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Na Índia, Marina Silva acompanha presidente Lula em reunião com primeiro-ministro Modi

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem a Nova Délhi, na Índia, da última quarta-feira (18/2) a este domingo (22/2). Ela integrou a comitiva brasileira, formada por 11 ministros, e participou da visita de Estado do presidente ao país, que incluiu uma reunião ampliada com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, no sábado (21/2). Também esteve na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, em que o Governo do Brasil apresentou sua visão estratégica para uso da inteligência artificial (AI) com foco em inclusão, soberania e desenvolvimento sustentável, entre outras agendas.

No encontro entre Lula e Modi, a ministra agradeceu o apoio da Índia durante a COP30, a Conferência do Clima da ONU que ocorreu sob a presidência brasileira em Belém (PA) em novembro de 2025. Reforçou a importância do apoio indiano ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), mecanismo que recompensa financeiramente países detentores de florestas com bons resultados no controle do desmatamento e que já conta aportes de sete países no valor de US$ 6,7 bilhões. Disse que o Brasil recebe positivamente a informação de que a Índia apresentará, em breve, sua NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla em inglês), que estabelecerá sua meta, sob o Acordo de Paris, de redução de emissões de gases de efeito estufa para 2035. Outras 130 nações já submeteram suas NDCs à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) – o Brasil o fez ainda durante a COP29, no Azerbaijão. 

Além disso, enfatizou a necessidade de elaboração de um mapa do caminho global para o fim da dependência dos combustíveis fósseis, baseado em trajetórias autodeterminadas pelos países, conforme defendido pelo presidente Lula na COP30, em movimento que angariou o apoio de mais de 90 nações. Ela pontuou que a Presidência da COP30 desenvolve as orientações para o mapa do caminho com o objetivo de engajar e auxiliar os países a construírem seus próprios mapas, com base em suas peculiaridades e capacidades. Salientou que o Brasil já iniciou o seu processo: por determinação do presidente Lula em despacho publicado em dezembro de 2025, os Ministérios de Minas e Energia (MME), Fazenda, Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Casa Civil discutem as diretrizes para o mapa do caminho nacional para uma transição energética justa e planejada, com vistas à redução gradativa da dependência de combustíveis fósseis. 

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Mesmo sendo um país produtor e exportador de petróleo, entendemos a necessidade de criar o nosso mapa do caminho para que possamos ter, a médio e longo prazo, uma transição justa”, destacou Marina Silva. “Brasil e Índia são atores centrais nesse debate sobre transição energética. Sei do esforço bem-sucedido da Índia em também se tornar um grande produtor de biocombustíveis, e nós devemos lutar juntos para que os biocombustíveis tenham acesso aos mercados que merecem.”

Como parte da visita do Estado, a ministra também compareceu às cerimônias oficial de boas-vindas de Modi e da presidente indiana, Droupadi Murmu, a Lula, e de oferenda floral em homenagem a Mahatma Gandhi no Memorial Raj Ghat.

Em declaração conjunta à imprensa com Modi, o presidente brasileiro lembrou que, em julho de 2025, na visita de Modi a Brasília, Brasil e Índia definiram os temas da transição energética e mudança do clima como um dos cinco eixos da agenda bilateral de cooperação. “Afinal, as únicas guerras que a humanidade deve lutar são as contra a fome, a pobreza e a degradação do meio ambiente”, afirmou.

Representantes de Brasil e Índia assinaram neste sábado uma série de atos por ocasião da visita de Estado de Lula. Entre eles, a “Parceria Digital para o Futuro entre o Brasil e a Índia”, que prevê o lançamento da Rede de Inteligência Planetária Aberta (Open Planetary Intelligence Network – OPIN), iniciativa destinada a aproveitar as Infraestruturas Públicas Digitais (DPI) para acelerar o desenvolvimento sustentável e fortalecer a ação climática nos países em desenvolvimento, buscando integrar as transformações digital e climática em uma agenda planetária unificada.

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Marina Silva em cerimônia de oferenda floral em homenagem a Mahatma Gandhi

Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial

Além disso, Marina Silva acompanhou o presidente brasileiro na abertura da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial. Em discurso posterior, Lula declarou que a governança da inteligência artificial seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento. “A Quarta Revolução Industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua perigosamente. É nesse contexto que a governança global da inteligência artificial assume um papel estratégico. Sem ação coletiva, a inteligência artificial aprofundará desigualdades históricas. O Brasil defende uma governança que reconheça a diversidade de trajetórias nacionais e garanta que a inteligência artificial fortaleça a democracia, a coesão social e a soberania dos países”, salientou.

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Marina participou, no dia seguinte, do evento “IA para o bem de todos: perspectivas brasileiras sobre o futuro da IA”, em que os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; da Educação, Camilo Santana; da Saúde, Alexandre Padilha; das Comunicações, Frederico Siqueira Filho; da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, relataram como o país tem estruturado políticas públicas para aplicar a IA em áreas como saúde, educação, serviços públicos e infraestrutura digital, além de defender a construção de uma governança global para o setor. Uma das iniciativas destacadas é o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028, lançado pelo Governo do Brasil em 2024, que representa um marco histórico para o desenvolvimento tecnológico brasileiro.

A chefe do MMA se reuniu com o enviado especial da COP30 para o Sul da Ásia e fundador e CEO do Conselho de Energia, Meio Ambiente e Água (CEEW), Arunabha Ghosh, para discutir as perspectivas para os mapas do caminho global e nacional para superar a dependência dos combustíveis fósseis.



Junto à comitiva presidencial, a ministra foi ainda à inauguração do novo escritório da Apex Brasil em Nova Délhi.

Brasil e Índia

A viagem à Índia é a quinta de Lula ao país asiático e a segunda no atual mandato. A visita reforça um momento sem precedentes de dinamismo econômico e tecnológico nas relações bilaterais entre as duas nações. Em setembro de 2023, Lula visitou a Índia acompanhado de mais de 100 delegações empresariais brasileiras, que estiveram no país em busca de oportunidades de comércio e de empreendimentos conjuntos.

A convite do presidente, Narendra Modi foi recebido em visita de Estado ao Brasil em 8 de julho de 2025, na sequência de sua participação na 17ª Cúpula do BRICS, realizada no Rio de Janeiro. 

(Com informações da Secom/PR)

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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