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Operação conjunta do Gaeco de Londrina e da Polícia Militar mira cúpula de facção criminosa que usava casamentos fraudulentos para burlar sistema prisional

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O Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, em ação integrada com o 5º Batalhão de Polícia Militar do Paraná, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 18 de junho, uma operação para desarticular uma sofisticada rede de comunicação extramuros utilizada pela alta cúpula de uma grande organização criminosa atuante no país.

Acesse imagens da operação

Áudio do Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de busca pessoal contra mulheres investigadas por atuar como interlocutoras de líderes da facção detidos no Sistema Penitenciário Federal (SPF). O objetivo da organização era burlar as rigorosas restrições de segurança das unidades federais.

“Bate-Bola” – As investigações revelaram que, após a transferência de líderes do grupo (integrantes da cúpula, chamada “Sintonia Final Geral”) para presídios federais, a facção passou a utilizar o contato pessoal e verbal durante as visitas como principal meio de transmissão de ordens para o ambiente externo, prática conhecida no meio criminal como “bate-bola”. Residentes em Londrina, as investigadas operavam recebendo e difundindo essas diretrizes e ordens emanadas dos líderes, além de articular demandas de interesse do grupo criminoso.

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Casamento fraudulento – O aprofundamento das diligências desvelou um plano em curso para expandir essa malha de comunicação ilícita por meio da simulação de um casamento. Uma das investigadas, que já tinha o status de visitante regular por ser esposa de um detento do SPF, viabilizou um matrimônio forjado entre a segunda investigada e outro líder da alta cúpula da facção, atualmente recolhido na Penitenciária Federal em Brasília.

O casamento foi formalmente registrado em março de 2026, inclusive com a alteração do nome civil da noiva. Contudo, informações oficiais do sistema prisional atestaram que a mulher jamais havia realizado qualquer visita ao interno, evidenciando a total ausência de vínculo afetivo. Ficou demonstrado que o propósito exclusivo do consórcio era forjar um status jurídico para preencher os requisitos normativos de visitação, criando assim um novo canal para o trânsito de ordens da liderança criminosa. As apurações constataram ainda que as duas mulheres moram no mesmo endereço na região central de Londrina e mantêm laços estreitos com familiares de outros criminosos de alta periculosidade.

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As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo das Garantias da 3ª Vara Criminal de Londrina. Além das buscas no domicílio compartilhado pelas investigadas em Londrina, o Poder Judiciário autorizou a busca pessoal (para apreensão de aparelhos eletrônicos e outros elementos probatórios) e apreensões de armas, valores em espécie, documentos e bens adquiridos com proveito do crime.

Processo 0031235-14.2026.8.16.0014

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

 

Fonte: Ministério Público PR

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PCPR prende foragido listado entre os mais procurados do Brasil

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu o foragido conhecido por Bebezão, de 45 anos, listado entre os mais procurados do país pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O indivíduo foi capturado nas primeiras horas desta quinta-feira (18) em um edifício no bairro Jockey de Itaparica, em Vila Velha, no Espírito Santo.

Contra o investigado havia três mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça paranaense pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, porte de arma, de uso restrito tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Após levantamentos de inteligência policial e uma investigação de alta complexidade, a PCPR identificou o paradeiro do foragido no Espirito Santo, estado no qual vivia escondido utilizando identidade falsa para dificultar sua localização e evitar o cumprimento das ordens judiciais expedidas contra ele.

“Verificamos ainda que, mesmo na condição de foragido, Bebezão continuava atuando no tráfico de drogas na região litorânea do Paraná, utilizando integrantes da organização criminosa para manter a operacionalização das atividades ilícitas à distância”, disse o delegado da PCPR Victor Loureiro Mattar Assad.

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O investigado integrava a lista dos 216 foragidos mais procurados do país divulgada pelo MJSP por meio do Programa Nacional de Captura, iniciativa voltada à localização e prisão de criminosos de alta periculosidade ligados a organizações criminosas e com atuação interestadual. No Paraná, figurava entre os principais alvos estratégicos indicados pelas forças de segurança estaduais, sendo apontado como um dos seis criminosos mais procurados do Estado.

A captura foi realizada por policiais civis do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (DENARC) e do Departamento de Operações Especiais (DOESP) da PCPR e contou com o apoio das forças de segurança do Espírito Santo.

Fonte: Governo PR

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