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Dólar oscila em torno de R$ 5 e mercado acompanha tensão geopolítica entre Irã e EUA; Ibovespa segue no radar dos investidores

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O mercado financeiro iniciou esta quinta-feira sob clima de cautela, com o dólar operando próximo da estabilidade no Brasil e os investidores atentos às negociações envolvendo Irã e Estados Unidos, além da divulgação de indicadores econômicos norte-americanos que podem influenciar os juros globais e o fluxo de capital para mercados emergentes.

No início da sessão, o dólar à vista chegou a subir 0,17%, negociado em torno de R$ 5,01, enquanto os contratos futuros da moeda para junho avançavam perto de 0,20% na B3. Na véspera, a moeda norte-americana encerrou o pregão em queda, cotada a R$ 5,0031.

O movimento reflete uma combinação de fatores externos e domésticos. No cenário internacional, investidores seguem monitorando possíveis avanços diplomáticos nas negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos, tema que impacta diretamente o petróleo, a inflação global e o apetite ao risco.

Já no Brasil, o mercado acompanha a atuação do Banco Central, que realiza leilão de swap cambial tradicional para rolagem de contratos cambiais, medida que ajuda a reduzir volatilidade no câmbio.

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, abriu o dia após ter encerrado a sessão anterior em forte alta de 1,77%, aos 177.356 pontos, sustentado principalmente pelo avanço de ações ligadas ao setor financeiro e commodities.

Apesar da oscilação diária, o desempenho acumulado do mercado segue relevante em 2026. O dólar apresenta queda de aproximadamente 8,84% no ano, enquanto o Ibovespa acumula valorização superior a 10%.

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Mercado financeiro global mantém cautela

O ambiente internacional continua sendo o principal direcionador dos ativos financeiros. O fortalecimento do dólar no exterior ocorre em meio à busca por segurança diante das tensões geopolíticas e da expectativa por novos dados econômicos nos Estados Unidos.

Investidores avaliam principalmente os impactos sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed), já que indicadores mais fortes podem adiar cortes de juros na maior economia do mundo.

Além disso, o petróleo segue no centro das atenções após sucessivas oscilações provocadas pelas discussões diplomáticas envolvendo o Oriente Médio. O comportamento da commodity influencia diretamente moedas de países emergentes, inflação global e desempenho das bolsas internacionais.

Dólar em torno de R$ 5 muda dinâmica para agronegócio e exportações

Para o agronegócio brasileiro, a permanência do dólar próximo da faixa de R$ 5 continua sendo um fator importante para exportadores, especialmente nos segmentos de soja, milho, carnes, café e celulose.

Embora a moeda norte-americana tenha perdido força no acumulado do ano, o atual patamar ainda mantém competitividade para produtos brasileiros no mercado internacional.

Ao mesmo tempo, a valorização recente do real ajuda a aliviar custos de produção ligados a fertilizantes, defensivos agrícolas e insumos importados, trazendo algum alívio para produtores rurais diante do elevado custo financeiro no país.

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Investidores seguem atentos ao cenário doméstico

No ambiente interno, além da política cambial do Banco Central, o mercado acompanha o comportamento da inflação, os próximos passos da taxa Selic e o fluxo de capital estrangeiro na B3.

A percepção de juros elevados no Brasil continua favorecendo a entrada de recursos externos na renda fixa brasileira, fator que contribui para limitar pressões mais fortes sobre o dólar.

Analistas avaliam que o comportamento do câmbio nas próximas semanas dependerá principalmente de três fatores:

  • evolução das negociações entre Irã e EUA;
  • trajetória dos juros norte-americanos;
  • cenário fiscal brasileiro.
Confira os principais indicadores do mercado
  • Dólar
    • Cotação no início do pregão: próximo de R$ 5,01;
    • Acumulado da semana: -1,26%;
    • Acumulado do mês: +1,04%;
    • Acumulado do ano: -8,84%.
  • Ibovespa
    • Último fechamento: 177.356 pontos;
    • Alta no pregão anterior: +1,77%;
    • Acumulado da semana: +0,04%;
    • Acumulado do mês: -5,32%;
    • Acumulado do ano: +10,07%.

