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Na COP15, MMA defende papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na conectividade ecológica para proteção de espécies migratórias

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A conectividade ecológica – a capacidade de paisagens permitirem o deslocamento de espécies entre áreas naturais fragmentadas – foi tema central de eventos paralelos na 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês), nesta quarta-feira (25/3), em Campo Grande (MS).

O chefe de gabinete e secretário nacional substituto na Secretaria de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Carlos Eduardo Marinello, destacou que a manutenção de corredores ecológicos depende diretamente de povos indígenas e comunidades tradicionais, atores fundamentais na proteção dos ecossistemas contra a ocupação ilegal e a exploração predatória do solo.

“Os povos tradicionais se relacionam de forma diferenciada com os territórios e são os principais usuários diretos dos recursos naturais. A presença dessas comunidades evita a ocupação por aqueles que buscam o uso ilícito da terra, funcionando como guardiãs da conectividade”, afirmou Marinello no evento paralelo “Conectividade ecológica: uma solução transversal para alcançar múltiplas prioridades ambientais e socioeconômicas”.

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A estratégia brasileira, citada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da COP15, foi elogiada pela secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, que classificou a incorporação do tema nas políticas públicas do Brasil como uma “grande vitória”. “Esta agenda da conectividade está, de fato, inserida na política. É uma grande vitória ver este tema incorporado nos esforços do Governo do Brasil”, destacou a secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel.

Para as espécies migratórias, a interligação de ecossistemas é uma questão de sobrevivência. Animais como as tartarugas-marinhas, que percorrem milhares de quilômetros para retornar às praias de nascimento, dependem de mares saudáveis. Esses animais se orientam pela temperatura das águas e correntes dos oceanos, entre outros indicadores naturais. Em ambientes terrestres e de água doce, o desafio é evitar que estradas, barragens e cidades transformem áreas de conservação em ilhas isoladas que impeçam o fluxo gênico e a reprodução das espécies.

A COP15 tem como lema “Conectando a natureza para sustentar a vida”. A conectividade ecológica influencia fortemente a abundância e a distribuição da biodiversidade e é chave para entender as interações entre animais, plantas e processos ecológicos resultantes de tais interações.

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Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Campanha Nacional de Multivacinação encerra nesta terça-feira (1º) com mais de 8 milhões de doses aplicadas

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A Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta terça-feira (1º) com mais de 8 milhões de doses aplicadas em todo o país. A mobilização, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, ampliou o acesso à vacinação e incentivou pais e responsáveis a verificarem a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. No Dia D, realizado em 22 de agosto, mais de 1 milhão de doses foram aplicadas.

O encerramento da campanha não significa o fim da oferta dos imunizantes. As vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação permanecem disponíveis regularmente no SUS, nos pontos de vacinação organizados pelos estados e municípios. Somente em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 198 milhões de doses de vacinas em todo o país.

Pais e responsáveis ainda podem aproveitar o último dia da mobilização para procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atualização do Calendário Vacinal. A vacinação é feita de acordo com o histórico de cada criança ou adolescente: após a avaliação da caderneta, os profissionais de saúde identificam quais vacinas são necessárias para iniciar, completar ou atualizar o esquema recomendado.

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A vacinação protege contra diversas doenças, entre elas formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza, covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, infecções pelo HPV e dengue.

Pneumo 20 integra campanha pela primeira vez

Uma das novidades desta edição é a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante passa a integrar a estratégia de multivacinação e amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites. A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

Reforço contra o sarampo em São Paulo

A vacinação contra o sarampo também foi intensificada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Neste ano, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 13 milhões de doses da tríplice viral aos estados e ao Distrito Federal. Desse total, mais de 6,8 milhões foram destinadas ao estado de São Paulo, mais de 3,1 milhões foram aplicadas.

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Em 2025, foram registrados 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação no país. As ocorrências foram controladas com ações de bloqueio vacinal, busca ativa e reforço da vigilância nas regiões afetadas. O Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo.

Vacinas disponíveis

A campanha contempla os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, aplicados conforme a idade e a situação vacinal de cada pessoa: 

  • BCG;
  • Hepatite B recombinante;
  • Penta (DTP/Hib/HB)
  • Pólio inativada VIP;
  • Rotavírus humano;
  • Pneumo 10-v e 20-v;
  • Meningo C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningo ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • Pneumo 23-v;
  • dT;
  • HPV 4;
  • Dengue tetravalente.

Amanda Milan
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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