Agro
Oferta restrita mantém preços do milho firmes em fevereiro no mercado brasileiro
Mercado de milho permanece firme em fevereiro
O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes ao longo de fevereiro, refletindo o ritmo mais lento de comercialização do cereal e a oferta restrita no mercado interno. Com o foco voltado para a colheita, transporte e venda da soja, o milho acabou ficando em segundo plano, o que ajudou a sustentar as cotações durante o mês.
De acordo com a Safras & Mercado, a movimentação de negócios foi limitada, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, onde os produtores mantiveram uma postura mais cautelosa na fixação de oferta.
São Paulo puxa alta regional com oferta curta
O comportamento dos preços foi bastante regionalizado em fevereiro. No estado de São Paulo, as cotações subiram com força no interior, refletindo uma oferta mais enxuta e o aumento da procura por parte dos consumidores, que buscaram recompor estoques reduzidos.
Nos portos, no entanto, o cenário foi diferente. Com a queda de 2% do dólar comercial até o dia 26 e a Bolsa de Chicago (CBOT) apresentando estabilidade, os preços se mantiveram praticamente inalterados.
Sul e Centro-Oeste têm comportamento distinto
No Sul do país, os consumidores demonstraram maior tranquilidade nas compras, indicando bom nível de abastecimento. Ainda assim, produtores seguem firmes na tentativa de manter os preços sustentados.
No Centro-Oeste, o atraso na colheita da soja tem impactado o plantio da segunda safra de milho (safrinha), o que traz preocupações climáticas para as próximas semanas. A consultoria destaca que a excessiva umidade do solo em algumas regiões tem atrasado o cronograma de plantio e pode afetar o potencial produtivo.
Chuvas e logística seguem no radar dos produtores
Os agentes do mercado acompanham com atenção a evolução das chuvas e o andamento das operações de campo, fatores decisivos para o desenvolvimento da nova safra. A expectativa é de que o avanço da colheita da soja, ainda atrasada, libere áreas e maquinários para o plantio do milho safrinha.
Preços regionais do milho em fevereiro
No balanço até o dia 26 de fevereiro, os preços do milho mostraram variação positiva na maioria das praças:
- Cascavel (PR): alta de R$ 62,00 para R$ 64,00/saca (+3,2%)
- Campinas/CIF (SP): avanço de R$ 68,00 para R$ 75,00/saca (+10,3%)
- Região Mogiana (SP): aumento de R$ 65,00 para R$ 70,00/saca (+7,7%)
- Uberlândia (MG): valorização de R$ 63,00 para R$ 65,00/saca (+3,2%)
- Rondonópolis (MT): estabilidade em R$ 55,00/saca
- Rio Verde (GO): preço estável em R$ 60,00/saca
- Erechim (RS): leve queda de R$ 65,00 para R$ 64,00/saca (-1,5%)
- Porto de Paranaguá (PR): preço estável em R$ 69,00/saca
- Porto de Santos (SP): cotação inalterada em R$ 70,00/saca
Perspectivas para março
A Safras & Mercado projeta que os preços do milho devem seguir firmes no curto prazo, sustentados pela oferta limitada e pela demanda interna constante. No entanto, o avanço da colheita da soja e o início efetivo do plantio da safrinha poderão trazer maior liquidez ao mercado nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Santa Catarina aposta em parcerias para fortalecer a ovinocaprinocultura e ampliar competitividade
Santa Catarina está avançando no fortalecimento da ovinocaprinocultura por meio de parcerias estratégicas voltadas à inovação, aumento da produtividade e desenvolvimento integrado da cadeia produtiva. Nesta semana, representantes do Projeto de Fortalecimento da Ovinocaprinocultura estiveram na Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS), para discutir cooperações que abrangem desde a produção até o processamento e a comercialização da carne ovina.
A iniciativa tem como foco ampliar a competitividade dos produtores e abrir novas oportunidades de mercado para a carne ovina catarinense.
Parcerias com a Embrapa focam tecnologia e genética
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) participou das discussões, destacando a importância da aproximação com instituições de referência. O objetivo é acelerar a adoção de tecnologias no campo e fortalecer a atividade no estado.
Entre os principais temas debatidos estão o melhoramento genético do rebanho e o desenvolvimento de tecnologias para o processamento da carne. Estudos já validados pela Embrapa apontam que o aumento da prolificidade — ou seja, maior número de cordeiros por nascimento — pode elevar rapidamente a produtividade, desde que aliado a um manejo reprodutivo eficiente.
Pesquisas também avançam em características como resistência a parasitas, perda natural de lã e melhoria da conformação de carcaça, fatores que contribuem diretamente para a eficiência produtiva e qualidade do produto final.
Agregação de valor à carne ovina ganha destaque
Durante o encontro, foram apresentados estudos voltados à tecnologia de carne, com foco na agregação de valor e no melhor aproveitamento dos cortes ovinos. A estratégia busca fortalecer a presença da carne ovina no mercado e aumentar sua competitividade frente a outras proteínas.
Atividade cresce como alternativa para pequenos produtores
A ovinocaprinocultura vem ganhando espaço em Santa Catarina como alternativa de diversificação, especialmente em propriedades familiares. Dados da Epagri/Cepa indicam que o estado possui cerca de 348 mil ovinos distribuídos entre aproximadamente 15 mil produtores.
O rebanho de caprinos soma cerca de 34 mil cabeças, com aproximadamente 3,8 mil produtores envolvidos na atividade. Atualmente, cerca de 800 produtores recebem assistência técnica e gerencial, com foco em boas práticas de produção, gestão e melhoramento genético.
Projeto amplia assistência técnica e integração do setor
Para impulsionar ainda mais o setor, está em andamento uma cooperação entre a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária e o Sebrae/SC. A iniciativa integra ações de Assistência Técnica e Gerencial, desenvolvidas em parceria com o Senar, ampliando o suporte técnico aos produtores rurais.
A execução também conta com o apoio de instituições como a Epagri e a Cidasc, que atuam na assistência técnica, extensão rural, defesa sanitária e promoção do desenvolvimento sustentável.
Integração com turismo e governança fortalece cadeia
Além do fortalecimento produtivo, a estratégia inclui a integração da ovinocaprinocultura com a gastronomia e o turismo rural, agregando valor à atividade e ampliando as fontes de renda no campo.
A cadeia produtiva conta ainda com uma Câmara Setorial estruturada, responsável por garantir governança ativa e alinhamento entre os diferentes elos — da produção ao mercado —, consolidando o desenvolvimento sustentável do setor em Santa Catarina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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