O mercado segue operando com volatilidade moderada nesta quinta-feira, enquanto investidores aguardam novos sinais da economia global e possíveis desdobramentos geopolíticos que possam alterar o comportamento do dólar, das commodities e da bolsa brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar recua nas bolsas internacionais com pressão do dólar, petróleo e avanço da safra no Brasil

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O mercado global de açúcar encerrou os últimos pregões pressionado pela valorização do dólar, queda do petróleo e avanço da oferta no Brasil, ampliando o cenário de volatilidade nas bolsas internacionais. Ao mesmo tempo, investidores acompanham com atenção as projeções para a safra 2026/27, os impactos climáticos do El Niño na Ásia e o comportamento da produção brasileira de etanol no Centro-Sul.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o açúcar bruto voltou a registrar perdas, após uma breve recuperação técnica impulsionada pela recompra de posições vendidas por fundos especulativos. O contrato julho/26 fechou cotado a 14,73 cents de dólar por libra-peso, com queda de 1,9% no pregão mais recente. Já o vencimento outubro/26 encerrou a sessão a 15,22 cents/lbp.

Segundo análise da StoneX, o mercado chegou a encontrar sustentação no início da semana diante da redução das posições líquidas vendidas dos fundos e das projeções que indicavam déficit global de 0,55 milhão de toneladas para a safra 2026/27. No entanto, a valorização do índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas, acabou provocando liquidação de posições compradas em commodities, pressionando novamente os preços.

Outro fator que contribuiu para o sentimento negativo foi a queda do petróleo no mercado internacional. Com o petróleo mais barato, o etanol perde competitividade, aumentando a expectativa de maior destinação da cana para produção de açúcar e ampliando a oferta global da commodity.

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Mercado acompanha superávit global e produção recorde

As atenções também permanecem voltadas às projeções da Organização Internacional do Açúcar (OIA), que estima produção mundial recorde de 182 milhões de toneladas na safra 2025/26, com superávit global de 2,2 milhões de toneladas.

Além disso, a trading Czarnikow reforçou a pressão sobre o mercado ao divulgar expectativa de excedente global de 1,4 milhão de toneladas na temporada 2026/27, principalmente em função do aumento da produção chinesa.

Apesar do viés baixista atual, operadores seguem atentos ao risco climático provocado pelo El Niño, especialmente sobre lavouras asiáticas. A possibilidade de impactos na produção da Índia e de outros grandes exportadores mantém a volatilidade elevada nas bolsas.

Mix mais alcooleiro limita pressão adicional no Brasil

No Brasil, o avanço da moagem no Centro-Sul continua ampliando a oferta física de açúcar e pressionando os preços internos. Entretanto, o direcionamento maior da cana para produção de etanol ajuda a limitar uma queda ainda mais intensa nas cotações do adoçante.

O indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou nova retração, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 93,25, acumulando perdas de 4,76% em maio.

Na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desempenho pressionado. O contrato agosto/26 encerrou estável em US$ 441 por tonelada, enquanto os demais vencimentos oscilaram entre leves altas e baixas moderadas.

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Etanol segue estável, mas mercado monitora mudanças regulatórias

No mercado de etanol, os preços seguiram relativamente estáveis em São Paulo, embora ainda com viés de baixa devido à expectativa de maior oferta na safra 2026/27.

O etanol anidro em Ribeirão Preto iniciou a semana cotado a R$ 2,77 por litro, recuou para R$ 2,74 e encerrou próximo de R$ 2,75. O hidratado acompanhou movimento semelhante.

Já o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.347 por metro cúbico, praticamente estável no comparativo diário, mas ainda acumulando retração de 2,45% em maio.

O mercado também permanece em compasso de espera diante das discussões envolvendo novas regras para formação obrigatória de estoques e a possível ampliação da mistura de etanol anidro na gasolina para E32.

Volatilidade deve continuar no curto prazo

Analistas avaliam que o mercado seguirá altamente sensível aos movimentos do dólar, petróleo e clima nas próximas semanas. O comportamento da safra brasileira, aliado às incertezas sobre produção asiática e demanda global, continuará definindo o rumo das cotações internacionais do açúcar e do etanol.

Mesmo diante das projeções de superávit no curto prazo, o setor monitora sinais de possível aperto na oferta global a partir de 2026/27, o que pode voltar a sustentar os preços internacionais da commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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