Brasil
O rio que organiza a vida em Parintins
Antes das alegorias tomarem conta do Bumbódromo, o Festival de Parintins já começa no porto. Embarcações atracam diariamente trazendo ferro, madeira, tecido, tinta e isopor usados na construção do espetáculo dos bois “Caprichoso e Garantido”. Esse fluxo não se limita ao período do festival e se estende ao funcionamento diário da cidade, que depende do transporte fluvial como principal ligação com o restante da Amazônia.
A cerca de 400 quilômetros de Manaus, o cotidiano local se organiza em torno da Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4) de Parintins. No terminal, carregadores circulam entre mercadorias, tricicleiros aguardam passageiros e comerciantes recebem produtos que abastecem a cidade.
Também desembarcam passageiros locais, chegam turistas e circulam trabalhadores que usam o espaço como uma das principais portas de entrada e saída do município, além de um ponto central de mobilidade, comércio e circulação diária de mercadorias e serviços.
A cidade que vive do rio
Na rotina de Parintins, o rio não é só ponto de chegada, mas o principal eixo de abastecimento, que sustenta o comércio e o cotidiano da população. Por ele chegam alimentos, medicamentos e produtos essenciais, além de cargas que mantêm a atividade econômica local.
Segundo a lojista Thaynara Jacauna, o porto é a principal via de chegada de mercadorias. “É a única forma que nós temos de receber mercadorias aqui, seja por barcos ou ferryboats. Praticamente tudo chega por aqui”, afirmou.
Na cheia, as embarcações chegam com mais facilidade; na seca, demora um pouco mais. Ainda assim, o fluxo pelo porto segue diário e faz a rotina seguir seu ritmo.
Para o ambulante Gessegildo Simões, o terminal garante o sustento de dezenas de famílias. “É daqui que a gente tira nosso sustento. O movimento na cidade é pouco, e é através do porto que conseguimos nosso dinheiro para manter o básico da família”, disse.
Cultura que vem das águas
Semanas antes das apresentações, balsas carregadas de materiais cruzam o Rio Amazonas até os galpões onde as alegorias ganham forma. Uma única edição do festival consome milhares de metros de tecido, toneladas de ferro, blocos de isopor e galões de tinta, praticamente tudo transportado pelo rio.
Apesar da rivalidade entre Garantido e Caprichoso, ambos seguem o mesmo fluxo que sustenta o festival: o rio, por onde chegam materiais, pessoas e a estrutura do espetáculo.
Para o presidente do Boi Garantido, Fred Góes, o festival começa antes da arena. “Tudo o que as pessoas veem no festival chega pelo rio e pelo porto. Cerca de 90% vem das águas. O nosso rio é a nossa estrada”, afirmou.
Ele também destaca a ligação direta entre a festa e a economia local. “A Amazônia não tem indústria, então a única indústria é a cultural, que é a dos bois. O rio traz tudo o que a gente precisa para fazer o festival acontecer”, completou.
Para o presidente do Conselho de Arte do Boi Caprichoso, Ericky Nakanome, a IP4 também é parte da origem da festa. “O porto de Parintins é a porta de entrada da cidade. Sem ele, nós não teríamos como fazer a brincadeira de boi hoje”, afirmou.
Para os grupos folclóricos, o porto é origem e permanência da festa. Funciona como porta de entrada da cidade e elemento essencial para a brincadeira do boi. Durante o festival, o terminal se transforma em ponto de encontro entre moradores, artistas e turistas que chegam de diferentes partes do país.
Na Amazônia, os rios funcionam como estradas naturais, que sustentam a mobilidade e o abastecimento de comunidades ribeirinhas. Com isso, as cidades se integram à rede de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), que organiza o transporte de passageiros e mercadorias na região Norte.
Em Parintins, o rio é a principal via de conexão. E o porto é por onde passam cultura, abastecimento e sustento de milhares e milhares de pessoas.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Manaus recebe 5ª Reunião Ordinária do CPG Ornamentais com destaque para participação dos pescadores ornamentais
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nos dias 19 e 20 de maio de 2026, em Manaus (AM), a 5ª Reunião Ordinária do Comitê Permanente de Gestão do Uso Sustentável dos Organismos Aquáticos Vivos para fins de Ornamentação e Aquariofilia (CPG Ornamentais), instância integrante da Rede Pesca Brasil voltada ao fortalecimento da gestão participativa e sustentável do setor. A reunião integrou o calendário oficial dos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs) do ministério.
A reunião reuniu representantes do poder público, instituições de pesquisa, entidades do setor produtivo e, especialmente, pescadores que atuam diretamente na cadeia da pesca ornamental amazônica.
Durante os dois dias, foram discutidos assuntos relacionados ao ordenamento da atividade, avanços regulatórios, fortalecimento da aquariofilia, transparência institucional e aprimoramento dos instrumentos de gestão sustentável dos organismos aquáticos ornamentais. Também foi socializado com os membros o selo da aquariofilia, que em breve será lançado.
A participação ativa dos pescadores foi um dos principais destaques da reunião. Representantes da atividade apresentaram contribuições, relataram desafios enfrentados no cotidiano da pesca ornamental e participaram diretamente da construção de encaminhamentos e recomendações técnicas. “O espaço de diálogo reafirmou o compromisso do MPA com uma gestão participativa, baseada na escuta dos atores que vivenciam a realidade da pesca nos territórios”, citou Lariessa Soares, coordenadora geral.
A programação contou ainda com visita técnica a empresas ligadas a Associação de Exportadores de Peixes Ornamentais do Amazonas, que são referências no segmento na região. “A atividade possibilitou o acompanhamento das etapas de manejo, manutenção e comercialização de organismos aquáticos ornamentais, além da troca de experiências entre empresários, técnicos e representantes institucionais”, contou Lariessa Soares.
A 5ª Reunião Ordinária do CPG Ornamentais reforçou a importância do diálogo entre governo, setor produtivo, pesquisadores e pescadores para o fortalecimento da ornamentação e aquariofilia no Brasil. A realização da reunião em Manaus evidencia o compromisso do MPA com a gestão participativa, o desenvolvimento sustentável da atividade e a valorização dos trabalhadores que movimentam a cadeia produtiva da pesca ornamental.
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