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Brasil

MPor lança consulta pública para estruturar política nacional de mobilidade aérea avançada no Brasil

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O ministro Silvio Costa Filho lançou nesta quinta-feira (19), em São Paulo, consulta pública para construção da Política Nacional de Mobilidade Aérea Avançada (AAM). A iniciativa, apresentada durante agenda no Aeroporto Campo de Marte, marca o início de um processo estruturado de escuta e participação social para definir as bases regulatórias e institucionais desse novo segmento da aviação no país.

A consulta pública busca reunir contribuições de especialistas, empresas, órgãos públicos e representantes da sociedade civil para orientar a elaboração de um marco normativo e de governança para o setor. A proposta é garantir que o desenvolvimento dessas novas tecnologias ocorra com segurança, previsibilidade e alinhamento às melhores práticas internacionais.

A mobilidade aérea avançada engloba operações com drones e aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês), voltadas tanto ao transporte de cargas quanto de passageiros, geralmente em baixas altitudes e com menor dependência da infraestrutura aeroportuária tradicional. O avanço dessas tecnologias já permite aplicações práticas, como entregas em áreas de difícil acesso, transporte de órgãos para transplantes e deslocamentos rápidos entre aeroportos e centros urbanos.

Silvio Costa Filho destacou que o Brasil precisa se antecipar à chegada dessas novas tecnologias para garantir um ambiente seguro e atrativo para investimentos. “Estamos dando um passo importante para organizar o futuro da aviação no país. A mobilidade aérea avançada já é uma realidade em construção no mundo, e o Brasil precisa estar preparado, com regras claras, segurança jurídica e capacidade de atrair investimentos”, disse.

“A mobilidade aérea avançada já é uma realidade em construção no mundo, e o Brasil precisa estar preparado” Silvio Costa Filho

Estruturação do setor

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A tomada de subsídios busca identificar falhas na legislação, que precisam ser aprimoradas, mapear riscos e oportunidades e propor regras para a implementação segura e eficiente da AAM no país. Entre os pontos em análise estão a integração com o espaço aéreo atual, os impactos urbanos e ambientais, a necessidade de infraestrutura específica, como os chamados vertiportos (áreas de pouso e decolagem verticais) e a definição de responsabilidades entre União, estados e municípios.

A iniciativa também pretende dar maior previsibilidade ao ambiente regulatório, contribuindo para atrair investimentos e estimular o desenvolvimento da indústria nacional, em um contexto de rápida evolução tecnológica no setor aéreo.

O processo é conduzido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), e prevê a participação de diversos atores do ecossistema da aviação, incluindo fabricantes, operadores, centros de pesquisa e entidades públicas.

Próximos passos

As contribuições serão analisadas tecnicamente pelo MPor e poderão ajudar na elaboração de propostas de políticas públicas, ajustes regulatórios e possíveis mudanças no marco legal do setor. Ao final do processo, será produzido um relatório com diagnóstico e recomendações para orientar a implementação da mobilidade aérea avançada no Brasil.

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A iniciativa posiciona o Brasil em um cenário internacional que ainda está se estruturando. Atualmente, a China é o único país com operação comercial autorizada de aeronaves desse tipo, enquanto Estados Unidos e Europa avançam na construção de seus marcos regulatórios. Nesse contexto, o país busca se preparar para acompanhar essa evolução e criar condições para o desenvolvimento seguro e competitivo do setor.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Pesca esportiva em debate em Foz do Iguaçu

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Representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participaram, na última sexta-feira (4), em Foz do Iguaçu (PR), do Simpósio Internacional de Pesca Esportiva, no International Fish Congress & Fish Expo Brasil. Reunindo pescadores esportivos, guias de pesca, representantes do poder público e entidades do setor, o evento abordou as principais demandas e oportunidades relacionadas à atividade.

A coordenadora-geral de Desenvolvimento da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do MPA, Lariessa Soares, participou como painelista e moderadora das duas mesas de debate, que trataram da relação entre a pesca esportiva, o turismo e a economia das regiões onde a atividade é realizada. O primeiro painel, “Pesca Esportiva como Vetor de Desenvolvimento Regional”, abordou como a atividade pode movimentar o turismo e gerar oportunidades de trabalho e renda, especialmente por meio dos serviços oferecidos por guias de pesca, da realização de torneios e da presença de visitantes em municípios que recebem pescadores. Participaram da discussão o pescador esportivo Marlon Bambolim, o guia de pesca esportiva e consultor técnico Ricardo Sanches e o representante da Federação Paranaense de Pesca Esportiva, Márcio Freitag.

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Na segunda mesa, “Políticas Públicas para a Pesca Amadora e Esportiva”, os participantes discutiram as necessidades do setor e a relação da pesca esportiva com áreas como turismo e esporte, além dos desafios para o desenvolvimento da atividade. Ao longo do encontro, os participantes destacaram a importância do diálogo entre órgãos públicos, pescadores, profissionais e entidades do setor para identificar as principais necessidades da pesca amadora e esportiva e discutir possíveis caminhos para a atividade.

O simpósio terminou com um debate aberto para reunir as principais contribuições apresentadas durante os painéis, que também serviram para identificar demandas prioritárias do setor. O IFC Brasil 2026 reúne, em Foz do Iguaçu, representantes de diferentes áreas da cadeia do pescado, com programação voltada à troca de experiências e à discussão de temas relacionados à pesca e à aquicultura.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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