Política Nacional
Novas regras vão deixar CNH mais barata no Brasil
O fim da obrigatoriedade do simulador nas autoescolas e a possibilidade de fazer o exame médico em ‘qualquer clínica’ deve gerar uma economia entre R$ 300 a R$ 600 no processo da primeira habilitação para dirigir.
É o que prevê o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ao comentar sobre as novas regras para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) encaminhadas via Projeto de Lei (PL) pelo governo federal à Câmara dos Deputados.
Freitas participou da transmissão ao vivo nesta quinta-feira (4) à noite pelo Facebook, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Ele reiterou a importância das alterações no CTB (Código Brasileiro de Trânsito) que ainda dependerão da análise e aprovação de deputados e senadores.
“A economia da carteira de motorista vai chegar a R$ 300, R$ 400, às vezes R$ 600, dependendo do Detran”, ressaltou o ministro.
Sobre o fim da exclusividade dos Detrans de credenciar clínicas médicas para o exame obrigatório, Freitas disse que ele poderá ser feito em locais como hospital militar, no SUS, no plano de saúde. “Isso tem por objetivo reduzir o custo”, salientou.
Quanto o uso facultativo do simulador nos CFCs (Centros de Formação de Condutores), o governo voltou a afirmar que não há um estudo que comprove a eficácia do aparelho para a melhor formação do condutor ou diminuição no número de acidentes.
“É custo, então estamos eliminado também… Os CFCs não terão mais de arcar com gastos relativos ao simuladores, tornando a vida do cidadão mais barata”, argumentou.
Aumento para 40 pontos
Tarcísio de Freitas também abordou outros assuntos polêmicos que compõem o pacote de medidas entregue pelo governo à Câmara. É o caso do aumento de 20 para 40 pontos do limite de pontos, num período de 1 ano, para a suspensão da CNH.
Segundo ele vai atingir em cheio os profissionais do volante, mas não é um perdão para os maus condutores. “Dois terços das penas do CTB são gravíssimas. Então, é muito fácil o motorista atingir o limite de pontos que enseja a suspensão do direito de dirigir”, observou.
O ministro justificou que os Detrans hoje não conseguem analisar e cumprir os processos de suspensão do direito de dirigir com 20 pontos. “Estão abrindo [os processos] com 40, 50, até 70 pontos. Então, a gente está trazendo à realidade.”
Ele lembrou também que atualmente infrações mais graves, que põe em risco a segurança, como embriaguez ao volante e rachas, precisam passar por seis instâncias até que o infrator possa ter o direito de dirigir suspenso. A quantidade será diminuída pela metade, garantiu o ministro.
Renovação a cada 10 anos
O responsável pela pasta da Infraestrutura também defendeu a renovação da CNH a cada 10 anos, em vez dos cinco atuais, para motoristas até 65 anos.
Na visão dele, as pessoas mais novas não perdem condições orgânicas de dirigir com cinco anos”, ponderou. Freitas usou como exemplo a maneira como ocorria no passado, quando se tirava a carteira de motorista. “A primeira renovação só acontecia com 40 anos de idade. De certa forma, a gente está retornando”, finalizou.
Política Nacional
Eleições de 2026 têm menos de 2% de candidatos LGBTQIAPN+
Pela primeira vez nas eleições gerais, as estatísticas eleitorais feitas com dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazem os dados sobre a orientação sexual e a identidade de gênero dos candidatos. Os números divulgados até a tarde de terça-feira (18) revelam que, dos 20.575 candidatos registrados, 1,93% se declararam bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais. Os que se declararam transgênero representam 0,51% do total de candidaturas.
Os números divulgados TSE revelam, ainda, um aumento no percentual de candidatos com deficiência, indígenas e de origem asiática com relação a 2022. O percentual de brancos, pretos e pardos registrou pequenas variações.
Os dados fazem parte das estatísticas de candidaturas disponíveis na página do TSE. Os números ainda não são definitivos e podem sofrer variações à medida que os pedidos de candidatura são avaliados pelo tribunal.
Declaração opcional
A inclusão dos campos de orientação sexual nos formulários de registro de candidatura começou em 2024, nas eleições municipais. Esta é a primeira vez que esse tipo de estatística aparece nas eleições gerais, para os cargos de presidente, governador, senador e deputado federal, distrital e estadual.
A declaração é opcional. A maioria dos candidatos optou por declarar sua orientação, mas o número dos que não declararam ainda é próximo da metade. No total, 55,09% optaram por declarar e 44,91% de candidatos que optaram por não preencher esses dados. Já a informação sobre a identidade de gênero foi compartilhada por 57,75% dos candidatos, contra 42,25% que não quiseram informar.
Entre os candidatos que declararam orientação sexual, 3,58% são LGBTQIAPN+. Quando considerado o número total de candidatos da eleição geral de 2026, de 20.575 registrados, o percentual de candidatos LGBTQIAPN+ cai para 1,93%

Já os que se identificam como transgênero representam 0,89% dos candidatos que optaram por preencher esse dado. Quando considerado o total de candidaturas, 20.575, o percentual de candidatos trans cai para 0,51%. O total de candidatos que declararam nome social é de 53 pessoas.

No recorte racial, os percentuais de 2026 ficaram parecidos com os da última eleição geral. Os brancos ainda são maioria e somam 48,82 % do total de candidatos. O percentual de pardos (36,11%) e de pretos (13,62%) registrou leve variação negativa, enquanto o percentual de indígenas aumentou 0,64% para 0,93%. A variação, de 0,29 ponto percentual, representa um aumento de 45%. Já entre os que, segundo o TSE, se declararam amarelos, o índice subiu 26%.

O número de pessoas com deficiência que se candidataram a um cargo nas eleições de 2026 também aumentou com relação ao pleito de 2022. Na eleição passada, esse número era de 476 candidatos, que representavam 1,62% do total. Agora são 499 pessoas com deficiência na disputa, que representam 2,42% do total de candidatos. O crescimento no índice foi de 0,8 ponto percentual, o que equivale a 49%.
Dos 499 candidatos com deficiência que concorrem nas eleições de 2026, a maior parte é de pessoas com deficiência física, 39,7%. Em seguida, vêm os candidatos com deficiência visual (21,7%), autismo (14,2%), deficiência auditiva (10,89%). O restante, com outras deficiências, soma 14% do total.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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