Paraná
“Mundo Lúdico”: MON realiza mostra inédita de mangás e animes com obras do acervo
O Museu Oscar Niemeyer realiza uma exposição inédita: “O Mundo Lúdico dos Mangás e Animes”, com curadoria de Fausto Godoy, doador da coleção asiática ao MON. A mostra reúne mais de 100 pinturas, desenhos e esculturas, na Sala 10. A inauguração será nesta sexta-feira, 28 de novembro, às 18h30.
É um mergulho no universo dessa expressão da arte japonesa contemporânea que alcançou e conquistou boa parte do mundo. Animes e mangás têm trajetórias entrelaçadas desde o início do século XX, quando a animação japonesa surgiu inspirada em estilos ocidentais e nas expressões artísticas do Japão.
A exposição também propõe um diálogo com tradições antigas, como os bonecos Ningyos, que estavam expostos anteriormente no local. Estes, no Japão, são objetos cheios de significados milenares, presentes que desejam longevidade, saúde e fertilidade às crianças.
“A exposição revela uma faceta vibrante da arte japonesa contemporânea e mostra ao público como o acervo asiático do MON segue oferecendo novas leituras, novas histórias e novas formas de aproximação com outras culturas”, afirma a secretária da Cultura do Paraná, Luciana Casagrande Pereira.
A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, destaca que desde que a coleção asiática, com mais de três mil peças, foi doada ao Museu Oscar Niemeyer, várias exposições já foram realizadas. As exposições de obras desta grandiosa coleção tem permitido que o público conheça mais desse patrimônio de imenso valor histórico e artístico que pertence ao Paraná”, afirma.
“Ao entregar a mostra ‘O Mundo Lúdico dos Mangás e Animes’, o MON confirma que esta é mais uma das incontáveis vertentes desse acervo surpreendente, que nos revela o continente asiático em sua extensão geográfica, pluralidade étnico-religiosa e exuberância artística ao longo de milhares de anos de história”, comenta.
COTIDIANO URBANO – O curador Fausto Godoy explica que a exposição “O Mundo Lúdico dos Mangás e Animes” retoma o tema do universo infantil e o projeta para o juvenil e além. “São os mangás, histórias em quadrinhos ou romances gráficos que retratam na maioria das vezes o cotidiano urbano”, diz. “No Japão, pessoas de todas as idades leem mangás, em uma ampla gama de gêneros”, comenta.
Vários desses mangás deram origem aos animes, forma de arte característica que surgiu na década de 1960 com as obras do mangaká (criador de mangás) Osamu Tezuka e se popularizou nas décadas seguintes. Eles são em muitos casos a versão em celuloide, e atualmente em vídeo, dos mangás, uma vez que uma boa parte dos animes tem origem neles. Muitos desses animes se tornaram conhecidos no Brasil e se transformaram em ícones.
Godoy conta que muitos desses desenhos e celuloides originais foram coletados por ele em feiras de antiguidades de Tóquio, após serem descartados por seus produtores. “Adquiri-los tornou-se para mim uma ‘missão’, pois eles registram a alma e a cultura japonesas no que elas têm de mais autêntico: a convivência entre a contemporaneidade e os valores ancestrais e, paralelamente, a miscigenação com outras culturas”, diz o curador.
Serviço
“O Mundo Lúdico dos Mangás e Animes”
Inauguração: sexta-feira (28/11)
Horário da abertura: 18h30
Sala 10
Museu Oscar Niemeyer
https://www.museuoscarniemeyer.org.br/
Fonte: Governo PR
Paraná
Programa de irrigação no Noroeste do Paraná avança com a compra de torres de fluxo
O programa IrrigaSIM, coordenado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), deu um novo passo nesta quinta-feira (21). Em uma reunião no Gabinete de Gestão e Informações do Palácio Iguaçu, foi anunciada a aquisição de cinco torres de fluxo que serão instaladas em áreas do Noroeste do Paraná.
Uma torre de fluxo mede continuamente a troca de gases (como vapor d’água e dióxido de carbono) e calor entre a vegetação e a atmosfera, permitindo calcular com precisão a evapotranspiração real da lavoura (transferência de água da superfície da Terra para a atmosfera em forma de vapor). O investimento para a compra das torres passa de R$ 10 milhões, recursos da Fundação Araucária, também viabilizados pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).
O diretor de Gestão de Negócios do IDR-PR, Richard Golba, destacou o trabalho realizado para a criação da Lei de Segurança Hídrica, feita em parceria entre várias instituições, e que também embasa as ações do IrrigaSIM. “Nossa expertise é fazer alianças e buscar parcerias. Tudo foi fruto de muito debate, muito estudo. Vale destacar que esta é uma legítima iniciativa do governador Ratinho Junior, que tem cobrado para que isso vá a campo”, ressaltou.
O projeto iniciou em 2024 envolvendo a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, que seguem colaborando com o projeto. O IrrigaSIM é um apoio tecnológico ao Irriga Paraná. O projeto envolve sensoriamento remoto e modelos para a evapotranspiração de culturas. As partes se comprometem a trocar informações científicas, organizar missões, seminários e workshops, e apoiar atividades de pesquisa e inovação.
“Esse é mais um passo importante dado pelo Governo do Estado para que, com o apoio da tecnologia, possamos ter mais conhecimento e, assim, tomar as decisões certas em relação ao uso da água. Esse modelo de irrigação terá impacto direto na produção paranaense, beneficiando toda a população do Estado”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.
A Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial também passou a fazer parte do projeto. Agora a pasta vai ajudar com os dados coletados durante o projeto. Estudos e visitas técnicas já foram realizados na região Noroeste do Paraná, que é a região que mais sofre com a seca.
“Esse projeto foi concebido para trazer ao Paraná uma segurança em campo com relação à água para que a produção agrícola e a potencialidade do Estado na agricultura continuem sendo fortes. E naturalmente, dentro desses cenários, a gente sabe que existe todo um campo de apoio por trás das coisas, e a inteligência artificial é um fator hoje preponderante”, ressaltou Marcos Stamm, secretário de Inovação e Inteligência Artificial.
“No Paraná, mais de 40% do PIB é do agronegócio. Mais de 14% de grãos produzidos no Brasil saem do Estado do Paraná. Então é muito importante a irrigação sustentável, porque a água é nosso bem maior e que precisa ser bem utilizado, bem aplicado, para trazer resultados satisfatórios e propícios não só à produção, mas para a sustentabilidade do nosso Estado”, complementou Jean Rafael Puchetti Ferreira, chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, que atuou na governança da integração entre os órgãos públicos para viabilizar o projeto.
Desde a época da pandemia, quando esteve pessoalmente no Nebrasca conhecendo os sistemas de irrigação da região, o diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, aprendeu sobre as tecnologias e trouxe todas as informações para as articulações dentro do Governo do Paraná.
“Esse trabalho é resultado de dois anos de pesquisa, de aprimoramento e estreitamento institucional para que o Paraná seja inovador em matéria de irrigação. Não só o estudo que vem sendo feito, o resultado desse projeto também será a formação de pessoas capacitadas para conduzirem esse processo de irrigação no estado do Paraná”, ressaltou Tarso.
ETAPAS – Os estudos vão fazer a classificação agroclimática do Paraná identificando mais áreas aptas à irrigação de grãos como soja, milho e feijão. O trabalho é realizado por 14 pesquisadores do Simepar, dois pós-doutores, sete doutores e cinco mestres.
Assim que as cinco torres de fluxo forem instaladas e calibradas, começarão a coletar dados micrometeorológicos reais no campo. Com isso, será possível modelar variáveis hidrológicas em programas de computador, como a espacialização da evapotranspiração, ajuste do coeficiente de cultura e medição da infiltração do solo.
Os modelos determinarão as melhores taxas de irrigação por diferentes métodos, e também será possível obter via imagens de drones o fluxo de carbono, mensurar o carbono no solo e medir o fluxo de gases de efeito estufa, comparando e validando com os dados das torres de fluxo.
A integração entre os dados ambientais, hidrológicos, e de balanço de carbono será feita em uma plataforma de Inteligência Artificial, que dará suporte à tomada de decisão no manejo irrigado. Todo esse trabalho otimiza o uso da água e do solo, mitiga emissões de Gases de Efeito Estufa e promove a sustentabilidade agrícola no Estado.
Cinco áreas serão acompanhadas durante o plantio em outubro / novembro – colheita março / abril; cultura março / abril – colheita julho / agosto; e cultura julho / agosto – colheita outubro / novembro. Os resultados dos estudos apontam redução estimada de até 30% no consumo de água na agricultura.
“Já tivemos várias reuniões técnicas para a discussão dos passos, e agora que o projeto oficialmente está lançado e o orçamento disponível, podemos seguir o cronograma, com a compra das torres e modelagem do uso de água e evapotranspiração”, explicou Christofer Neale, diretor do Water For Food, instituto do Nebrasca que orienta o projeto, e de onde veio a inspiração para todo o trabalho.
Com uma população de 1,9 milhão de pessoas, o Nebrasca, localizado na região central dos Estados Unidos, investiu cerca de US$ 6,8 bilhões para a instalação de 96 mil poços utilizados nos atuais sistemas de irrigação. A medida foi necessária devido às grandes variações de precipitação de chuva e das diferenças de solo nas diferentes regiões do estado americano.
O aquífero do Nebrasca é mais preservado do que o de outros estados americanos, como o Texas, por exemplo. Isso se deve justamente ao fato dos investimentos feitos nos atuais sistemas de irrigação, que utilizam os recursos hídricos de forma mais sustentável, reduzindo o impacto no meio ambiente.
WORKSHOP – Na tarde desta quinta-feira aconteceu, no auditório do Simepar, o Workshop Águas Subterrâneas no Paraná, que apresentou detalhes do IrrigaSIM e trouxe debates sobre a importância do monitoramento das águas subterrâneas e da modelagem aplicada à gestão de aquíferos, além de outorga e regularização.
O evento contou com apresentações dos pesquisadores do Simepar e do professor Christopher Neale, envolvidos no IrrigaSIM, além de palestras do professor Gustavo Athaide, da UFPR, do professor Glauco Zely da Silva Eger, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e de Nizara Sanches, do Instituto Água e Terra (IAT). As atividades encerraram com uma mesa-redonda, para debater os desafios do setor.
PRESENÇAS – Também estiveram presentes na reunião o professor João Carlos Bespalhok Filho, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que capacita alunos para atuarem no projeto; e Raul Alberto Marcon, coordenador de Gestão de Recursos Hídricos na Sanepar, que acompanha a implantação de cada etapa do estudo.
Fonte: Governo PR
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