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Oferta global recorde e alta produção no Brasil derrubam preços do açúcar nas bolsas internacionais

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O mercado mundial de açúcar atravessa um período de forte pressão baixista, influenciado pela ampla oferta global e pelas projeções de aumento da produção nas principais regiões produtoras. Nas bolsas internacionais, os contratos futuros do adoçante vêm acumulando quedas consecutivas, refletindo as expectativas de excedente e a melhora nas condições climáticas em países-chave, como Brasil, Índia e Tailândia.

Segundo análise da Reuters, os preços seguem pressionados pela perspectiva de estoques mais elevados. O Barchart destaca o avanço da produção brasileira como o principal fator de desvalorização. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a safra 2025/26 do Centro-Sul apresentou crescimento, e a Datagro projeta nova alta para 2026/27, reforçando a tendência de superávit mundial.

Cotações caem nas bolsas de Nova York e Londres

Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto registrou nova queda. O contrato de março de 2026 encerrou a sessão cotado a 14,25 centavos de dólar por libra-peso (-0,84%), enquanto os contratos de maio e julho do mesmo ano fecharam a 13,92 (-0,71%) e 13,86 centavos (-0,65%), respectivamente.

Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco também recuou. O contrato de dezembro de 2025 caiu 0,70%, sendo negociado a US$ 414,20 por tonelada, enquanto o contrato de março de 2026 foi cotado a US$ 416,20 por tonelada, mantendo a tendência de baixa observada nos últimos dias.

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Brasil amplia produção e reforça o cenário de excesso global

O aumento expressivo da produção no Centro-Sul brasileiro é um dos principais motores da queda nas cotações internacionais. Dados da Unica indicam que, na segunda quinzena de setembro, a produção de açúcar cresceu 10,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 3,137 milhões de toneladas. Além disso, 51,17% da cana processada foi destinada à fabricação de açúcar, ante 47,73% em 2024.

No acumulado da safra 2025/26 até setembro, a produção somou 33,524 milhões de toneladas, avanço de 0,8% frente ao ciclo anterior. Para o próximo ano, a Datagro prevê novo recorde: 44 milhões de toneladas, um aumento de 3,9% sobre a safra atual — número que reforça a perspectiva de excedente global e pressiona ainda mais os preços nas bolsas.

Moagem acelerada e foco no açúcar impulsionam oferta no Centro-Sul

Mesmo com leve redução no volume total de cana processada, o setor mantém ritmo acelerado de moagem. Segundo levantamento da FG/A Finanças, com base em dados da Unica, cerca de 490 milhões de toneladas foram processadas até a segunda quinzena de setembro — resultado 3% menor que o da safra anterior, mas com maior produtividade agrícola.

O mix açucareiro, que alcançou 52,7% até setembro, é o mais alto já registrado, reflexo da priorização do açúcar nas usinas devido a contratos de exportação previamente firmados. No entanto, a recente desvalorização do adoçante começa a tornar o etanol hidratado mais competitivo em algumas regiões produtoras.

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Até 24 de outubro, o preço médio do açúcar no mercado interno brasileiro ficou em R$ 2.022 por tonelada, valor inferior à média histórica para o período. A FG/A estima um superávit global de aproximadamente 7 milhões de toneladas na safra 2025/26, reforçando o cenário de excesso de oferta no mercado internacional.

Condições climáticas favorecem safra na Ásia

As boas condições climáticas em importantes polos produtores da Ásia também contribuem para o cenário de abundância. Na Índia, o volume de chuvas atingiu 1.524 milímetros, 38% acima da média histórica. Já na Tailândia, o acumulado ficou 17% superior à média da última década, criando perspectivas positivas para o desenvolvimento das lavouras e para uma safra volumosa em 2026.

Com Brasil, Índia e Tailândia caminhando para ampliar suas produções, o mercado global de açúcar deve continuar enfrentando pressão sobre os preços nos próximos meses, mantendo o foco na evolução da demanda e nas estratégias de comercialização das usinas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até o dia 30 para entregar declaração do ITR e evitar multa

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Proprietários e possuidores de imóveis rurais têm até as 23h59 de 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 50, além de possíveis dificuldades para comprovar a regularidade fiscal da propriedade.

A obrigação alcança pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóveis rurais. Também precisam declarar usufrutuários, condôminos e contribuintes que tenham perdido a posse ou a propriedade entre 1º de janeiro e a data da entrega, inclusive em casos de transferência ou incorporação da área ao patrimônio do expropriante.

As situações de imunidade e isenção previstas na legislação permanecem fora da obrigatoriedade. Como o enquadramento depende das características do imóvel, da área e da forma de exploração, o produtor deve confirmar se a propriedade atende aos requisitos antes de deixar de apresentar a declaração.

A principal mudança em 2026 está no canal de entrega. Todas as pessoas jurídicas, independentemente do tamanho do imóvel, e as pessoas físicas com propriedades superiores a 100 hectares devem utilizar obrigatoriamente o serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal.

O acesso exige conta gov.br nos níveis Prata ou Ouro e pode ser realizado por computador, celular ou tablet. O próprio contribuinte pode entregar a declaração ou autorizar um procurador digital.

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A plataforma reúne os imóveis vinculados ao mesmo contribuinte, recupera dados cadastrais, permite preencher e transmitir declarações, consultar recibos e fazer retificações. Quem possui várias propriedades também pode importar e enviar declarações em lote.

Pessoas físicas com imóvel rural de até 100 hectares podem escolher entre o serviço digital e o Programa ITR 2026 instalado no computador. Essa alternativa não está disponível para pessoas jurídicas nem para pessoas físicas com áreas superiores a 100 hectares.

A Receita Federal recomenda verificar os dados cadastrais da propriedade antes da transmissão. Informações incorretas sobre área, utilização do imóvel, atividades produtivas e áreas ambientais podem provocar divergências, cobrança adicional de imposto ou necessidade de retificação.

Caso o contribuinte identifique erro, omissão ou informação inexata depois do envio, poderá apresentar uma declaração retificadora, desde que a Receita ainda não tenha iniciado um procedimento de fiscalização. A nova declaração substitui integralmente a anterior.

O imposto inferior a R$ 100 deve ser pago de uma única vez até 30 de setembro. Valores a partir de R$ 100 podem ser divididos em até quatro parcelas mensais e sucessivas, desde que nenhuma seja inferior a R$ 50. A primeira parcela também vence no último dia do prazo.

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Na versão web, o pagamento pode ser realizado por Pix, transferência eletrônica disponível, cartão de crédito ou Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Eventuais encargos cobrados pela instituição financeira ou operadora do cartão devem ser observados pelo contribuinte.

A entrega em atraso gera multa de 1% por mês ou fração, calculada sobre o imposto devido. O valor mínimo da penalidade é de R$ 50, mesmo quando o imposto apurado for menor.

Além da multa, a pendência pode dificultar a emissão de certidões e a comprovação da regularidade fiscal do imóvel. Essa documentação costuma ser analisada em operações de crédito rural, financiamentos, garantias, compra e venda e transferência da propriedade.

Em 2025, a Receita Federal recebeu quase 6 milhões de declarações dentro do prazo. Com a proximidade do encerramento do período de entrega, a recomendação é não deixar o envio para o último dia, principalmente para quem ainda precisa aumentar o nível da conta gov.br, corrigir dados cadastrais ou reunir informações sobre a propriedade.

Fonte: Pensar Agro

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