Paraná
MPPR participa de lançamento de protocolo para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência em Balsa Nova
O Ministério Público do Paraná participou nesta quinta-feira, 27 de outubro, do lançamento do Marco Legal da Infância e da Adolescência do município de Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba. O documento, intitulado Protocolo Juventino, estabelece rotinas e procedimentos para o tratamento integrado e articulado de casos de violência contra crianças e adolescentes e foi elaborado com a participação do MPPR, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, município sede da Comarca.
O novo protocolo é voltado a orientar profissionais da educação, da assistência social e da saúde, entre outras áreas ligadas à infância e juventude, para que seja assegurada a proteção integral de crianças e adolescentes no encaminhamento de possíveis casos de abuso praticados contra meninos e meninas no município, englobando diversas formas de violência – psicológica, física e sexual. Além do Ministério Público, as discussões contaram com a participação de diversos órgãos e entidades que integram a rede de proteção do Município, organizações não-governamentais, Prefeitura, Polícia Civil, Polícia Militar e Poder Judiciário.
O documento propõe ainda rotinas próprias para a identificação de possíveis casos de violência e a definição de regras específicas para a colheita de depoimentos das vítimas ou de testemunhas, sempre com vistas à garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes. Além da 3ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, o Centro de Apoio Técnico à Execução – a partir do setor de Serviço Social – unidade especializada do MPPR, também participou do processo de elaboração do Protocolo Juventino, que durou, aproximadamente, cinco meses.
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[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Homem denunciado pelo MPPR é condenado a 36 anos e 8 meses de prisão por feminicídio cometido na presença da filha da vítima em Nova Prata do Iguaçu
O Tribunal do Júri de Salto do Lontra, no Sudoeste do estado, condenou na última sexta-feira, 2 de outubro, um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio da companheira, ocorrido em 16 de maio de 2025, no município de Nova Prata do Iguaçu. O réu foi condenado a 36 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio e também por posse ilegal de munições de uso permitido.
Áudio do Promotor de Justiça Leonardo Penna Guedes Amin
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu após uma discussão entre o réu e a vítima e foi motivado por sentimento de posse e controle em relação à mulher. O homem ficou inconformado com vídeos que ela publicava na rede social TikTok e a atacou com uma faca dentro da residência do casal. A filha da vítima, de seis anos, estava presente no local no momento do crime.
Após o feminicídio, o condenado deixou a filha na casa do avô paterno, dirigiu-se à residência da irmã da vítima e relatou o ocorrido. Na sequência, foi até o destacamento da Polícia Militar, onde se entregou.
Aumento de pena – O Conselho de Sentença reconheceu o feminicídio e as três causas de aumento de pena: o fato de o crime ter sido cometido na presença física de descendente da vítima, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além da condenação pelo feminicídio, o homem foi condenado por posse ilegal de munições de uso permitido. Após o crime, foram encontradas seis munições calibre .38 no guarda-roupas do réu.
Processo 0001557-68.2025.8.16.0149.
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Fonte: Ministério Público PR
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