Paraná
Gaema reúne gestores municipais para fortalecer proteção à fauna silvestre
Representantes de 30 municípios do Norte Pioneiro participaram, nesta sexta-feira (7/8), de uma reunião promovida pelo Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) do Ministério Público do Paraná com o objetivo de debater estratégias para a proteção, o resgate e a conservação da fauna silvestre na região.
O encontro foi na sede do Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente (Ipevs), em Cornélio Procópio, e reuniu representantes dos Poderes Executivos e das Secretarias Municipais de Meio Ambiente, além de integrantes do Instituto Água e Terra (IAT).
A programação contou com a participação da coordenadora do Gaema de Santo Antônio da Platina, Promotora de Justiça Kele Cristiani Diogo Bahena, que apresentou projetos desenvolvidos pela regional. Entre as iniciativas, ela destacou as ações de combate ao fracionamento irregular do solo rural, o fortalecimento da governança ambiental, a campanha Junho Verde, a preservação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) do Rio Paranapanema, a adequação de estradas rurais e os desdobramentos da Operação Percola IV.
Durante o encontro, o chefe regional do IAT em Cornélio Procópio, Haroldo de Oliveira, e o agente de execução Rodrigo Araújo Carvalho destacaram a relevância do trabalho desenvolvido pelo Ipevs, ressaltando a atuação do instituto de pesquisa nos resgates de animais silvestres e a contribuição do instituto para a preservação da biodiversidade ao longo de seus 18 anos de atividades.
Na sequência, a bióloga Renata Alfredo, responsável técnica pelo Ipevs, conduziu uma apresentação sobre a criação de programas municipais voltados à proteção da fauna silvestre. Durante a exposição, foram abordadas orientações jurídicas e operacionais para a estruturação dessas iniciativas, além de alternativas para a captação de recursos e formalização de parcerias estratégicas.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR oferece denúncia contra oito pessoas investigadas na segunda fase da Operação Off Label por roubo e comércio ilegal de medicamentos
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra oito pessoas no âmbito da segunda fase da Operação Off Label. Entre os denunciados estão um policial civil afastado judicialmente de suas funções e um policial civil aposentado.
Áudio do Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado
A denúncia, apresentada à 2ª Vara Criminal de Londrina, atribui aos investigados, conforme a participação de cada um, a prática dos crimes de associação criminosa, roubo majorado pelo emprego de arma de fogo de uso restrito, receptação qualificada e comercialização de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais sem registro no órgão de vigilância sanitária.
Fases – A segunda fase da operação é um desdobramento da primeira, deflagrada em fevereiro deste ano, que resultou em denúncia contra duas pessoas. Segundo as investigações do Gaeco, o grupo mantinha um esquema voltado ao transporte, armazenamento e comercialização clandestina de medicamentos para emagrecimento contendo tirzepatida (marca TG), proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O esquema consistia no transporte dos produtos de Foz do Iguaçu para revenda em Londrina e em outras cidades do país.
O fato que deu origem à segunda fase da operação ocorreu no fim de janeiro de 2026, quando uma carga com aproximadamente 100 ampolas do medicamento, avaliada em cerca de R$ 70 mil, foi apreendida durante fiscalização policial em uma empresa de transporte rodoviário de passageiros, em Londrina. Conforme a denúncia, para recuperar a mercadoria, integrantes da associação criminosa, sob a coordenação do policial civil aposentado, acionaram o policial civil então em atividade.
No dia 28 de janeiro de 2026, o policial compareceu à empresa armado com uma pistola calibre 9 mm e, mediante grave ameaça ao gerente operacional, subtraiu o pacote contendo as ampolas. Após o roubo, a carga foi mantida no apartamento do executor e passou a ser revendida pelo grupo.
Denúncia – A denúncia também sustenta que a esposa do policial participou da receptação e da comercialização dos medicamentos, tendo ofertado as ampolas em grupos de WhatsApp do condomínio onde residia pelo valor de R$ 350,00 a unidade.
Além da condenação dos denunciados, o MPPR requer a fixação de indenização por dano moral coletivo em valor mínimo de R$ 100 mil, em razão da gravidade dos fatos e dos prejuízos causados à saúde pública. Também requer, em relação ao policial civil afastado, a decretação da perda do cargo público em caso de condenação.
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Informações para a imprensa:
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(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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