Brasil
MPA e MMA definem cotas para safra da Tainha 2026; veja como ficou
O Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima estabeleceram, para o ano de 2026, o limite de captura, as cotas de captura por modalidade de permissionamento, a área de pesca e as medidas de registro, monitoramento e controle associadas à espécie tainha (Mugil liza), nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. A decisão foi definida na Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026, publicada nesta sexta-feira, 27.
Pontos importantes da portaria:
- Para a safra do ano de 2026, a cota da Tainha terá um aumento de cerca de 20% em relação ao ano passado, para todas as modalidades.
- O limite de captura total da espécie tainha (Mugil liza) é de oito mil cento e sessenta e oito toneladas, com base na avaliação de estoque mais recente da espécie, elaborada no ano de 2025.
- Foram alterados os procedimentos de encerramento do emalhe anilhado, visando evitar extrapolação de cota.
- Consolidação do GT Tainha com 10 representações de cada estado das regiões SE/S (RS, SC, PR, SP e RJ), com base em 20 reuniões do grupo, com visitas técnicas que dialogaram com mais de 800 pessoas.
Confira como ficou a cota da Tainha
O limite de captura total da espécie tainha (Mugil liza), no ano de 2026, será distribuído em cotas de captura da seguinte forma:
I – setecentas e vinte (720) toneladas para cerco/traineira, que tem como área de operação o Mar Territorial e a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) das regiões Sudeste e Sul do Brasil;
II – mil e noventa e quatro (1094) toneladas para emalhe anilhado, que têm como área de operação o Mar Territorial adjacente ao estado de Santa Catarina;
III – duas mil e setenta (2070) toneladas para emalhe costeiro de superfície, modalidade de permissionamento 2.2 da Instrução Normativa Interministerial nº 10, de 10 de junho de 2011, do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente, que tem como área de operação o Mar Territorial e a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) das regiões Sudeste e Sul do Brasil;
IV – mil trezentas e trinta e duas (1332) toneladas para arrasto de praia, modalidades de permissionamento 6.8, 6.9, 6.10 e 6.11 da Instrução Normativa Interministerial nº 10, de 10 de junho de 2011, do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente, que têm como área de operação o Mar Territorial adjacente ao estado de Santa Catarina; e
V – duas mil setecentas e sessenta (2760) toneladas para a captura no estuário da Lagoa dos Patos , conforme área de operação definida na Instrução Normativa Conjunta nº 3, de 9 de fevereiro de 2004, do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República.
Avanços do GT Tainha
O contato mais próximo com os pescadores e pescadoras está garantindo maior transparência, confiabilidade e segurança no acompanhamento das cotas de captura pelas modalidades de permissionamento autorizadas. Isso porque, durante toda a safra da Tainha (Mugil liza), o Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha é atualizado regularmente.
Para a safra de 2026, os reportes serão realizados no sistema PesqBrasil – Monitoramento, já utilizado no processo de cadastramento das vagas por ocasião do edital. Mais moderno e com interface aprimorada, o sistema tende a facilitar o registro e a consolidação dos reportes. O Ministério divulgará, em breve, o calendário e as datas das capacitações para orientar o uso da ferramenta.
De acordo com o biólogo da Secretaria Nacional da Pesca Artesanal (SNPA), Leonardo Pinheiro, os encontros com os pescadores têm contribuído para o ordenamento pesqueiro nos territórios e o acesso justo ao recurso. “Os encontros e reuniões foram importantes e positivos para os avanços da gestão pesqueira de forma participativa, recepcionando as recomendações e aproximando as pescadoras e pescadores dos processos de decisão”, destaca.
A portaria foi feita a partir de dados científicos robustos e realizada por meio de investimento do MPA na pesquisa científica de avaliação de estoque, realizada por grupo de pesquisadores vinculados ao CPG Pelágicos Sudeste/Sul. O que demonstra que a gestão por cotas de captura tem garantido a sustentabilidade da atividade
Além disso, a portaria levou em conta os saberes e demandas dos pescadores e pescadoras, com participação ativa nas reuniões, recepção nos territórios, bem como a articulação das superintendências do MPA nos estados e dos governos locais.
Brasil
Parque Nacional de Ubajara: santuário de grutas, biodiversidade e paisagens deslumbrantes no Ceará
Localizado na região noroeste do Ceará, o Parque Nacional de Ubajara é mais um dos vários destinos que o Brasil oferece para quem busca ecoturismo e contemplação da natureza. Abrangendo áreas dos municípios de Ubajara, Tianguá e Frecheirinha, a unidade protege um total de 6.299 hectares de uma rica zona de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica.
Criado em 1959, o parque destaca-se pela sua relevância ambiental e por abrigar um dos maiores patrimônios espeleológicos do país, com cavernas, grutas, fendas e outras formações subterrâneas. Situada na Serra da Ibiapaba, a unidade tem como um dos seus grandes atrativos o passeio de teleférico no tradicional bondinho, que oferece uma vista panorâmica da vegetação e dos paredões rochosos.
Para os amantes de caminhadas e de aventura ao ar livre, o parque oferece opções para diversos perfis de visitantes. O público conta com percursos como a Trilha da Samambaia, o Circuito das Cachoeiras, o Mirante do Pendurado e a Trilha Ubajara-Araticum, além da grande travessia do Parque Nacional de Ubajara. A unidade também contempla praticantes de cicloturismo, por meio da Trilha Cara Suja – Bike.
Caminhos pela região
O Parque Nacional de Ubajara também se integra à Trilha Caminhos da Ibiapaba. O itinerário conecta o norte do Piauí à região da Ibiapaba, no Ceará, tendo mais de 300 quilômetros. A rota engloba unidades de conservação, ecossistemas da Caatinga e da Mata Atlântica, bem como sítios históricos e arqueológicos, promovendo a conservação ambiental e o desenvolvimento do turismo sustentável na região.
Toda esta imponência geológica é cercada por uma expressiva riqueza natural. Por isso, o parque é palco de diversos programas de pesquisa, monitoramento e conservação da biodiversidade do bioma Caatinga, servindo de refúgio para a vida silvestre e de espaço para atividades contínuas de educação ambiental e integração comunitária.
Como chegar
A principal porta de entrada para o Parque Nacional de Ubajara é a sede administrativa na cidade de Ubajara, com acesso pela rodovia estadual CE-187 (Rodovia da Confiança). Partindo da capital do estado, Fortaleza, o trajeto rodoviário segue em direção à região da Serra da Ibiapaba.
Por se tratar de uma unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a visita aos seus atrativos segue protocolos operacionais que garantem a segurança dos turistas e a preservação do patrimônio natural.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
-
Esportes6 dias agoPalmeiras perde a liderança após empate sem gols com o Botafogo
-
Agro6 dias agoMatopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil
-
Esportes6 dias agoSantos vence o Inter no Beira-Rio e amplia distância da zona de rebaixamento
-
Brasil6 dias agoMPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma
-
Agro6 dias agoIndependência ou morte: Brasil alimenta o mundo, mas ainda depende do exterior
-
Esportes6 dias agoFlamengo vence o Remo por 1 a 0 e assume liderança provisória do Brasileirão
-
Esportes3 dias agoGabigol dá duas assistências, Santos vence Atlético-MG e larga na frente nas quartas
-
Esportes6 dias agoCorinthians perde de virada para a Chapecoense e amarga a quarta derrota seguida no Brasileirão
