Paraná
Na ExpoLondrina, seminário do IDR-PR discute efeitos da crise climática no solo
Os efeitos da crise climática no solo e estratégias para minimizá-los foram tema do seminário técnico promovido nesta segunda-feira (8) pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), na ExpoLondrina. O encontro reuniu cerca de 50 participantes, entre produtores, técnicos e pesquisadores.
A diretora-executiva em exercício do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, destacou a importância do tema. “Na safra 2023-2024, produtores que descuidaram das práticas conservacionistas do solo e da água tiveram uma redução de produtividade em torno de 18%”, apontou.
Pesquisadores do IDR-Paraná destacaram ações a serem colocadas em prática, de acordo com pesquisas recentes desenvolvidas na instituição. “As melhores práticas agronômicas, incluindo diversificação de culturas, terraceamento e calagem adequada podem minimizar a perda de potencial produtivo das lavouras”, explicou pesquisador Cezar Francisco Araújo Júnior.
De acordo com ele, essas iniciativas aumentam a infiltração de água no solo e reduzem o impacto do déficit hídrico. No caso de chuvas intensas, a cobertura vegetal permanente minimiza a erosão hídrica acelerada e contaminação dos rios e riachos.
O comportamento da meteorologia tem levado a um refinamento das pesquisas sobre manejo e conservação do solo e da água. “Temos, por exemplo, sensores que fazem determinações de temperatura, umidade e condutividade elétrica a cada cinco minutos, transmitidos e armazenados em nuvem”, revela Araújo Júnior.
Ele ressalta que o próprio plantio direto, que existe há 50 anos, envolve vários princípios que podem ser refinados para minimizar o déficit hídrico e a temperatura excessiva no solo.
Na prática do campo, acrescenta Araújo Júnior, o desafio é aprimorar a sequência de culturas. Nos últimos 20 anos, houve grande aumento do cultivo de soja no verão, em detrimento do milho.
“Verificamos que inserir o milho safra a cada três anos pode dobrar a taxa de infiltração de água em comparação com a prática soja-milho safrinha”, revelou o pesquisador.
HISTÓRIA – O Paraná tem larga história em manejo sustentável do solo, iniciada ainda no início da década de 1970, quando a pesquisa, a extensão rural e os produtores enfrentaram o grave problema da erosão que arrasava terras e cursos d’água no Estado.
Com abordagem em microbacias, pesquisadores do IDR-Paraná desenvolveram e adaptaram métodos de terraceamento e cultivo mínimo que recuperaram milhares de hectares no Paraná e inspiraram projetos similares em outras regiões brasileiras e também na América Latina e África. Nesse período foram iniciados os estudos sobre plantas de cobertura para rotação de culturas e, ainda, os primeiros ensaios em plantio direto.
Estima-se que no Paraná sejam cultivados sob sistema de plantio direto em torno de 80% dos cerca de 5,6 milhões de hectares dedicados a lavouras anuais.
PRESENÇAS – Participaram do seminário os especialistas Celso Daniel Seratto, Graziela Moraes Cesare Barbosa, Jonez Fidalski e Sérgio José Alves, todos ligados ao IDR-Paraná, e também o engenheiro Charles dos Santos, da CS Consultoria Ambiental.
Fonte: Governo PR
Paraná
G2 Cia de Dança lota teatro e levanta a plateia em Francisco Beltrão
A G2 Cia de Dança do Guaíra lotou o Teatro Municipal Eunice Sartori, em Francisco Beltrão, na noite desta sexta-feira (17). Cerca de 400 pessoas assistiram à apresentação gratuita do espetáculo “GAG – Uma livre adaptação de Kleist sobre o Teatro de Marionetes”, dirigido por Gabriel Villela e com direção adjunta de Ivan Andrade.
Livremente inspirado no ensaio “Sobre o Teatro de Marionetes”, de Heinrich von Kleist, o espetáculo dialoga com as gags — esquetes humorísticas do universo circense — e com a peça “Os Gigantes da Montanha”, de Luigi Pirandello. Em cena, os bailarinos transitam entre o humano e o fantasmagórico, incorporando a metáfora das marionetes para refletir sobre a condição existencial do ser humano.
A obra, que estreou em 2023, em Curitiba, tem circulado pelo Paraná como parte do projeto “Guaíra para Todos”, que leva gratuitamente aos municípios do Estado produções dos corpos artísticos do Centro Cultural Teatro Guaíra.
No mês de março, “GAG” passou por Maringá, Campo Mourão e Guarapuava, reunindo cerca de mil espectadores. A próxima parada será em Telêmaco Borba, na segunda-feira (21), às 19 horas, no Teatro Casa da Cultura, com ingressos já esgotados.
EMOÇÃO NA PLATEIA – Entre o público atento em Francisco Beltrão, havia pessoas de todas as idades, incluindo crianças acompanhadas pelos pais. Cerca de 100 idosos que integram programas da Prefeitura de Francisco Beltrão e da unidade do Sesc no município também assistiram ao espetáculo.
Após a apresentação, o público participou de um bate-papo com os bailarinos da G2, que tem, em sua maioria, mais de 60 anos de idade. O encontro permitiu a troca de experiências e reflexões sobre arte, criação e os desafios da longevidade na carreira artística.
Entre os participantes esteva o professor de teatro Pietro Echer, que definiu o espetáculo como “uma experiência fantástica”. “Eu me arrepiei do abrir da cortina até o agradecimento dos artistas. Fiquei muito feliz de recebermos um espetáculo desse nível aqui no interior do Paraná”, afirmou.
Para a funcionária pública Izabela Benin, a apresentação foi marcante. “Eu não sei se consigo comparar com alguma outra apresentação que assisti na minha vida. Esses artistas têm um trabalho de uma vida inteira, e isso fica perceptível no palco. O cenário, figurino, roteiro… tudo foi simplesmente impecável”, contou.
A psicóloga Alana Peruffo chegou cedo e garantiu seu lugar na primeira fileira. “Foi a melhor peça de teatro que eu vi na minha vida. Foi incrível, sensacional. Estou muito feliz de ter vindo”, disse.
25 ANOS DE DANÇA – Com maturidade técnica e sensibilidade artística, a G2 Cia de Dança é a única companhia sênior em atividade na América Latina e completou 25 anos de atividade no ano passado. O grupo vem se consolidando como um espaço de experimentação e inovação na cena cultural da dança.
Inspirado em uma companhia pública holandesa formada por bailarinos master, o projeto surgiu com o propósito de explorar novos rumos e estéticas na linguagem da dança contemporânea, com liberdade criativa e valorização da maturidade artística dos bailarinos.
Atualmente, o elenco da G2 Cia de Dança é composto por nove bailarinos: Clionise de Barros, Júlio Mota, Rogério Halila, Leandro Nascimento, Cinthia Andrade, Grazianni Canalli, Neury Gaio, Daisy Wor e Ricardo Garanhani. Em “GAG”, eles compartilham o palco com o ator e músico convidado Renet Lyon.
Fonte: Governo PR
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