Paraná
Na B3, Sanepar recebe sugestões para projeto de R$ 1,9 bilhão no Norte do Paraná
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realizou, nesta quinta-feira (22), uma audiência pública na Bolsa de Valores B3, em São Paulo, para apresentar ao mercado financeiro e de infraestrutura a modelagem de negócios do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná (SAINP). O projeto total é orçado em R$ 1,924 bilhão e visa garantir segurança hídrica para a região até 2050.
A grande inovação apresentada ao mercado é o formato, pois o Sainp operará sob um modelo de locação de ativos. Neste sistema, a empresa vencedora será responsável pela elaboração do projeto executivo, construção da infraestrutura e disponibilização dos ativos para a Sanepar operar por um prazo contratual de 20 anos. A primeira etapa do sistema está projetada para integrar e ampliar o abastecimento nas cidades de Apucarana, Rolândia e Arapongas.
Durante a audiência, o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, ressaltou que a Companhia está completando 63 anos nesta sexta-feira, 23 de janeiro, e que em todo esse tempo a empresa sempre esteve focada na sua missão de levar saúde aos paranaenses.
“O Sainp é muito mais que um projeto de engenharia, é um passo decisivo para atender o crescimento da região Norte do Paraná. Já atendemos 100% da população com água tratada e esse sistema integrado faz parte do planos de longo prazo da Sanepar para continuar atendendo com excelência nossa população”, afirmou.
A diretora de Investimentos, Leura Conte de Oliveira, reforçou que a decisão pelo sistema de locação de ativos baseou-se em estudos de longo prazo. “Só em relação a redes de distribuição, estamos prevendo a construção de 89 quilômetros de tubulações para transporte de água, além de novas captações, estações de tratamento e ampliação de reservatórios. E este modelo nos dará agilidade na implantação das obras”, explicou.
ESTRUTURA – O projeto prevê duas frentes de captação, que juntas somam uma produção de 1.200 litros por segundo. A estrutura de captação de água no Ribeirão Apertados terá capacidade para 400 litros por segundo, enquanto a nova captação no Rio Taquaras fornecerá 800 litros por segundo.
Também está prevista a construção de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) e uma Unidade de Tratamento de Resíduos (lodo), ambas dimensionadas para processar o volume total de 1.200 litros por segundo. Para reservação, será feita ampliação do reservatório Papa Piri, em Arapongas, aumentando a capacidade em 400 metros cúbicos.
O projeto completo do SAINP – considerando etapas futuras – tem potencial para produzir até 5,5 mil litros de água por segundo e atender 1,4 milhão de consumidores, incluindo também os municípios de Londrina e Cambé.
INTEGRAÇÃO – A presença do prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota da Silva, sublinhou a necessidade do trabalho integrado. “Apucarana, assim como outras cidades do Norte paranaense, estão em franco crescimento e, por isso, precisamos de obras que ampliem a capacidade de abastecimento de nossas cidades, principalmente em um modelo integrado, pois a água não pertence a um município, é um bem de toda a sociedade”, declarou.
A Sanepar mantém aberta consulta pública para a implantação do SAINP AQUI até o dia 30 de janeiro. “O passo seguinte será reunir as sugestões e publicar o edital definitivo do projeto o mais breve possível”, explicou Leura.
PRESENÇAS – Também participaram da audiência o diretor de Inovação e Novos Negócios da Sanepar, Anatalício Junior Risden, e o diretor financeiro e de Relações com Investidores, Abel Demétrio.
Fonte: Governo PR
Paraná
Gepatria cumpre 20 mandados em investigação sobre suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários em Guarapuava
O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), deflagrou nesta quarta-feira, 26 de agosto, a Operação Fórmula Mágica, que investiga suposto esquema de corrupção relacionado à regularização de uma obra em Guarapuava, na região Centro-Sul do estado.
Acesse imagens do cumprimento dos mandados
Acesse o áudio da Promotora de Justiça Leandra Flores
Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão contra o presidente e um servidor da Câmara Municipal de Guarapuava, um servidor do Município, três sócios de uma farmácia da cidade e a própria empresa responsável pela construção. As medidas judiciais foram autorizadas pela 2 ªVara Criminal da Comarca.
Pagamento de propina – As apurações apontam que, entre 2022 e 2023, empresários teriam buscado regularizar a construção de um edifício iniciada em 2019 sem a prévia submissão do projeto para aprovação e sem a solicitação de licença para construir. Após o setor competente da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo embargar a obra e informar que seria solicitado o embargo judicial em razão de irregularidades consideradas insanáveis, um dos empresários teria procurado, no fim de agosto de 2023, o presidente da Câmara Municipal para que obter ajuda para liberar a obra.
Segundo as investigações, os dois teriam combinado o pagamento de aproximadamente R$ 100 mil em propina para que o agente político intermediasse a regularização da obra. Nos dias seguintes, teria ocorrido o pagamento da vantagem indevida. O próprio empresário teria fotografado o dinheiro entregue. Também foram identificados depósitos em espécie nas contas bancárias do presidente da Câmara, do então secretário municipal de Habitação e Urbanismo e de um servidor público que atuava no setor tributário do Município.
Regularização da obra – Em contrapartida ao pagamento, conforme as apurações, o presidente da Câmara teria atuado junto ao então secretário municipal de Habitação e Urbanismo para viabilizar a regularização da obra. Diante da negativa de profissionais do setor técnico em subscrever a documentação necessária, o então secretário teria assinado pessoalmente o alvará de licença para construção e a aprovação do projeto, embora não possuísse formação em Engenharia Civil ou Arquitetura.
As investigações também apontam que um servidor que, à época, ocupava o cargo de diretor de Arrecadação teria substituído uma avaliação realizada por profissional responsável pela avaliação imobiliária, reduzindo o valor do tributo devido pela regularização da obra por meio de concessão onerosa. A medida teria beneficiado novamente os empresários.
O então secretário municipal de Habitação e Urbanismo não foi alvo das medidas cumpridas nesta quarta-feira, já que ele e sua equipe de trabalho já haviam sido alvo de busca e apreensão em outra investigação recente, cujos elementos contribuíram para a apuração dos fatos investigados na Operação Fórmula Mágica.
As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos, identificar a eventual participação de outros envolvidos e reunir elementos que possam subsidiar a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.
Fórmula Mágica – O nome da operação faz referência à suposta utilização de mecanismos ilícitos para viabilizar a regularização de uma obra que apresentava irregularidades, mediante a atuação de agentes públicos e o pagamento de vantagem indevida.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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