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Ofertado pelo IDR-Paraná, programa Inova Queijo inicia curso para produtores do Sudoeste

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Produtores, manipuladores de alimentos, representantes de agroindústrias e agentes de assistência técnica e extensão rural se reuniram em Francisco Beltrão (Sudoeste) para o início do Inova Queijo. Trata-se de uma iniciativa de formação e aperfeiçoamento de queijeiros, realizada pelo IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater), em parceria com o Sebrae-PR, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Associação dos Produtores de Queijo Artesanal do Sudoeste do Paraná (Aprosud). A reunião aconteceu sexta-feira (28.04)

O Inova Queijo pretende aprimorar o trabalho desenvolvido pelos pequenos produtores, melhorando a qualidade dos produtos. Além disso, a iniciativa quer mostrar o potencial, a qualidade e o sabor dos queijos artesanais do Sudoeste do Paraná para todo o Estado, o Brasil e o mundo. O Inova Queijo terá treze módulos, de quatro horas cada com aulas teóricas e práticas.

A abertura do curso, em Francisco Beltrão, contou com a participação de 300 pessoas, de 48 municípios diferentes. Foram montadas três estações dinâmicas para que os participantes discutissem três temas: leite, produção e mercado. Também foi realizado um encontro de lideranças do queijo e uma degustação de queijos regionais.

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O sucesso do Inova Queijo levou os realizadores do evento a lançar programas para continuar o desenvolvimento da cadeia de queijo artesanal. No dia 30 de junho, por exemplo, será realizado o Inova Queijo Pocket, na Via Tecnológica do Leite, em Francisco Beltrão. A Aprosud e o Sebrae também iniciaram o programa de indicação geográfica do queijo do Sudoeste, que deve dar uma identidade própria à produção da região e contribuir para a conquista de mais mercado.

CULTURA – A produção de queijos e derivados de leite faz parte da cultura do Sudoeste paranaense desde sua colonização. No entanto, os especialistas afirmam que é necessário conectar essa tradição ao futuro, para garantir a sustentabilidade das pequenas propriedades rurais que têm a produção de queijos como uma de suas fontes de renda. “O Inova Queijo é uma oportunidade para apresentar novas tecnologias aos queijeiros. A iniciativa, que está na segunda edição e acontece a cada dois anos, tem a missão de contribuir para a superação dos desafios que a cadeia produtiva do queijo artesanal enfrenta.”, afirma Rosane Bragatto, gerente regional do IDR-Paraná.

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Os encontros são itinerantes e discutem temas como as preferências do consumidor da região Sul do Brasil em relação ao queijo colonial artesanal, saúde e sanidade do rebanho leiteiro, boas práticas de fabricação, princípios básicos da tecnologia de queijos, maturação, embalagem, rotulagem, causas e prevenção dos defeitos/problemas dos queijos, gestão da agroindústria e o mercado de queijos.

O curso promovido pelo Inova Queijo não tem custo para os interessados. Qualquer produtor pode fazer sua inscrição em um ou mais módulos, de acordo com sua disponibilidade, através deste LINK. As aulas acontecem das 13h30 às 17h30, na UTFPR de Francisco Beltrão. O Polo de Pesquisa do IDR-Paraná de Pato Branco vai fornecer o leite para a realização das aulas práticas que exigem, apenas, que o queijeiro tenha participado de 70% dos módulos anteriores.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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