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Museu Oscar Niemeyer viabiliza doação de projetos do engenheiro Rubens Meister

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Um conjunto de 23 projetos, com 564 pranchas e desenhos assinados pelo engenheiro Rubens Meister (1922–2009), passou a fazer parte do acervo do Museu Oscar Niemeyer. Após longa negociação, o MON viabilizou a doação, feita pela família do engenheiro. Entre os projetos estão plantas de obras icônicas, como o Teatro Guaíra e a Rodoferroviária de Curitiba.

“Referência em arte, mas também em arquitetura, o MON se torna responsável por salvaguardar este patrimônio, que passa a fazer parte do nosso acervo, mas pertence a todos os paranaenses”, explica a diretora-presidente do Museu, Juliana Vosnika. Atualmente, o acervo do MON conta com mais de 14 mil obras. 

A partir da doação, passam a integrar o acervo do Museu os projetos das seguintes obras assinadas por Meister: Teatro Guaíra, Rodoferroviária, Sesc da Esquina, Banestado, Eletromotores Weg., Impressora Paranaense, Caixa Econômica e Edifício Atalaia (Curitiba), Teatro Municipal (Joinville-SC), Igreja Nossa Senhora Aparecida (Rio Negro-PR), Igreja Nossa Senhora da Luz (Clevelândia-PR), Terminal Rodoviário (Apucarana-PR), entre outros.

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As tratativas da doação tiveram início em maio de 2024, mediadas pelo arquiteto Fábio Domingos Batista, que integra o Núcleo Curatorial do Museu Oscar Niemeyer.  O MON se dedica a colecionar e expor referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana.

Além do arquiteto Fábio Domingos Batista, que responde pelas coleções de arquitetura e design, o Núcleo Curatorial do MON conta com Marc Pottier, responsável pelo setor de artes visuais, e Fausto Godoy e Renato Araújo, que respondem, respectivamente, pelas culturas asiática e africana presentes no acervo.

RUBENS MEISTER – O engenheiro Rubens Meister nasceu em Botucatu (SP), mas desde bebê viveu em Curitiba. Foi um dos responsáveis pela fundação do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Criou edifícios icônicos da cidade e da arquitetura nacional, como o Centro Politécnico, a Reitoria da UFPR e o Palácio 29 de Março, sede da Prefeitura de Curitiba. Ele também foi o precursor de um dos movimentos mais importantes da cultura paranaense: o Modernismo, que elevou internacionalmente o Paraná a modelo de planejamento urbano e influenciou gerações.

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FÁBIO DOMINGOS BATISTA – Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Paraná (1997), Fábio Batista é mestre em Projeto e Tecnologia do Ambiente Construído, pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007). Também é especialista em Estética e Filosofia das Artes pela Universidade Federal do Paraná (2010) e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2024). 

Atualmente é sócio-gerente da Grifo Arquitetura e professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAE Centro Universitário. Tem experiência em diversas áreas da arquitetura e urbanismo. É autor de 13 livros na área de patrimônio e cultura urbana e cerca de 110 projetos na área de Arquitetura e Urbanismo, além de já ter vencido sete concursos na mesma área.

SOBRE o MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Fonte: Governo PR

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1º concurso de bengalas inteligentes para cegos premia vencedores com R$ 1 milhão

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O Governo do Estado concluiu o Desafio de Inovação: Bengalas Inteligentes com a divulgação das equipes vencedoras após a etapa final no chamado Dia do Desafio. A iniciativa, coordenada pelas secretarias da Inovação e Inteligência Artificial (Seia) e do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), é considerada a primeira do Brasil neste formato voltada exclusivamente ao desenvolvimento de tecnologias assistivas.

O secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, destacou o caráter pioneiro da iniciativa. “Encerramos um projeto que posiciona o Paraná como referência nacional em inovação aplicada à inclusão. As soluções demonstram que é possível desenvolver tecnologia com impacto direto na vida das pessoas”, afirma.

A secretária em exercício da Sedef, Luiza Simonelli, ressaltou o impacto social do projeto. “Estamos falando de mais segurança, autonomia e dignidade para pessoas com deficiência visual. Esse é o papel do poder público: fomentar soluções que respondam a demandas reais da população”, diz.

