Curitiba
Onda de frio chega a Curitiba com geada no fim de semana
Uma frente fria começou a percorrer o Paraná nesta terça-feira (30) aumentando a presença de nuvens e provocando chuvas fracas em algumas localidades nos próximos dias. Para o fim de semana, a previsão é de frio intenso. Em Curitiba, por exemplo, está previsto temperatura mínima de 3ºC no fim de semana, com possibilidade de geada no domingo (4). Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, há previsão de neve nas áreas serranas, por conta das temperaturas congelantes e um certo grau de umidade. Mas para o Paraná, segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), está descartada a ocorrência do fenômeno.
Segundo o meteorologista Reinaldo Kneib, um dos modelos para previsão do tempo usada pelo Simepar aponta, de fato, a possibilidade de ocorrência de neve na sexta-feira, na região de Palmas, no centro-sul paranaense. Entretanto, segundo ele, a possibilidade de isso vir a acontecer, de fato, é muito pequena. “Realmente tem um modelo meteorológico que coloca neve para sexta na região de Palmas, mas quando estamos um pouco distante da previsão, ele exagera na dose. Vai ter frio intenso, realmente, mas sem neve. A neve fica em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul”, comenta o especialista.
Nesta quarta-feira (31), as temperaturas vão variar entre 10 e 22 graus na capital, e nesta quinta (1), entre 12 e 25. Não deve chover nestes dias, segundo o Simepar. Na sexta-feira (2), a mínima cai para 5 graus em Curitiba, mas a máxima permanece na casa dos 20 graus; contudo, deve chover. Já no sábado (3), a mínima bate os 3 graus e não passa de 13. Porém, sem chuva.
Curitiba
Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.
Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.
Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.
Bairros mais populosos de Curitiba
Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.
Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.
Boom de investimentos após a pandemia
Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos
A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.
Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.
Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.
Desafios do maior bairro de Curitiba
Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.
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