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Oficina fortalece capacidades em patrocínio comunitário para acolhimento de afegãos no Brasil

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São Paulo, 26/11/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), realizou, de 24 a 26 de novembro, a II Oficina de Fortalecimento de Capacidades em Patrocínio Comunitário. O treinamento ocorreu em São Paulo (SP) e foi organizado em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Pathways International. A Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras) também apoiou a iniciativa.

A nova rodada de formação buscou consolidar o aprendizado da primeira oficina, realizada em junho, e aprofundar temas estratégicos para ampliar e manter o Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário. O objetivo é qualificar tecnicamente as organizações da sociedade civil (OSCs), fortalecer a articulação entre setores e ampliar o acesso a redes de apoio e financiamento. Dessa forma, o programa poderá aprimorar as ações de acolhimento e integração de pessoas afegãs no Brasil.

“Faremos uma avaliação inicial dos dados disponíveis sobre direitos, integração comunitária, e acesso aos sistemas de saúde e assistência social, bem como aprimorar as capacidades dos parceiros na promoção de emprego e renda para as pessoas afegãs acolhidas”, afirmou o diretor do Departamento de Migrações, Victor Semple.

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A coordenadora-geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Amarílis Tavares, explicou que essa edição da oficina foi voltada às organizações da sociedade civil (OSCs) já credenciadas ao MJSP ou em processo de credenciamento.

Segundo ela, a capacitação contribui para fortalecer institucionalmente e garantir a sustentabilidade financeira das organizações. “A proposta é aproximar essas instituições de parceiros nacionais e internacionais e apoiar a construção de um ecossistema sólido de Patrocínio Comunitário no Brasil”.

Fortalecimento institucional

A oficina reuniu empresas e iniciativas voltadas à empregabilidade, com o intuito de promover o diálogo entre OSCs, poder público e setor privado sobre inserção laboral e geração de renda para pessoas migrantes e refugiadas.

O evento contou, ainda, com a participação da coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Imigrantes do MJSP, Marina Bernardes. Ela exibiu um panorama relacionado a esses crimes, destacando a relação com fluxos migratórios e ressaltando a relevância de especialistas e organizações atuarem de maneira informada e preventiva, especialmente no acolhimento e acompanhamento de populações em situação de vulnerabilidade.

No último dia, uma consultoria especializada tratou de estratégias para desenvolver competências em captação de recursos, elaboração de projetos e gestão de parcerias, contribuindo para o fortalecimento institucional das OSCs presentes.

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Empreendedores afegãos apresentam arte e cultura

Além da programação formativa, a oficina abriu espaço para migrantes e refugiados afegãos apresentarem seus trabalhos e trajetórias empreendedoras. Entre os expositores estavam a fotógrafa e artista multimídia Masuma, para quem a arte se tornou um caminho de reconstrução no Brasil; o costureiro Esmatullah, fundador da marca Esmat Wear e proprietário de uma loja em São Paulo; a artesã e designer Frözan, autora de peças em madeira que combinam técnicas tradicionais afegãs a materiais brasileiros; e o engenheiro e empreendedor gastronômico Mohammad Hasaby, presente em feiras e eventos com culinária afegã, árabe e iraniana. A participação desses profissionais reforça a importância de iniciativas que combinam acolhimento, integração e valorização cultural.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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