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El Niño preocupa agronegócio e pode impactar produção de grãos, café, trigo e proteínas em 2026

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O avanço do fenômeno El Niño passou a ocupar posição central nas análises do mercado agropecuário para os próximos meses. Segundo o relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, a consolidação do evento climático pode provocar impactos relevantes sobre diversas cadeias produtivas, influenciando desde a produção de grãos até os mercados de café, trigo, pecuária, suinocultura e avicultura.

A preocupação do mercado está relacionada aos efeitos já observados em episódios anteriores do fenômeno, que costuma alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do Brasil e do mundo. Embora algumas culturas possam se beneficiar inicialmente da maior disponibilidade hídrica, o excesso de precipitações ou períodos de irregularidade climática tendem a elevar os riscos produtivos e comprometer a qualidade das safras.

Café pode enfrentar desafios na formação da próxima safra

No mercado cafeeiro, o relatório destaca que a safra brasileira 2026/27 caminha para volumes elevados, sustentando uma perspectiva de maior oferta global. No entanto, o clima continua sendo o principal fator de atenção dos investidores e produtores.

Com a confirmação oficial do El Niño, existe o risco de desorganização da florada do café no Brasil. Chuvas antecipadas seguidas por períodos de calor e estiagem podem afetar a formação da próxima safra, reduzindo o potencial produtivo das lavouras. Além disso, o fenômeno também pode provocar problemas em importantes países produtores da Ásia, como Vietnã e Indonésia, elevando a volatilidade do mercado internacional.

Trigo deve sentir efeitos sobre produtividade e qualidade

Entre as culturas de inverno, o trigo aparece como uma das mais expostas aos efeitos climáticos. O Itaú BBA projeta queda de aproximadamente 20% na produção brasileira da safra 2026/27, resultado da combinação entre redução de área plantada, menor rentabilidade e riscos associados ao El Niño.

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Embora a maior disponibilidade de chuvas possa favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras no Sul do país, o excesso de umidade ao longo do ciclo aumenta a incidência de doenças e pode comprometer a qualidade dos grãos durante a fase de colheita. Esse cenário preocupa especialmente os produtores, já que a qualidade é um dos principais fatores de remuneração do cereal.

Milho e custos das proteínas entram no radar

O relatório também chama atenção para os possíveis reflexos do El Niño sobre o milho, principal componente da alimentação animal.

No curto prazo, os custos de ração permanecem controlados graças ao bom desempenho da segunda safra brasileira. Porém, para o próximo ciclo agrícola, os riscos aumentam significativamente. O fenômeno climático pode reduzir a janela ideal de plantio e elevar as chances de interrupção precoce das chuvas em importantes regiões produtoras do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Esse cenário preocupa os setores de aves e suínos, altamente dependentes do milho para composição dos custos de produção. Qualquer pressão sobre os preços do cereal tende a impactar diretamente as margens dos produtores.

Suinocultura e avicultura exigem planejamento antecipado

Na avaliação do Itaú BBA, os riscos climáticos exigem atenção especial das cadeias de proteínas animais. A suinocultura, por exemplo, enfrenta atualmente margens apertadas e poderá encontrar dificuldades adicionais caso ocorram elevações nos custos da alimentação animal nos próximos ciclos.

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Como o ciclo produtivo dos suínos é mais longo, o planejamento antecipado torna-se fundamental para reduzir a exposição aos riscos climáticos e econômicos.

Já a avicultura mantém fundamentos positivos no curto prazo, com demanda aquecida e custos relativamente controlados. Mesmo assim, a possível intensificação do El Niño aumenta as preocupações em relação à oferta futura de milho e ao equilíbrio das margens do setor.

Mercado acompanha clima com atenção crescente

Além dos impactos diretos sobre a produção agrícola, o relatório destaca que o clima continuará sendo um dos principais direcionadores dos preços globais de commodities nos próximos meses.

