Agro
Número de cervejarias bate recorde no Brasil em 2025 e produção de cerveja sem glúten dispara 417%
O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos e consolidou sua expansão no país. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios.
O levantamento também destaca a retomada do crescimento no número de produtos registrados, avanço das marcas de cerveja e forte expansão da produção de cervejas sem glúten, que registrou alta de 417,6% no último ano.
Setor cervejeiro amplia presença e fortalece economia regional
Segundo o Anuário, a indústria cervejeira brasileira mantém trajetória de fortalecimento mesmo diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados ao longo de 2025.
A expansão territorial do setor reforça o papel da cerveja como geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional. Pela necessidade de proximidade entre produção e consumo, a atividade favorece a interiorização da economia e estimula cadeias produtivas locais.
Atualmente, o setor está presente em quase 800 municípios brasileiros e movimenta mais de 2,5 milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Além disso, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Número de produtos e marcas de cerveja volta a crescer
O levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que o número de produtos registrados chegou a 44.212 em 2025, retomando a trajetória de crescimento do setor.
As marcas de cerveja registradas também avançaram 2,1%, totalizando 56.170 registros ativos no país.
Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, os resultados refletem a capacidade de adaptação da indústria cervejeira brasileira.
Segundo ele, o setor manteve investimentos em inovação, tecnologia e diversificação de portfólio, fortalecendo a conexão histórica da cerveja com os consumidores brasileiros.
Exportações de cerveja atingem maior valor da história
Outro destaque do Anuário foi o desempenho internacional da indústria cervejeira brasileira.
As exportações alcançaram US$ 218,3 milhões em 2025, maior valor já registrado na série histórica. O setor também fechou o ano com superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial.
Atualmente, a cerveja brasileira é exportada para 77 países, ampliando a presença internacional das marcas nacionais e fortalecendo a competitividade da indústria no mercado global.
Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% no Brasil
A cerveja sem glúten foi um dos segmentos que mais cresceram no país em 2025.
Segundo o Anuário da Cerveja 2026, a produção saltou de 71 milhões para 368 milhões de litros em apenas um ano, avanço de 417,6% em relação a 2024.
O volume já representa cerca de 2,35% dos 15,69 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil, indicando o aumento da demanda por bebidas voltadas a consumidores que buscam produtos sem glúten.
O crescimento acompanha a tendência de diversificação do mercado de bebidas e o avanço do interesse por produtos alinhados a diferentes perfis de consumo.
Inovação e diversidade impulsionam crescimento do setor cervejeiro
O Anuário reforça que a combinação entre tradição, inovação e capilaridade regional segue sendo um dos pilares da expansão da indústria cervejeira brasileira.
Com presença crescente em diferentes regiões do país, o setor mantém investimentos em sustentabilidade, tecnologia e novos nichos de mercado, consolidando a cerveja como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria de alimentos e bebidas no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Milho trava negócios no Brasil com pressão de Chicago, dólar instável e expectativa de safra cheia
O mercado brasileiro de milho segue operando em ritmo lento e com baixa liquidez, diante da combinação de pressão externa nas cotações internacionais, dólar praticamente estável e expectativa de uma segunda safra robusta no Brasil. O cenário reduz o interesse dos compradores e trava negociações em importantes regiões produtoras do país.
A fraqueza registrada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) continua sendo o principal fator de pressão sobre os preços internos. Além disso, consumidores demonstram postura cautelosa, apostando em novas quedas nas próximas semanas com a entrada mais intensa da safrinha no mercado.
Chicago amplia pressão sobre o milho
Os contratos futuros do milho encerraram o pregão em baixa na CBOT, acompanhando o forte recuo do petróleo em Nova York e um movimento técnico de realização de lucros por parte dos investidores.
O contrato julho/26 fechou cotado a US$ 4,65 3/4 por bushel, com perda de 9,50 centavos, equivalente a queda de 1,99%. Já o vencimento setembro/26 terminou a US$ 4,72 1/2 por bushel, recuo de 1,86%.
