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No DF, indígenas Xavante e Xingu são atendidas em carreta do Agora Tem Especialistas para diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero

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O programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasil, garantiu a oferta de procedimentos essenciais para a prevenção do câncer de mama e do colo do útero a 17 mulheres indígenas. Nesta quarta-feira (11), as moradoras dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Xavante e Xingu (MT) foram atendidas na carreta de saúde da mulher localizada em Taguatinga (DF). No local, foram submetidas a ultrassonografias de mamas, mamografias, biópsias mamárias e exames anatomopatológicos do colo do útero, fundamentais para o diagnóstico precoce da doença. 
 
Na ação, mais do que o atendimento especializado, as indígenas receberam acolhimento e cuidados adaptados à sua realidade. Como a maioria não fala português, o Ministério da Saúde e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) reorganizaram a dinâmica do serviço com apoio de uma tradutora, além de adaptações necessárias para garantir respeito à cultura e às especificidades indígenas. 

“Hoje, foi um dia especial para essas mulheres. Após os atendimentos, elas realizaram uma dança tradicional em agradecimento aos cuidados recebidos. Foi um momento de emoção e reconhecimento, que demonstrou a importância dessa ação”, destacou o diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior. 

A indígena Xavante Evalina Pewewawe, de 42 anos, concorda. “Fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de cuidar da minha saúde junto ao meu povo e por ter sido tão bem acolhida aqui na carreta. Foi importante para mim conseguir fazer os exames e receber o atendimento de forma mais tranquila, sem precisar esperar tanto”, disse, com o apoio da tradutora. 

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As 17 mulheres tiveram seus procedimentos agendados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, de acordo com os critérios de sua central de regulação, devido à proximidade geográfica com o DF. As pacientes estão hospedadas na Casa de Saúde Indígena de Brasília (Casai) que, assim como outras unidades, acolhe exclusivamente indígenas que vêm das aldeias e estão em tratamento de média e alta complexidade na rede de referência do SUS. 

Ao todo, são 70 Casais em todo o país, situadas estrategicamente nos centros urbanos próximos aos territórios indígenas para receberem pacientes dessas localidades. A exceção são as Casai de Brasília e São Paulo, que recebem pacientes de todo o país por estarem localizadas em regiões com mais oferta de especialidades médicas.  

Carreta supera 2,5 mil atendimentos no DF  

Posicionada no estacionamento interno do Hospital Regional de Taguatinga, a carreta do programa Agora Tem Especialistas já realizou mais de 2,5 mil atendimentos no Distrito Federal. Para receber os serviços especializados na unidade móvel do Governo do Brasil, os pacientes do SUS precisam ser encaminhados pelo gestor local. O atendimento só ocorre com agendamento. 

Estruturadas com equipamentos e equipe multiprofissional formada por médico, técnico de enfermagem e enfermeiro, as carretas do Agora Tem Especialistas já passaram por 100 regiões de saúde do país, tendo zerado filas para mamografia diagnóstica, inclusive no DF, em Ceilândia e Taguatinga. As carretas oferecem serviços especializados com foco em saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem. 

Mais cuidado para a saúde indígena com mutirões de cirurgias

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A secretária adjunta de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, destacou a importância de ações do programa com foco na comunidade indígena. “Com iniciativas como essa, o Agora Tem Especialistas está ampliando a assistência à saúde e realmente reduzindo o tempo de espera para os pacientes que precisam do SUS para cuidar da saúde. Com mais exames, consultas ginecológicas e mamografias, o programa dá mais agilidade e continuidade ao tratamento”, explicou. 
 
Além da iniciativa com as carretas, a secretária adjunta se refere, por exemplo, aos mutirões realizados no ano passado, que somaram mais de 21 mil atendimentos nos DSEIs Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões e Afluentes, Vale do Javari e Xavante, além da Casai Yanomami. Por meio da ação, os indígenas tiveram acesso a especialidades como cardiologia, cirurgia geral, clínica médica, endocrinologia, endoscopia, ginecologia, infectologia, medicina de família e comunidade, odontologia, oftalmologia, pediatria, pneumologia, proctologia, saúde da mulher e ultrassonografia. 

Neste ano, o primeiro mutirão de cirurgias oftalmológicas em território indígena já começou. De hoje até o dia 22 de fevereiro, a comunidade do DSEI Médio Rio Solimões e Afluentes será submetida a procedimentos, como cirurgias de catarata. Novas etapas estão previstas para os DSEIs Xavante e Médio Rio Solimões, além da elaboração de um projeto de capacitação para os profissionais que atuarão em expedições futuras. 
 
Luiz Cláudio Moreira e Luciana Lima
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Oficinas para confecção de próteses dentárias digitais no SUS ocorrem em todas as regiões do País

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Municípios brasileiros estão recebendo a etapa prática da qualificação em fluxo digital para a confecção de próteses dentárias no Sistema Único de Saúde (SUS). A formação prepara cirurgiãs e cirurgiões-dentistas, além de técnicas e técnicos em prótese dentária, para utilizar os equipamentos que integram a estratégia de qualificação da saúde bucal no País.

Os combos de saúde bucal digital incluem scanner intraoral (usado para criar imagens de alta precisão da parte interna da boca), notebook, softwares de planejamento, impressoras 3D, equipamentos de lavagem e pós-cura (após a impressão 3D, essa etapa é decisiva para acabamento final da peça), além de nobreak e resinas específicas para diferentes tipos de próteses.

“A proposta é que a entrega dos equipamentos seja acompanhada pela qualificação dos profissionais responsáveis por utilizá-los, contribuindo para que eles sejam incorporados efetivamente à rotina dos serviços”, reforça o coordenador-geral de Saúde Bucal, Edson Lucena.

A iniciativa busca garantir que a incorporação das novas tecnologias resulte, na prática, em maior capacidade de produção, agilidade e qualidade na reabilitação oferecida à população. As próteses confeccionadas são destinadas aos usuários do SUS, incluindo as participantes do Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica.

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A entrega dos equipamentos que compõem os combos de fluxo digital e a realização das oficinas ocorrem de forma gradual. Até o momento, 316 municípios já receberam os equipamentos. Ao todo, serão entregues 500 kits a 409 municípios, sendo que alguns receberão mais de um kit, considerando o porte populacional e a necessidade de ampliação da capacidade de atendimento.

Mais sobre a qualificação

A iniciativa é destinada aos profissionais indicados pelos estados e municípios contemplados com os equipamentos. São dois profissionais vinculados a cada combo, prioritariamente aqueles que atuarão diretamente na implantação e na operacionalização dos combos de saúde bucal digital nos serviços do SUS.

A qualificação tem início com a etapa teórica, disponível em formato virtual, para os municípios que já receberam os equipamentos necessários. A conclusão dessa etapa é requisito para a participação na fase prática, que ocorre em seguida, presencialmente nos territórios, e é ministrada por professores da Universidade Federal de Uberlândia, parceira do projeto.

Como funciona o fluxo digital

O processo começa ainda no atendimento odontológico, com o uso do scanner intraoral, que captura digitalmente as estruturas bucais e gera um modelo tridimensional. Em seguida, a prótese é planejada em software específico e posteriormente produzida por meio de impressão 3D.

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Após a impressão, são realizadas as etapas de lavagem, pós-cura, acabamento, caracterização, ajustes e instalação clínica. A incorporação dessas tecnologias reduz etapas convencionais, diminui possibilidades de erros e retrabalho, além de contribuir para tornar o processo de produção das próteses mais ágil.

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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