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MPPR cumpre mandados em 8 cidades do Paraná, em nova etapa da Operação Webcida, que combate a venda ilegal de agrotóxicos pela internet

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O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), deflagrou na manhã desta terça-feira, 9 de setembro, nova etapa da Operação Webcida, que se destina a combater a comercialização ilegal de agrotóxicos pela internet. As atividades são desenvolvidas com apoio do núcleo da capital do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

Áudio do promotor de Justiça Daniel Pedro Lourenço

Acesse álbum com fotos

Estão sendo cumpridos mandados em oito cidades do Paraná: Curitiba, Campina Grande do Sul, Piraquara, Maringá, Londrina, Sarandi, Nova Esperança e Castro. As medidas judiciais, expedidas pela Central de Garantias Especializada da capital, têm dez alvos, todos suspeitos de envolvimento nos crimes de produzir, armazenar, transportar, importar, utilizar ou comercializar agrotóxicos não registrados ou não autorizados (artigo 56 da lei federal 14.785/2023), e de induzir o consumidor a erro sobre a natureza ou qualidade dos produtos (artigo 7º, inciso vii, da lei federal 8.137/1990). Tais práticas são consideradas ilícitas devido à propaganda de agrotóxicos a consumidores não habilitados, ausência de registro da plataforma de comercialização junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária, falta de cadastro e licença ambiental e venda sem receituário agronômico.

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Plataformas digitais – A Operação Webcida foi desencadeada em 2018 e já resultou na apreensão de dados sobre a venda ilícita de agrotóxicos online em grandes plataformas digitais.

As ordens judiciais expedidas autorizam a apreensão de dados armazenados em celulares, notebooks, computadores, pendrives, HDs externos, CDs e DVDs, além de documentos, cadernos, blocos de notas, os próprios agrotóxicos e suas embalagens. O objetivo é comprovar os crimes noticiados, obter mais dados das pessoas físicas representadas nas comercializações, das distribuições e transportes realizados e da localização dos depósitos dos referidos produtos.

A expedição dos mandados foi fundamentada na existência de fortes indícios de práticas delituosas e na urgência da medida, para evitar a ocultação de provas e a continuidade das atividades criminosas, protegendo, assim, a saúde pública, o meio ambiente e os consumidores.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Secretário municipal de Ampére denunciado pelo Ministério Público do Paraná por importunação sexual e corrupção passiva é condenado a cinco anos de reclusão

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O secretário de Planejamento de Ampére, no Sudoeste do estado, foi condenado a cinco anos de reclusão em regime inicial semiaberto por importunação sexual e corrupção passiva. Ele havia sido denunciado pelo Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça da comarca, após o órgão receber informações sobre os crimes sexuais.

Áudio do Promotor de Justiça Murilo Euller Catuzo

Os fatos teriam ocorrido em 2025, quando o denunciado era presidente da Câmara Municipal. No curso das investigações, foram apurados fatos que levaram ao oferecimento da denúncia, em 15 de junho de 2025, por dois crimes de importunação sexual e um de corrupção passiva, pois o secretário, valendo-se do cargo, teria solicitado favor sexual a uma candidata a estágio em troca da vaga.

A sentença condenatória reconheceu a prática de corrupção e um crime de importunação sexual em continuidade delitiva. Ainda cabe recurso da decisão, e o MPPR deverá recorrer buscando o aumento da pena e a determinação da perda do cargo público do condenado.

O réu responde também a ação civil pública que questiona a validade de sua nomeação para o cargo.

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Processo 0000029-82.2025.8.16.0186

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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