O mercado internacional reagiu à forte desvalorização do petróleo após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando possibilidade de redução das tensões envolvendo o Irã. Apesar do discurso mais otimista, agentes seguem atentos aos riscos geopolíticos no Oriente Médio e seus impactos sobre energia e logística global.
Outro fator de pressão veio da valorização do dólar frente às principais moedas globais, movimento que reduz a competitividade das exportações norte-americanas de milho.
Ao mesmo tempo, investidores ajustaram posições antes da divulgação dos dados semanais de exportação dos Estados Unidos. O mercado trabalha com expectativa de vendas entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas, acima do volume da semana anterior.
Mercado brasileiro enfrenta dificuldade nas negociações
No Brasil, a comercialização permanece travada. Produtores avançam pontualmente na fixação de oferta, mas seguem resistentes a aceitar preços mais baixos. Em diversas regiões, os valores pedidos permanecem acima das indicações de compra apresentadas pelos consumidores.
Do lado da demanda, indústrias e compradores atuam de forma lenta, indicando bom abastecimento no curto prazo e expectativa de preços mais fracos com o avanço da colheita da safrinha.
A queda do dólar ao longo do pregão anterior também reduziu espaço para reação positiva nos portos, limitando novos negócios de exportação.
Preços do milho nos portos
Nos principais corredores de exportação, as cotações ficaram relativamente estáveis:
- Porto de Santos: entre R$ 65,00 e R$ 70,00 por saca CIF;
- Porto de Paranaguá: entre R$ 64,50 e R$ 69,00 por saca.
Cotações regionais do milho
No mercado interno, os preços variaram conforme disponibilidade de oferta e ritmo da demanda:
- Cascavel (PR): R$ 59,00 a R$ 63,00 por saca;
- Mogiana (SP): R$ 60,00 a R$ 62,00;
- Campinas CIF (SP): R$ 65,00 a R$ 67,00;
- Erechim (RS): R$ 66,00 a R$ 68,00;
- Uberlândia (MG): R$ 55,00 a R$ 60,00;
- Rio Verde (GO): R$ 56,00 a R$ 58,00 CIF;
- Rondonópolis (MT): R$ 50,00 a R$ 53,00 por saca.
B3 fecha mista e mercado monitora risco climático
Na B3, os contratos futuros do milho encerraram o dia de forma mista, refletindo um mercado ainda cauteloso e sem força para movimentos mais consistentes.
O vencimento julho/26 terminou cotado a R$ 66,95 por saca, com baixa de R$ 0,25. O setembro/26 fechou a R$ 69,77, com leve alta de R$ 0,04. Já novembro/26 encerrou a R$ 72,70, avanço de R$ 0,06.
Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado ainda monitora possíveis riscos climáticos capazes de provocar perdas mais adiante na temporada, embora o cenário atual continue apontando para ampla oferta no segundo semestre.
Sul e Centro-Oeste registram baixa liquidez
No Rio Grande do Sul, o mercado segue lento, com compradores abastecidos e negócios pontuais. As indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, enquanto a média estadual gira em torno de R$ 58,08.
Em Santa Catarina, a diferença entre pedidas e ofertas trava as negociações. Produtores trabalham próximos de R$ 70,00 por saca, enquanto compradores indicam valores perto de R$ 65,00.
No Paraná, os elevados estoques e a expectativa de uma safrinha robusta seguem pressionando o mercado. As indicações giram em torno de R$ 65,00 por saca, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF.
Já em Mato Grosso do Sul, a maior disponibilidade do cereal amplia a cautela dos compradores, com preços entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca e pressão mais intensa em regiões como Campo Grande e Sidrolândia.
Dólar e cenário financeiro seguem no radar
O dólar comercial operava com leve alta, cotado a R$ 5,0102, enquanto o Dollar Index avançava para 99,333 pontos.
No cenário internacional, as bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com forte queda na China e valorização expressiva no Japão. Na Europa, predominaram perdas entre os principais índices.
O petróleo WTI, por sua vez, voltou a operar acima de US$ 100 por barril, refletindo a volatilidade causada pelas tensões geopolíticas e pela instabilidade no mercado global de energia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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