Brasil
Primeira reunião do Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente no Carnaval de Salvador será nesta quarta (19)
A primeira reunião do Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente, do Empreendedorismo e do Desenvolvimento Econômico no Carnaval de Salvador será realizada nesta quarta-feira (19), às 14h, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Bahia. O Pacto é uma iniciativa coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O encontro marca a primeira ação após a assinatura do Pacto pelo Governo Federal, Estadual e Municipal. Além das três esferas governamentais, estarão presentes sindicatos, associações e cooperativas que representam trabalhadores atuantes no Carnaval. Na pauta, estão a instalação das Mesas Deliberativas e Consultivas, a apresentação do Regimento Interno e a definição do calendário das reuniões preparatórias para o Carnaval 2026.
O Pacto tem como objetivo assegurar condições de trabalho decente, segurança, saúde e formalização durante o evento, além de fomentar o empreendedorismo sustentável, a inclusão produtiva e ampliar o diálogo federativo e a participação social.
A reunião será conduzida pelo secretário de Qualificação, Emprego e Renda do MTE, Magno Lavigne, que estará disponível para entrevistas.
Serviço
Reunião do Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente no Carnaval de Salvador
Dia: 19 de novembro de 2025
Horário: 14 horas
Local: Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Bahia (SRTE/BA)
End: Av. Jequitaia, 7, Salvador, Bahia
Brasil
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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