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Brasil

MTE resgata trabalhadora doméstica de 79 anos em situação análoga à escravidão no Rio de Janeiro

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Inspeção do Trabalho, resgatou, na primeira semana de outubro, uma trabalhadora doméstica de 79 anos que vivia em situação análoga à escravidão no bairro de Padre Miguel, Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ).

O acesso à residência foi autorizado por medida judicial obtida pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. A operação foi coordenada por uma equipe de fiscalização do MTE e contou com a participação do MPT e da Polícia Federal (PF). Enquanto o MTE conduziu as ações de fiscalização e o resgate, o MPT e a PF atuaram na coleta de informações que subsidiarão os desdobramentos jurídicos do caso.

Segundo a equipe de fiscalização, a idosa trabalhava para a mesma família há mais de 50 anos, exercendo a função de empregada doméstica e cuidando de uma senhora com mais de 100 anos. “Constatamos a existência de jornada exaustiva, uma das características do trabalho análogo à escravidão. A vítima, idosa e com problemas cardíacos e de mobilidade, cuidava de uma senhora com idade ainda mais avançada, 24 horas por dia, durante os sete dias da semana. Além das tarefas domésticas, ela prestava cuidados pessoais à empregadora, que utiliza cadeira de rodas, inclusive à noite, realizando até quatro acompanhamentos ao banheiro durante a madrugada”, explicou a auditora-fiscal do Trabalho Bárbara Rigo, que coordenou a operação.

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A fiscalização constatou ainda que a trabalhadora fazia uso de medicação para arritmia cardíaca e dormia no mesmo quarto da empregadora, o que evidencia que os cuidados prestados eram contínuos e ininterruptos.

Após as entrevistas e a análise das condições de trabalho, a equipe confirmou a caracterização de situação análoga à escravidão, principalmente em razão da jornada exaustiva e da ausência total de folgas. A idosa permanecia permanentemente à disposição da família e não possuía vínculo formal de emprego, ficando, assim, sem qualquer direito trabalhista ou previdenciário.

A equipe de fiscalização emitiu uma guia de seguro-desemprego especial em favor da trabalhadora. Em relação às demais irregularidades, a Auditoria-Fiscal do Trabalho lavrará autos de infração, incluindo as violações por trabalho análogo à escravidão e ausência de registro em carteira.

A Auditoria também calculou em aproximadamente R$ 60 mil as verbas rescisórias devidas e determinou o registro retroativo do vínculo e o recolhimento dos valores correspondentes ao FGTS.

Após o resgate, a trabalhadora foi acolhida por familiares e passou a receber acompanhamento e suporte após décadas de isolamento e privação de direitos.

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O Ministério Público do Trabalho firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os empregadores, determinando a regularização das obrigações trabalhistas e previdenciárias, além do pagamento de um salário vitalício à vítima.

Denúncias


Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê, disponível em
https://ipe.sit.trabalho.gov.br.

Lançada em 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a ferramenta reforça o combate a esse tipo de violação, estimulando a participação ativa da sociedade na defesa dos direitos trabalhistas e humanos.

As denúncias também podem ser registradas pelo Disque 100, serviço gratuito e confidencial voltado ao recebimento de relatos sobre violações de direitos humanos no Brasil. O canal funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser acessado de qualquer telefone fixo ou celular.

O Disque 100 também oferece atendimento via WhatsApp, Telegram e videochamada em Libras, garantindo acessibilidade e inclusão para pessoas com deficiência auditiva.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Brasil

Nova fase da Operação Gota beneficia 20 comunidades indígenas na Amazônia

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A partir do próximo domingo (30), o Ministério da Saúde inicia uma nova fase da Operação Gota para beneficiar 20 aldeias indígenas na Amazônia Legal. A ação amplia o acesso à vacinação para comunidades remotas, onde as condições geográficas e de transporte demandam uma logística 100% via aérea para o deslocamento das equipes de saúde. 

A operação segue até o dia 6 de setembro e contempla as comunidades atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. A população terá acesso à todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A Operação Gota é uma ação integrada entre as Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, e a Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa.

A ação também será realizada em comunidades indígenas do Médio Rio Purus, com atividades previstas entre os dias 10 e 20 de setembro. No primeiro semestre deste ano, também foram atendidos os territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. Nesses três territórios, foram visitadas 112 aldeias, aplicadas 13 mil doses e vacinados mais de 8 mil indígenas.

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Planejamento das ações

Antes das missões, os DSEI realizam o levantamento das comunidades com maior dificuldade de acesso e identificam as pessoas que deverão ser atendidas. Também são definidos os quantitativos de vacinas, insumos e demais recursos necessários para a realização das atividades. Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde durante as missões, conforme as necessidades identificadas em cada território. Entre as atividades, estão assistência médica, avaliação e acompanhamento nutricional e outras ações de atenção à saúde.

Sobre a Operação Gota

A Operação Gota (OG) é uma estratégia interministerial iniciada em 1989 e coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1992, com o objetivo de assegurar o acesso à vacinação em regiões remotas da Amazônia Legal.

Em 1996, a estratégia foi incorporada ao escopo técnico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), consolidando-se como importante instrumento para a promoção da equidade no acesso aos imunobiológicos e para o fortalecimento das ações de vacinação em territórios de maior vulnerabilidade geográfica e social.

Leidiane Souza
Rayane Bueno

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Fonte: Ministério da Saúde

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