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Museu Casa Alfredo Andersen abre exposição de Dulce Lysyj a partir deste domingo

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O Museu Casa Alfredo Andersen inaugura neste domingo (14), às 11h, a exposição “Ressignificação”, de Dulce Lysyj. A partir da utilização de materiais oriundos do universo médico — gazes hospitalares, fibras de dialisadores, cateteres, tecidos clínicos e outros dispositivos associados ao cuidado e à sobrevivência — a artista cria obras que deslocam os objetos de suas funções utilitárias para uma dimensão simbólica e poética. A mostra faz parte da programação da 16.ª Bienal Internacional de Curitiba.

Ao retirar os materiais do ambiente clínico e colocá-los no espaço artístico, Lysyj produz uma operação de ressignificação: aquilo que antes servia ao controle, ao diagnóstico ou à reparação do corpo passa a carregar marcas afetivas, psicológicas e sociais. O objetivo da artista é que os objetos deixem de ser apenas instrumento técnico para serem testemunho da fragilidade humana, da vulnerabilidade e da persistência da vida.

Segundo o curador Massimo Scaringella, as obras de Lysyj dialogam com uma linhagem importante de artistas que investigam o corpo como território político. “O trabalho da artista revela como a medicina deixou de ser apenas um campo científico para tornar-se também um repertório visual, simbólico e político na arte contemporânea”, diz Scaringella.

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“Instrumentos clínicos, imagens anatômicas e materiais hospitalares carregam consigo narrativas de dor, sobrevivência, controle e cuidado. Ao incorporá-los em suas obras, artistas como Dulce questionam a aparente objetividade da ciência e expõem as camadas emocionais invisíveis presentes em qualquer experiência de adoecimento e cura”, acrescenta.

Com obras que reinventam objetos ligados à dor, transformando-os em trabalhos que refletem sobre cura, a exposição “ressignificações” entra no MCAA como uma nova forma de compor pinturas.

Para o diretor do espaço, Luiz Gustavo Vidal, o ato de criar é um antídoto contra os traumas das pessoas, é um antídoto contra as doenças, contra as intempéries e a arte faz com que se observe a vida. “Essa exposição é muito importante para o nosso museu, porque traz uma versão diferenciada da criação, através de novos elementos, trazemos essa reflexão contemporânea para a casa do pai da pintura paranaense”.

ARTISTA – Dulce Lysyj é artista visual, natural de Curitiba, vive no Rio de Janeiro onde trabalha como médica nefrologista. Sua pesquisa artística é atravessada por inquietações da prática médica, da dor que ultrapassa a dor física e seus desdobramentos. Partido do olhar artístico com o viés da vivência da atuação profissional, transforma suas experiências em imagens que se manifestam em diversos suportes e linguagens.

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Serviço:

Inauguração “Ressignificação”

Data: 14 de junho (domingo)

Horário: 11h

Em cartaz até outubro de 2026

Sala Rotativa – Museu Casa Alfredo Andersen – Rua Mateus Leme, 336 – Centro, Curitiba

Visitação: terça a domingo, das 9h30 às 17h

Entrada gratuita

Fonte: Governo PR

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Paraná

Com as obras de infraestrutura, Paraná responde por 6,4% do valor da construção no Brasil

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A indústria da construção no Paraná gerou R$ 29,9 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços em 2024, o equivalente a 6,4% do total nacional. O Estado tem o quarto melhor resultado do setor no País, atrás apenas de São Paulo (27%), Minas Gerais (12,6%) e Rio de Janeiro (7,6%). Os dados são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O segmento de Obras de Infraestrutura foi o mais relevante em termos de valor gerado, respondendo por R$ 12,1 bilhões, ou 40,2% do total estadual. Em seguida vieram Construção de Edifícios, com participação de 37,1%, e Serviços Especializados para Construção, responsáveis por 22,8%.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o grande volume de obras executadas pelo Governo do Estado em todo o Paraná ajudam a movimentar a economia e o setor da construção. “Batemos recordes de investimentos em infraestrutura no nosso Estado, para melhorar a logística, diminuir os custos de produção, atrair novas empresas aos municípios e também para dar mais segurança aos paranaenses, principalmente nas estradas”, salientou.

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“Mas essas obras, a maioria delas no Interior, também movimentam a economia e o mercado de trabalho, gerando mais de 52 mil empregos no nosso Estado”, disse. “Com muito planejamento, estamos conseguindo tirar do papel obras que eram aguardadas há décadas pela população, como a Ponte de Guaratuba, além de estarmos executando quase mil quilômetros de rodovias de concreto, algo inédito no País”.

EMPREGOS – Segundo a PAIC, o Paraná contava com 6.270 empresas de construção ativas em 2024, que empregavam 136.818 pessoas ao final daquele ano e pagaram R$ 5,6 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

Em média, cada empresa possuía 21,8 pessoas ocupadas, enquanto a remuneração média mensal dos trabalhadores correspondia a 2,2 salários-mínimos (R$ 3.106,40, considerando o salário da época). A pesquisa engloba apenas as empresas do setor com cinco ou mais pessoas ocupadas.

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O segmento de Construção de Edifícios concentrava o maior número de trabalhadores, respondendo por 37,9% das ocupações da atividade no Estado. Já os Serviços Especializados para Construção englobam 33,1% das vagas do setor e as Obras de Infraestrutura 29%.

No Brasil, o número de empresas de construção chegou 191 mil em 2024. Elas empregavam 2,5 milhões de pessoas e pagaram R$ 95,6 bilhões em salários e outras remunerações. O valor gerado em incorporações, obras e serviços da construção pelo setor chegou a R$ 522,5 bilhões no País em termos nominais.

MUDANÇA NA METODOLOGIA – Realizada anualmente pelo IBGE desde 1990, a PAIC investiga as empresas cuja atividade principal está inserida na seção Construção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0). O setor é dividido em três segmentos: Construção de Edifícios, Obras de Infraestrutura e Serviços Especializados para Construção.

Fonte: Governo PR

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