Agro
Moscas domésticas prejudicam produção e qualidade do leite, alertam especialistas
As moscas domésticas (Musca domestica), embora comuns em áreas urbanas, representam um risco significativo para propriedades leiteiras, afetando diretamente a saúde, bem-estar e produtividade do gado. Além do incômodo, esses insetos atuam como vetores de mais de 100 patógenos, incluindo bactérias, vírus, fungos, protozoários e vermes, com reflexos diretos na produção e na qualidade do leite.
Impactos das moscas na produção leiteira
De acordo com a zootecnista Margareth Dellatorre, consultora da Vetoquinol Saúde Animal, o estresse causado pelas moscas reduz o consumo de alimentos e o tempo de descanso dos bovinos, fatores essenciais para a produção eficiente de leite. Além disso, a saúde do úbere pode ser comprometida, elevando a contagem de células somáticas e impactando a qualidade do leite.
“O controle ineficiente desses insetos aumenta os custos da fazenda, seja pelo tratamento de doenças ou pela queda na produtividade”, alerta Margareth.
Entre os prejuízos mais comuns estão mastite, diarreia, salmonelose, ceratoconjuntivite, verminoses, tuberculose e inflamações umbilicais, todos potencializados pela presença desses vetores.
Estratégias eficazes de manejo
Para minimizar os efeitos das moscas domésticas, a especialista recomenda um controle estratégico e integrado:
- Manejo correto de esterqueiras, silos e resíduos orgânicos;
- Aplicação direcionada de inseticidas específicos para moscas;
- Evitar o desperdício com medicamentos inadequados.
Solução inovadora no controle de moscas
A Vetoquinol Saúde Animal desenvolveu o Flycron® Plus, mosquicida em pó molhável com azametifós, fipronil e Z-9 tricosene, formulado com atrativo sexual para garantir maior eficácia. O produto deve ser aplicado em pontos estratégicos da propriedade, onde a concentração de moscas é maior.
Com a solução, a empresa — oitava maior indústria de saúde animal do mundo — reforça seu compromisso com a pecuária brasileira, responsável por aproximadamente 35 bilhões de litros de leite por ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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