacional. Para conferir aparência de legalidade aos negócios, ele teria falsificado Autorizações de Funcionamento de Empresa e a Licença Sanitária expedida pela Vigilância Sanitária de Londrina.

Falsificação – Foi identificado que em ao menos uma licitação a empresa chegou a ofertar dispositivos médicos de alta complexidade, como um extrator obstétrico a vácuo falsificado. Para isso, utilizava de forma indevida números de registros da Anvisa pertencentes a outra empresa fabricante e importadora regular. As propostas comerciais apresentavam imagens de produtos com características visuais diferentes dos aparelhos originais aprovados pela agência. A conduta representa grave risco ao sistema público de saúde, pois insere dispositivos de procedência clandestina, sem garantia de eficácia e segurança, colocando em risco a vida e a integridade física de recém-nascidos e parturientes.

A operação busca apreender documentos, anotações, celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos do empresário e da pessoa jurídica, além de localizar eventuais produtos e equipamentos mantidos em estoque irregular. Todo o material recolhido será encaminhado à base do Gaeco em Londrina para análise e realização de perícias, com o objetivo de instruir o inquérito policial e mapear a participação de outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

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Coletiva – Representantes do Gaeco atenderão a imprensa em entrevista coletiva sobre a Operação Nascituro nesta quinta-feira, 27/8, às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa).

Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

 

Fonte: Ministério Público PR

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Gaeco de Londrina denuncia 49 pessoas investigadas na Operação Panóptico, que apura organização criminosa com atuação nacional a partir de presídios

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O Ministério Público do Paraná denunciou nesta quarta-feira, 26 de agosto, 49 pessoas investigadas a partir da Operação Panóptico, que investiga organização criminosa armada com atuação em âmbito nacional a partir de presídios. Os fatos criminosos foram narrados em seis denúncias oferecidas pelo Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Áudio do Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado

Foram imputados aos denunciados o crime de favorecimento ao domínio social estruturado, previsto no artigo 3º da Lei 15.358/2026, a chamada Lei Antifacção, e o de integrarem organização criminosa (Lei 12.850/2013). A Operação Panóptico foi deflagrada em 15 de junho último, quando foram cumpridos 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

As denúncias oferecidas derivam do compartilhamento de provas produzidas no âmbito das operações Alvorada e Libertatem, deflagradas originalmente pelo Núcleo de Umuarama do Gaeco.

A partir das informações e provas compartilhadas, foi possível mapear e identificar os membros responsáveis pela atuação territorial, logística e financeira que compunham a chamada “Região 43”, cuja cidade-polo é Londrina, inclusive integrantes de alto escalão da organização criminosa investigada. Além de Londrina, as investigações da Operação Panóptico envolveram os outros nove núcleos regionais do Gaeco.

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Antes do oferecimento das denúncias, o Juízo de Garantias da 2ª Vara Criminal de Londrina já havia decretado a prisão preventiva de todos os investigados, a pedido do Gaeco de Londrina.

Atuação conjunta – A realização da Operação Panóptico em âmbito estadual foi possível graças à atuação conjunta dos dez núcleos do Gaeco com a Secretaria de Estado da Segurança do Paraná, por meio das  polícias Militar, Civil, Penal e Científica.

Processo 0027259-96.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.002446-4)

Processo 0046303-04.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004352-2)

Processo 0046305-71.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004353-0)

Processo 0046307-41.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004351-4)

Processo 0065409-83.2025.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.25.005834-0)

Processo 0046287-50.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004354-8)

Matéria anterior:

15/06/2026 – Gaeco deflagra megaoperação contra o crime organizado, com o cumprimento de 559 mandados no Paraná e mais três estados

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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