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Monólogo baseado no livro “Sapiens” e estrelado por Vera Holtz retorna a Curitiba

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O espetáculo “Ficções”, inspirado no best seller “Sapiens”, do professor e filósofo Yuval Noah Harari, chega ao Teatro Guaíra com duas sessões nos dias 27 e 28 de fevereiro. Após excursionar por todo o País, a montagem estrelada por Vera Holtz e escrita e encenada por Rodrigo Portella retorna a Curitiba.

Com mais de 23 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, o livro foi o ponto de partida para o espetáculo, idealizado pelo produtor Felipe Heráclito Lima, em cartaz há mais de três anos ininterruptos, somando 160 mil espectadores. O monólogo que marca o retorno de Vera Holtz aos palcos será encenado no Guairão como comemoração das mais de 400 apresentações.

Publicado em 2014, o livro de Harari afirma que o grande diferencial do homem em relação às outras espécies é sua capacidade de inventar, de criar ficções, de imaginar coisas coletivamente e, com isso, tornar possível a cooperação de milhões de pessoas – o que envolve praticamente tudo: o conceito de nação, leis, religiões, sistemas políticos, empresas etc.

Mas também o fato de que, apesar da evolução, os antepassados também eram felizes. Partindo dessa premissa, o livro indaga: o ser humano está usando a característica mais singular para construir ficções que proporcionem, coletivamente, uma vida melhor?

“É um livro que permite uma centena de reflexões a partir do momento em que nos pensamos como espécie e que, obviamente, dialoga com todo mundo. Acho que esse é o principal mérito da obra dele”, analisa Lima, que comprou os direitos para adaptar o livro para o teatro em 2019.

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Instigado pelas questões trazidas pela obra e pela inevitável analogia com as artes cênicas – por sua capacidade de criar mundos e narrativas – o encenador Rodrigo Portella criou um jogo teatral em que a todo momento o espectador é lembrado sobre a ficção. “Um dos principais objetivos é explorar o sentido de ficção em diversas direções, conectando as realidades criadas pela humanidade com o próprio acontecimento teatral”, resume.

Quando foi chamado para escrever e dirigir, Rodrigo imaginou que iria pegar pedaços do livro para transformar em um espetáculo. “Ao começar a ler, entendi que não era isso. Era preciso construir uma dramaturgia original a partir das premissas do Harari que seriam interessantes para a espetáculo. Em nenhum momento, no entanto, a gente quer dar conta do livro na peça. Na verdade, é um diálogo que a gente está estabelecendo com a obra”, enfatiza.

A estrutura narrativa foi outro ponto determinante no propósito do espetáculo. “Eu queria fazer uma peça que fosse espatifada, não é aquela montagem que é uma história, que pega na mão do espectador e o leva no caminho da fábula. Quis ir por um caminho onde o espectador é convidado, provocado a construir essa peça com a gente. É uma espécie de jam session. É uma performance em construção, Vera e Federico brincam com tudo, com os cenários, tem uma coisa meio in progress”, descreve.

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Para a empreitada, Rodrigo contou com a interlocução dramatúrgica de Bianca Ramoneda, Milla Fernandez e Miwa Yanagizawa. “Mesmo sem colaborar diretamente no texto, elas foram acompanhando, balizando a minha criação, foram conversas que me ajudaram a alinhar a direção, o caminho que daria para o espetáculo”, conta.

Vera Holtz se desdobra em personagens da obra literária e em outras criadas por Rodrigo, canta, improvisa, “conversa” com Harari, brinca e instiga a plateia, interage com o músico Federico Puppi – autor e performer da trilha sonora original, com quem divide o palco. Em outros momentos, encarna a narradora, às vezes é a própria atriz falando.

“Eu gosto muito desse recorte que o Rodrigo fez, de poder criar e descriar, de trabalhar com o imaginário da plateia”, destaca Vera. “O desafio é essa ciranda de personagens, que vai provocando, atiçando o espectador. Não se pode cristalizar, tem que estar o tempo todo oxigenada”, completa. 

Serviço:

“Ficções” com Vera Holtz

Datas: 27 e 28 de fevereiro de 2026 (quinta e sexta-feira), às 21h

Local: Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) | Rua Conselheiro Laurindo, 175, Centro, Curitiba (PR)

Tempo de duração do espetáculo: 80 minutos

Classificação etária: 12 anos

Especificações do espetáculo: Teatro

Ingressos: à venda em DiskIngressos e na bilheteria do Teatro Guaíra

Fonte: Governo PR

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Paraná amplia capacidade de coleta de perfis genéticos em pessoas privadas de liberdade

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A coleta de material genético representa um avanço direto para a segurança pública: permite identificar suspeitos, localizar pessoas desaparecidas, conectar crimes e elucidar investigações antigas. Para expandir essa atuação em todo o Estado, a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e a Polícia Penal do Paraná (PPPR) concluíram nesta semana uma capacitação voltada à formação de 50 policiais para a coleta de material genético de pessoas privadas de liberdade. O objetivo é preparar servidores para atuarem como multiplicadores do conhecimento dentro das unidades prisionais.

“A iniciativa demonstra o alinhamento entre as forças de segurança e o compromisso do Estado com o aprimoramento dos processos na política penal. Ao estruturar a coleta de perfis genéticos de forma contínua e qualificada, avançamos na integração de informações e fortalecemos a capacidade de investigação, com rigor técnico e em conformidade com a legislação”, destaca o secretário de Estado da Segurança Pública, Saulo Sanson.

Com o respaldo da legislação vigente, a Polícia Penal passará a assumir a responsabilidade direta pela coleta do material, enquanto a inserção dos perfis genéticos no BNPG seguirá sendo realizada pela Polícia Científica.

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“A coleta de material genético nas unidades penais e sua inserção no Banco Nacional é uma ferramenta de grande importância para Segurança Pública e sistema de justiça criminal. Representa um avanço na gestão prisional e no trabalho integrado com outras forças de segurança. É um investimento direto na resolução de crimes, na prevenção da reincidência e na credibilidade da nossa instituição”, destacou a diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre. 

Para o diretor-geral da PCIPR Ciro Pimenta, a capacitação reforça a importância do trabalho integrado entre as forças no Paraná. “Ao mesmo tempo em que a Polícia Penal assume essa atribuição, a Polícia Científica segue oferecendo suporte técnico, padronização de procedimentos e garantia da qualidade dos perfis genéticos coletados. Essa atuação conjunta fortalece o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) e contribui diretamente para a segurança pública no Estado”, afirmou.

CAPACITAÇÃO – A iniciativa foi realizada em duas etapas, reunindo servidores das duas instituições e capacitando 27 policiais da PPPR e 23 da PCIPR. A programação teve início na quarta-feira (15), na sede da PCIPR no Tarumã, em Curitiba, com atividades teóricas sobre os procedimentos de coleta de perfis genéticos e o uso de leitores biométricos. Já na quinta-feira (16), a capacitação seguiu com uma etapa prática na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), em Piraquara.

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Na PPPR, o trabalho é coordenado pela Divisão de Saúde, vinculada à Diretoria de Tratamento Penal, responsável por estruturar os fluxos e garantir que a coleta seja realizada com rigor técnico, padronização e eficiência em todas as unidades do sistema prisional.

Fonte: Governo PR

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