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Obra rara furtada em 2008 é devolvida ao Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém

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Após 17 anos, foi devolvida ao Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) a obra rara De India Utriusque re Naturali et Medica (Sobre a Índia, Tanto Natural Quanto Médica), do médico e naturalista holandês Guilherme Piso. A instituição é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Belém (PA). 

Publicada em Amsterdã em 1658, a obra foi furtada na instituição em 2008 e recuperada em 2024 na cidade de Londres, no Reino Unido. Escrita em latim, a publicação é uma segunda edição do livro Historia Naturalis Brasiliae (História Natural do Brasil), parte de uma coletânea de pesquisas científicas sobre história natural, geografia, meteorologia e etnologia do País. 

O diretor da instituição, Nilson Gabas Júnior, explica que essa é uma obra monumental construída a partir de observações do autor durante a colônia holandesa. “No breve período em que o Brasil foi uma colônia da Holanda sob o governo de Maurício de Nassau, o autor Guilherme Piso descreve a flora, a fauna e algumas práticas médicas indígenas no território brasileiro. Ou seja, é uma das primeiras e mais relevantes obras sobre a história natural e medicina tropical do Brasil”, afirma.  

A peça é o terceiro livro mais antigo do acervo do museu paraense, ficando atrás somente de dois títulos: um de 1554 e outro de 1628. O diretor destaca que o retorno dessa peça para a coleção do MPEG é fundamental, pois é símbolo de um patrimônio que transcende séculos de história e conhecimento. 

Reforço na segurança 

A Biblioteca do Museu Paraense Emílio Goeldi é composta por 350 mil exemplares. Entre eles, destacam-se 4 mil obras raras. Em 2008, foram furtadas 60 obras raras do acervo, sendo 40 livros e 20 in-fólios (formato geralmente usado em livros com dimensões maiores, como atlas, obras de arte). Desde 2014, cinco publicações foram recuperadas. 

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Após os furtos, as obras raras estão protegidas em uma sala-cofre, inaugurada em 2018, com equipamentos que reforçam a segurança do prédio, como portas-camuflagem, câmeras e acesso controlado por identificação digital. Além disso, o lugar tem sistema de climatização e refrigeração para garantir temperatura e umidade estáveis, essenciais à preservação de materiais sensíveis; monitoramento ambiental 24 horas e sistema de combate a incêndio, assegurando proteção integral ao acervo. O espaço foi implementado com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).  

Segundo Nilson Gabas, atualmente, a Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna do museu é considerada uma das mais seguras do País. “As obras raras do acervo do Museu Goeldi representam um patrimônio histórico e cultural da Amazônia. Elas trazem conhecimento científico produzido por naturalistas que são registros únicos sobre a biodiversidade, o clima, os ecossistemas e os modos de vida das populações dos últimos 500 anos”, destaca.  

Para Gabas, é necessário reconhecer que o conhecimento contido nestas obras é de interesse nacional, uma vez que podem apoiar políticas públicas, a diplomacia e a defesa de interesse nacionais, especialmente em debates globais sobre o meio ambiente. 

“Preservar essas obras é preservar a memória, a ciência e a cultura da Amazônia, fortalecendo a conexão dos brasileiros com uma região vital para o País e o mundo”, conclui.  

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Em 2024, o MCTI e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), lançaram o Edital Identidade Brasil, com um recurso de R$ 500 milhões para recuperar e preservar o patrimônio científico e cultural do País.  

No lançamento do edital, a ministra Luciana Santos ressaltou que os museus e centros de ciência fortalecem os laços da sociedade com todas as áreas de conhecimento e que são equipamentos essenciais para a preservação do patrimônio científico e cultural do país, com papel fundamental na ampliação da cultura científica no Brasil.   

Obras recuperadas 

Em outubro de 2024, outras duas obras foram entregues ao museu. A Reise in Chile, Peru und auf dem Amazonenstrome (Viagem no Chile, Peru e no Rio Amazonas), escrita por Eduard Poeppig e publicada em 1836, foi encontrada em Buenos Aires, Argentina, em 2023. O livro, que registra expedições científicas pela América do Sul, contém mapas e ilustrações originais de grande valor histórico e científico. 

A segunda obra é a Simiarum et Vespertilionum Brasiliensium Species Novae (Novas Espécies de Macacos e Morcegos Brasileiros), do autor Johann Baptist von Spix e publicada em 1823. Foi encontrada em Londres, no Reino Unido, em 2024. A obra descreve espécies de macacos e morcegos brasileiros, resultado de expedições científicas feitas no País. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Pesquisa e sustentabilidade ganham espaço na agenda da pesca na Amazônia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quinta-feira (24), em Manaus (AM), uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura na Amazônia. A agenda incluiu reunião com a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), encontro com professores de Engenharia de Pesca e participação na abertura do II Congresso de Engenharia, Agronomia e Tecnologia do Amazonas (II CENATEC).

Durante a visita à UFAM, o ministro se reuniu com a reitora Tanara Lauschner para tratar de ações da universidade relacionadas aos impactos do El Niño na região. Segundo Edipo “o Governo Federal vem atuando em todas as frentes para salvaguardar a população ribeirinha e o povo da Amazônia”.

A agenda também teve diálogo com professores do curso de Engenharia de Pesca, com destaque para a análise dos resultados de dois Termos de Execução Descentralizada (TEDs) firmados entre o MPA e a instituição. Os projetos contemplam o Manejo Pesqueiro de Espécies Amazônicas Migratórias, e a Pesca Ordenada e Sustentável da Piracatinga. As iniciativas reforçam a cooperação entre governo e universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento de estratégias para o manejo sustentável dos recursos pesqueiros amazônicos.

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A programação do ministro também incluiu a cerimônia de abertura do II CENATEC, que reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, professores, empresas e representantes de instituições públicas e privadas das áreas de Engenharia, Agronomia e Tecnologia. No congresso, que também aborda temas relacionados à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à sustentabilidade na Amazônia, o ministro destacou as políticas públicas do Governo Federal no Amazonas e a representatividade feminina no setor e na liderança do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA- AM).

“O Governo Federal dedica uma atenção muito especial ao Amazonas. Ao acompanharmos os debates sobre as BRs 319 e 174, além dos investimentos e realizações do Novo PAC na região — como as entregas das pontes sobre os rios Cruzá e Autaz-Mirim —, fica evidente que essas políticas dialogam com a verdadeira essência da engenharia. Nosso papel é sair da zona de conforto e construir um país melhor para a população.” afirmou Edipo.

Pesca e aquicultura no Amazonas

A agenda ocorre em um estado de grande relevância para a atividade pesqueira brasileira. O Amazonas possui 151.426 pescadores registrados, dos quais 44% são mulheres, além de 749 aquicultores registrados. O estado também contabiliza 82 indústrias de pescado registradas e produção anual de mais de 12 mil toneladas de pescado, segundo dados de 2024.

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O estado também registrou a emissão de 551 licenças para pescadores esportivos, segmento que integra as diferentes atividades relacionadas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros e ao desenvolvimento econômico da região.

Próximos compromissos

A agenda do ministro em Manaus continua nesta sexta-feira (25), com visita a uma fazenda de piscicultura e atividades relacionadas ao contrato de águas da União. Na sequência, Edipo Araujo terá visita institucional no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ampliando o diálogo com instituições de pesquisa que atuam no desenvolvimento científico e tecnológico da região.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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