Paraná
Obra em rodovia de União da Vitória terá detonações de rocha na semana que vem
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) realizará detonações de rochas nas manhãs de terça-feira (23), quarta-feira (24) e quinta-feira (25) em União da Vitória, na região Sul do Estado. A medida integra a obra de estabilização de taludes em trecho da PRC-466 próximo à Ponte Manoel Ribas, sendo necessária para avançar nos serviços previstos.
A detonação de rochas foi dividida em três dias visando evitar danos na rede elétrica próxima e preservar ao máximo possível o pavimento que será atingido pelo material solto.
A recomendação do DER/PR é que os condutores busquem rotas alternativas nos dias das detonações, pois o trecho ficará bloqueado para limpeza de rochas e terra sobre a pista, não havendo um horário pré-definido para retomada do tráfego. A expectativa é que os bloqueios durem várias horas, variando conforme o volume de material.
Pedestres devem seguir a sinalização emergencial que será instalada no local, evitando se aproximarem do local das detonações, garantindo sua segurança.
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INVESTIMENTO – O objetivo da obra é encerrar definitivamente a recorrente queda de rochas sobre a pista, principalmente em dias chuvosos. Com as detonações, a execução desta iniciativa deve atingir a marca de 70%.
Cerca de 400 metros da rodovia estão recebendo as melhorias, que irão adequar o paredão rochoso próximo até que se torne um talude com inclinação segura. Este segmento da PRC-466 também será deslocado em cerca de cinco metros, gerando uma distância maior para o Rio Iguaçu, o que vai aumentar a segurança da pista nas épocas de cheia do rio.
Entre a rodovia e o Rio Iguaçu serão implantados muros de gabiões, associados a valetas de concreto e descidas d’água. Para a solução da drenagem, serão construídas sarjetas em concreto no pé do talude e na banqueta, conectadas à caixa coletora e bueiro, valetas de proteção e drenos longitudinais em solo e rocha.
O Governo do Paraná está investindo R$ 4,2 milhões nas obras e a conclusão está prevista para o segundo semestre deste ano.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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