O ponto de partida do projeto foi um problema concreto enfrentado por pessoas cegas e com baixa visão: as bengalas tradicionais detectam apenas obstáculos no chão, mantendo o usuário vulnerável a estruturas suspensas, como galhos de árvores, placas, lixeiras elevadas e orelhões. A partir desse diagnóstico, o desafio mobilizou cientistas, engenheiros e startups a desenvolverem soluções capazes de ampliar a percepção do ambiente.

Para isso, o edital foi desenvolvido com base em escuta ativa. Workshops realizados com usuários, em parceria com o Instituto Paranaense dos Cegos, mapearam as principais dificuldades enfrentadas no cotidiano. Os relatos indicaram que os maiores riscos estão acima da linha da cintura, direcionando o desenvolvimento das tecnologias propostas.

Ao longo de um ano, o concurso foi estruturado em etapas. Ao todo, 100 projetos de todo o Brasil se inscreveram, dos quais 10 foram selecionados para a fase de prototipação. Cada equipe recebeu R$ 180 mil, em duas parcelas, para o desenvolvimento das soluções, em um modelo de financiamento de risco que difere das contratações públicas tradicionais, ao apoiar a criação antes mesmo do produto final existir.

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As bengalas desenvolvidas incorporam sensores, inteligência artificial e sistemas de alerta tátil e sonoro, capazes de identificar obstáculos fora do alcance das bengalas convencionais. A etapa final reuniu as equipes no Dia do Desafio, quando os protótipos foram testados em circuitos que simulavam situações reais. Os percursos incluíam obstáculos suspensos e foram realizados por pilotos cegos, responsáveis por avaliar na prática a usabilidade, o conforto e a eficiência das soluções.

VENCEDORES – Ao final, os projetos foram analisados com base em critérios como inovação, viabilidade técnica, acessibilidade e potencial de impacto social. Os três melhores colocados dividiram R$ 1 milhão em prêmios: R$ 500 mil para o primeiro lugar, R$ 300 mil para o segundo e R$ 200 mil para o terceiro.

O primeiro lugar ficou com a empresa Bia Radar, de Toledo, desenvolvida por dois estudantes de Engenharia da Computação da UTFPR. Um dos integrantes, de 23 anos, liderou a criação de um sistema inédito que funciona como um radar acoplado à bengala tradicional, utilizando sensores e inteligência artificial para identificar obstáculos e orientar o usuário por meio de vibrações e sinais sonoros. O segundo lugar foi conquistado pela empresa Sigma, de Curitiba, seguido pela Vereda, de Brasília.

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O estudante e vencedor do concurso, Rafael Farias Menezes, destacou a importância da iniciativa para transformar ideias em soluções com impacto social. “A Bia Radar nasceu com esse propósito, de trazer mais segurança e autonomia para pessoas com deficiência visual, e graças ao desafio pudemos ter uma experiência muito marcante, tirando essa ideia do papel e desenvolvendo uma solução que pode ajudar diretamente na vida das pessoas”.

Rafael também falou sobre os próximos passos após o reconhecimento do concurso. “Ainda estamos em fase de aprimoramento, mas esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo e que a tecnologia pode ser uma grande aliada na inclusão”.

Além da premiação, os vencedores terão acesso à assessoria técnica da ABDI para apoiar a inserção das soluções no mercado e sua escalabilidade em nível nacional e internacional.

PRÓXIMOS PASSOS – Com investimento total de R$ 2,8 milhões, o desafio também se consolidou como um instrumento de compra pública de inovação, ao estimular o desenvolvimento de tecnologias com potencial de aplicação prática. Em 2025, o projeto venceu o 5º Prêmio Conexão Inova, voltado ao reconhecimento de iniciativas inovadoras na gestão pública.

Com o encerramento do concurso, a expectativa é que os protótipos avancem para as próximas etapas de validação e mercado. Neste período, os vencedores terão acompanhamento técnico da ABDI. O Governo do Paraná também estuda a implementação de um programa-piloto para disponibilizar a tecnologia a pessoas cegas no Estado, com a possibilidade de expansão futura para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Governo PR

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