Brasil
Novo relatório global reforça papel da ciência e destaca protagonismo brasileiro na proteção do oceano
O Dia Mundial do Oceano, celebrado em 8 de junho, ganhou uma importante contribuição da comunidade científica internacional: o mais amplo diagnóstico já feito sobre a saúde dos mares. O World Ocean Assessment III (WOA III) alerta para a aceleração do aquecimento dos mares, o avanço da poluição plástica, a acidificação das águas, a perda de oxigênio em ambientes marinhos e a intensificação de eventos extremos.
O documento confirma que o oceano enfrenta uma tripla crise marcada pelas mudanças climáticas, pela perda de biodiversidade e pela poluição. Ao mesmo tempo, o relatório aponta caminhos para transformar conhecimento científico em soluções para o desenvolvimento sustentável. Os mais de 550 cientistas de 86 países que participaram da elaboração do estudo chamam a atenção para a necessidade de ampliar sistemas de observação oceânica, fortalecer a cooperação internacional e aproximar o conhecimento científico dos processos de tomada de decisão.
Entre os dados apresentados, estão o fato de que apenas 27,3% do leito marinho mundial foi mapeado até hoje e que o quarto evento global de branqueamento de corais já afetou mais de 77% das áreas de recifes do planeta. O documento também destaca a crescente importância dos ecossistemas de carbono azul, como manguezais e pradarias marinhas, para a mitigação das mudanças climáticas.
Protagonismo brasileiro
A participação do Brasil foi um dos destaques da publicação. Com 40 especialistas vinculados, o País ocupa a terceira posição mundial em número de autores, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. O resultado consolida a posição brasileira como uma das principais referências globais em ciência oceânica e reforça a contribuição nacional para a construção de respostas aos desafios identificados pelo relatório.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o lançamento do WOA III mostra que proteger os mares é um dos grandes desafios da atualidade e demonstra que não há soluções duradouras sem ciência. “O protagonismo brasileiro na elaboração desse relatório demonstra a capacidade da nossa comunidade científica e fortalece o papel do País na construção de respostas globais para os desafios climáticos, ambientais e sociais”, afirma a ministra.
O Brasil se prepara para sediar, em 2027, a Conferência Global da Década do Oceano (ODC27), que reunirá pesquisadores, governos, organismos internacionais e representantes da sociedade civil para discutir os avanços da agenda oceânica mundial.
A realização da conferência no País evidencia o protagonismo brasileiro na ciência oceânica e representa uma oportunidade para apresentar ao mundo iniciativas que transformam conhecimento científico em soluções para desafios globais relacionados ao clima, à biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável.
Década do Oceano
Os resultados do WOA III dialogam diretamente com os objetivos da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), iniciativa coordenada no Brasil pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Por meio da Década do Oceano, o Brasil vem fortalecendo a produção de conhecimento científico, a observação oceânica, a proteção de ecossistemas costeiros e marinhos e a integração entre ciência, educação e políticas públicas. Entre as ações em andamento, estão a atualização do Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica, a promoção da Cultura Oceânica e do Currículo Azul, além do apoio a programas de conservação de recifes de coral, manguezais e monitoramento do oceano.
Segundo o diretor do departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron, o relatório oferece uma base científica importante para orientar as ações desenvolvidas ao longo da década.
“O WOA III deixa claro que os desafios enfrentados pelo oceano exigem cooperação internacional e produção contínua de conhecimento. Nosso desafio agora é transformar esse conhecimento em ações concretas, fortalecendo a observação oceânica, a educação, a inovação e as políticas públicas que contribuam para a sustentabilidade do oceano”, destaca.
Brasil
Quer consultar suas vacinas? Saiba como acessar a carteira de vacinação pelo Meu SUS Digital
Quem precisa consultar o histórico de vacinação pode acessar as informações disponíveis pelo Meu SUS Digital. A plataforma do Ministério da Saúde permite verificar registros de vacinas recebidas, acessar a carteira digital de vacinação e emitir documentos e certificados, utilizando uma conta Gov.br.
Na área de vacinação, o cidadão pode consultar os imunizantes registrados em seu nome nos sistemas de saúde integrados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Conforme as informações disponibilizadas, é possível verificar as vacinas recebidas, as doses aplicadas e os respectivos registros de vacinação.
A plataforma também disponibiliza a Carteira Nacional de Vacinação Digital, que reúne as informações recebidas dos sistemas integrados, além de certificados específicos, como o Certificado Nacional de Vacinação contra a Covid-19 e o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), utilizado para comprovar a vacinação contra a febre amarela quando atendidos os requisitos de emissão.
Como consultar suas vacinas?
Para acessar os registros disponíveis, o cidadão deve seguir os passos:
- Abra o aplicativo Meu SUS Digital ou acesse o endereço meususdigital.saude.gov.br.
- Entre com sua conta Gov.br, informando CPF e senha.
- Na tela inicial, acesse a área “Minha Saúde”.
- Selecione a opção “Vacinas”.
- Consulte o histórico das doses registradas. Para acessar a carteira digital e os certificados disponíveis, selecione a aba “Documentos”.
Na área de documentos, o cidadão pode visualizar e, conforme o documento, exportar os arquivos disponíveis em formato digital.
O que fazer se uma vacina não aparecer?
Os registros de vacinação são realizados pelos estabelecimentos de saúde responsáveis pela aplicação das doses. As informações são encaminhadas por sistemas como o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), o e-SUS Atenção Primária à Saúde (e-SUS APS) e sistemas próprios utilizados por estados e municípios.
Por isso, nem todas as vacinas recebidas aparecem automaticamente no Meu SUS Digital. A disponibilidade depende do registro e do envio das informações pelos serviços responsáveis, e os dados das diferentes vacinas estão sendo disponibilizados gradualmente na plataforma.
Caso alguma dose não apareça ou apresente informações incorretas, a orientação é procurar a unidade de saúde onde a vacina foi aplicada para verificar o registro. O cidadão também pode buscar orientação na Secretaria Municipal de Saúde.
As informações de vacinação não podem ser adicionadas ou corrigidas diretamente pelo usuário no Meu SUS Digital. A atualização deve ser realizada pelo serviço responsável pelo registro.
Saiba mais sobre o Meu SUS Digital
Para mais informações sobre o Meu SUS Digital, orientações de acesso e funcionalidades disponíveis, consulte a página oficial da plataforma no site do Ministério da Saúde.
O aplicativo está disponível gratuitamente para Android (Google Play) e iOS (App Store), além da versão web.
Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Esportes4 dias agoSantos vence o São Paulo no Morumbis e emenda quinta vitória seguida
-
Agro6 dias agoChuva trava colheita enquanto mercado internacional paga mais pelo produto
-
Paraná4 dias agoMPPR celebra termo de ajustamento de conduta para organizar acolhimento de crianças e adolescentes em Joaquim Távora, Guapirama e Quatiguá
-
Agro5 dias agoChuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra
-
Política Nacional6 dias agoConfira o que pode e o que não pode até o dia da votação
-
Agro2 dias agoChuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
-
Educação6 dias agoPronatec oferta 290 vagas verdes para qualificação profissional no MA
-
Política Nacional7 dias agoLei determina avaliação da qualidade de hospitais
