Agro
Nutrição personalizada: bezerros, novilhas e vacas em lactação têm necessidades alimentares distintas
Animais em diferentes estágios de vida demandam nutrientes distintos. Um bezerro em crescimento não precisa do mesmo aporte nutricional que uma vaca em lactação, por exemplo. Durante muito tempo, a pecuária brasileira aplicou um modelo de alimentação uniforme, prejudicando desempenho, produtividade e saúde dos rebanhos.
A tendência da nutrição personalizada vem mudando essa realidade, ajustando a dieta de acordo com a idade e etapa de vida do animal, garantindo maior eficiência produtiva.
Inteligência nutricional aplicada à pecuária
A Master Nutrição, do grupo SRX Holdings, lidera a introdução desse conceito no Brasil. José Loschi, fundador da SRX Holdings, destaca que “cada fase da vida do animal exige um aporte específico de nutrientes. Ao respeitar essas necessidades, conseguimos garantir ganho de peso saudável, melhor conversão alimentar, longevidade produtiva e um impacto positivo nos custos da fazenda.”
Tecnologia e acompanhamento técnico aumentam competitividade
Segundo Loschi, a combinação de tecnologia, acompanhamento técnico e fórmulas exclusivas permite maximizar o potencial do rebanho. “O diferencial está em unir ciência e gestão para que cada animal receba exatamente o que precisa em cada fase”, explica.
Redução de desperdícios e sustentabilidade
Além de melhorar a produtividade, a personalização da dieta reduz desperdícios e otimiza o uso de insumos, aspecto cada vez mais valorizado em um setor pressionado por custos e pela demanda por sustentabilidade.
“O produtor que entende que um bezerro, uma novilha em crescimento e um bovino em lactação têm necessidades completamente diferentes passa a investir de forma assertiva, deixando de gastar com o que não traz resultado”, conclui Loschi.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.
Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.
O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.
A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.
Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.
Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.
Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.
Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.
Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.
Fonte: Pensar Agro
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