Os efeitos do El Niño sobre regiões produtoras da América do Sul, Estados Unidos e Ásia poderão alterar projeções de oferta, estoques e comércio internacional, aumentando a sensibilidade dos mercados às atualizações meteorológicas.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do monitoramento climático, da gestão de riscos e do planejamento estratégico por parte dos produtores rurais. Com custos ainda elevados e margens pressionadas em diversos segmentos, a capacidade de adaptação às mudanças climáticas tende a se tornar um diferencial cada vez mais importante para a sustentabilidade dos negócios agropecuários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Zelensky endurece discurso e alerta Rússia após ataques: “Se a Ucrânia pegar fogo, Moscou também pegará”

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, elevou o tom contra a Rússia nesta quinta-feira (18) ao afirmar que Moscou poderá enfrentar consequências cada vez mais severas caso os ataques russos ao território ucraniano continuem. A declaração foi feita após uma nova onda de ataques com drones atingir a capital russa durante a madrugada.

Segundo Zelensky, a ofensiva ucraniana foi uma resposta direta aos recentes bombardeios promovidos pela Rússia, que resultaram em mortes e danos significativos à infraestrutura civil da Ucrânia, incluindo um ataque que atingiu o histórico Mosteiro de Pechersk Lavra, em Kiev.

“Não queremos essa guerra, nunca quisemos, e todos sabem disso. Mas, se a Ucrânia pegar fogo, a sua Moscou pegará fogo”, declarou o presidente ucraniano em mensagem enviada a jornalistas.

Ataques atingem Moscou e refinaria de petróleo

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades russas, dezenas de drones foram lançados contra Moscou durante a madrugada. Entre os alvos atingidos está uma refinaria de petróleo da capital, que sofreu impactos pela segunda vez na mesma semana.

Os ataques refletem uma intensificação das operações de ambos os lados do conflito, que já ultrapassa quatro anos e segue sem perspectivas concretas de encerramento.

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Analistas avaliam que a ampliação das ofensivas em território russo busca aumentar a pressão sobre o governo do presidente Vladimir Putin, especialmente em um momento de crescente desgaste econômico e militar provocado pela guerra.

Ataque em Kiev deixou mortos e atingiu patrimônio histórico

Na última segunda-feira, uma ofensiva russa com drones e mísseis deixou pelo menos dez mortos em diferentes regiões da Ucrânia. Um dos alvos foi o tradicional Mosteiro de Pechersk Lavra, considerado um dos principais símbolos religiosos e históricos do país.

O episódio provocou forte reação do governo ucraniano e ampliou os pedidos por apoio internacional para reforçar a defesa aérea do país.

Defesa aérea e novas medidas serão debatidas na Otan

Zelensky participa nesta quinta-feira de reuniões com aliados da Ucrânia em Bruxelas, onde a ampliação da assistência militar estará entre os principais temas da agenda.

Entre as propostas em discussão estão o fortalecimento dos sistemas de defesa aérea fornecidos pela OTAN e o desenvolvimento de uma estrutura integrada de defesa contra mísseis balísticos envolvendo Ucrânia e países parceiros.

O presidente ucraniano argumenta que a ampliação dessas capacidades é fundamental para proteger cidades, instalações estratégicas e a população civil dos ataques russos.

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Ucrânia pede novas sanções contra a Rússia

Além do apoio militar, Zelensky voltou a defender o endurecimento das sanções econômicas contra Moscou. O líder ucraniano pediu que Europa, Estados Unidos e demais aliados ampliem as restrições aos setores de energia, defesa e finanças da Rússia.

Segundo ele, o aumento da pressão econômica é uma das principais ferramentas para forçar o Kremlin a rever sua estratégia militar e buscar uma solução para o conflito.

“Todos precisam pressionar Putin: ucranianos, europeus, norte-americanos e também os russos. É hora de encarar a realidade e pressionar seu líder”, afirmou.

Guerra segue sem perspectiva de trégua

O conflito entre Rússia e Ucrânia continua sendo um dos principais focos de instabilidade geopolítica global, com impactos diretos sobre os mercados internacionais, energia, fertilizantes, commodities agrícolas e cadeias de abastecimento.

A escalada dos ataques em ambos os territórios aumenta as preocupações da comunidade internacional sobre uma possível ampliação da guerra e seus reflexos sobre a economia mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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