Paraná
MPPR cumpre mandados de busca em cinco municípios do Paraná e um do Ceará em investigação sobre corrupção e fraude a licitação em hospital de Cascavel
O Núcleo de Cascavel do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu na manhã desta quinta-feira, 9 de julho, seis mandados de busca e apreensão domiciliar, de forma simultânea, nos municípios paranaenses de Cascavel, Maringá, Curitiba, Marialva e Londrina, além de Aquiraz, no Ceará. As medidas foram expedidas pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cascavel e foram cumpridas no âmbito da segunda fase da Operação Raio X, que apura os crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa e corrupção passiva.
Acesse áudio da Promotora de Justiça Juliana Stofela da Costa
As investigações apontam a existência de um esquema de manipulação de concorrências públicas promovidas pelo Hospital Universitário de Cascavel para a contratação de empresa responsável pela manutenção preventiva e corretiva de equipamentos radiológicos do Centro de Imagens da unidade. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos e mídias digitais que passarão por perícia técnica e análise do Gaeco. O material deverá contribuir para o fortalecimento das provas já reunidas e para a apuração da extensão das condutas investigadas.
Esquema criminoso – Segundo as investigações, um grupo de pessoas manipulava a fase interna dos pregões eletrônicos realizados pelo hospital. Para viabilizar o direcionamento dos contratos, os envolvidos elaboravam orçamentos fictícios e preenchiam cotações prévias com valores previamente ajustados. Esse balizamento artificial permitia elevar o preço de referência utilizado nos editais.
Na fase externa das licitações, as empresas participantes do conluio deixavam de promover uma disputa efetiva de lances, permitindo que a empresa favorecida fosse declarada vencedora com descontos mínimos e valores muito próximos ao limite máximo estabelecido pela administração pública.
Em contrapartida ao direcionamento das licitações e à posterior contratação da empresa beneficiada, o esquema previa o pagamento de vantagens indevidas a um servidor público que exercia a função de chefe do Centro de Imagens e fiscal dos contratos.
As investigações também identificaram que as transferências de valores seguiam um padrão reiterado, sendo realizadas em datas próximas aos pagamentos efetuados pelo Hospital Universitário às empresas contratadas pelos serviços prestados.
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(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR realiza audiência pública sobre falhas no serviço de energia elétrica
A Promotoria de Justiça em Terra Roxa promoveu nesta segunda-feira, 24 de agosto, audiência pública para discutir questões relacionadas ao fornecimento de energia elétrica na região. O encontro reuniu produtores rurais, empresários, lideranças locais e representantes da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A proposta da audiência surgiu após reclamações recebidas pelo MPPR sobre falhas na prestação do serviço na cidade. Foi instaurado um procedimento para apuração que levantou os investimentos aplicados pela concessionária e os problemas persistentes relatados pelos moradores.
Na audiência, representantes da empresa de distribuição apresentaram os investimentos realizados e as ações planejadas para o Município, como a construção de 35 quilômetros de rede interligada e a instalação de novas linhas de distribuição e subestações regionais (Nova Santa Rosa e Nova Guaíra). As ações buscam ampliar a capacidade da rede elétrica, aumentar a confiabilidade do sistema e oferecer mais qualidade no fornecimento de energia aos consumidores urbanos e rurais.
Durante o encontro, os moradores puderam apresentar aos gestores os principais problemas que ainda enfrentam em relação à prestação do serviço. Também foi possível orientar os consumidores sobre os procedimentos necessários para a solicitação, pela via administrativa, de eventual ressarcimento por prejuízos materiais causados por falhas no fornecimento de energia elétrica, como danos a equipamentos eletrodomésticos.
A Promotora de Justiça Gabriela Hanna Pereira ressaltou a importância do diálogo: “Avaliamos de forma positiva a apresentação. Recebemos respostas técnicas consistentes, com metas de curto, médio e longo prazo, além de esclarecimentos sobre as demandas apresentadas pela população. Continuaremos acompanhando o processo com o objetivo de avaliar as políticas públicas desenvolvidas pela Companhia”.
Presenças – Participaram da audiência pública, representantes do Executivo e Legislativo Municipal, de organizações da sociedade civil e moradores de Terra Roxa.
Fonte: Ministério Público PR
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