Paraná
MON promove segundo ciclo de seminários com proposta de imersão no acervo
O Museu Oscar Niemeyer (MON) promove na próxima quinta-feira (9), a partir das 19 horas, o segundo ciclo de seminários do projeto “Antes e Agora, Longe e Aqui Dentro”, que propõe uma imersão no acervo da instituição, com o objetivo de gerar conteúdo para o Setor Educativo. A coleção permanente do MON conta atualmente com 14 mil obras de arte. Os seminários são um desdobramento do projeto e debatem questões relativas a acervos.
O projeto consiste em uma pesquisa realizada na coleção permanente do Museu pela professora e curadora Galciani Neves e o Setor Educativo. Neste segundo ciclo de seminários, as questões principais são ligadas ao direito à terra.
O primeiro ciclo aconteceu em outubro do ano passado, no auditório Poty Lazzarotto, com a presença da artista e pesquisadora Glicéria (Célia) Tupinambá e do crítico de fotografia e pesquisador do campo da cultura visual, Ronaldo Entler.
Com duas palestras, o seminário será realizado no Miniauditório, localizado no subsolo do MON, com a mediação de Galciani Neves, curadora da exposição “Antes e Agora, Longe e Aqui Dentro”, em cartaz na Sala 11. A participação é gratuita e, para se inscrever, é necessário preencher o formulário AQUI.
As atividades emitem declaração de horas. Basta assinar a lista de presença no dia e, após o evento, solicitar o documento pelo e-mail [email protected].
A primeira palestra, com o artista Gustavo Caboco Wapichana, abordará o diálogo entre arte contemporânea e as relações entre os sistemas da arte indígena, museus e comunidades. Na segunda, a professora da Divisão de Pesquisa em Arte do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), Fernanda Pitta, irá propor pensar junto aos artistas sobre suas estratégias de questionamento das estruturas e fronteiras dos museus.
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SOBRE A EXPOSIÇÃO – Com a proposta de estabelecer diálogos entre o acervo do MON e a arte contemporânea brasileira, a exposição “Antes e Agora, Longe e Aqui Dentro” apresenta mais de cem obras produzidas por 44 artistas. Entre elas, estão pinturas, desenhos, fotos, esculturas, vídeos, áudios e instalações, reunindo técnicas variadas. Os trabalhos buscam discutir as relações indissociáveis entre corpo e território e os muitos modos de habitar, ser e registrar paisagens.
A partir de uma ampla pesquisa, foram escolhidas obras consideradas relevantes tanto para o contexto de produção artística de Curitiba quanto para a história da arte do Paraná e do Brasil. Dessa forma, celebram a diversidade do acervo do Museu e sua importância.
CONVIDADOS – Gustavo Caboco Wapichana é artista visual, nascido em Curitiba. Trabalha na rede Paraná-Roraima e nos caminhos de retorno à terra. Suas criações com desenho-documento, pintura, texto, bordado, animação e performance propõem maneiras de refletir sobre os deslocamentos dos corpos indígenas e a produção e as retomadas da memória. Wapichana dedica-se também à pesquisa autônoma em acervos museológicos para contribuir na luta dos povos indígenas.
Fernanda Pitta é professora doutora da Divisão de Pesquisa em Arte, Teoria e Crítica do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP). É coordenadora do projeto de pesquisa Decay Without Mourning, Future Thinking Heritage Practices (Riksbankens Jubileumsfond). Seu mais recente projeto curatorial é a retrospectiva “Eleonore Koch: em cena”, em cartaz de 6 de abril a 14 de julho de 2024, no MAC-USP.
SOBRE O MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço
Seminário “Antes e Agora, Longe e Aqui Dentro”
Data: 09/05 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Miniauditório – Subsolo do MON
Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba/PR
Link para inscrição AQUI
Fonte: Governo PR
Paraná
Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.
Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César
Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.
A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.
Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.
Processo 0016498-43.2025.8.16.0013
Notícia anterior:
26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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