Paraná
MON leva coleção de arte africana para exposição itinerante em Assaí
Um recorte da exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente”, promovida pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), estará aberto ao público a partir do dia 21 de outubro no Memorial da Imigração Japonesa, em Assaí, no Norte do Paraná. Com curadoria de Renato Araújo da Silva, a mostra reúne aproximadamente 30 obras.
“A iniciativa faz parte da política cultural do Paraná de promover e incentivar a democratização da arte e da cultura, levando o acervo para fora da instituição”, diz a diretora-presidente do Museu, Juliana Vosnika. “Tal iniciativa está totalmente alinhada com a proposta do MON de se tornar cada vez mais acessível a todos os públicos”.
O MON é o maior museu de arte da América Latina, com um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. Com sua natural vocação para artes visuais, arquitetura e design, conta com coleções asiática e africana.
A exposição é um recorte da doação de aproximadamente 2 mil obras de arte africana, fruto de uma parceria entre o Museu Oscar Niemeyer e a Coleção Ivani e Jorge Yunes (CIJY), de São Paulo. Desde 2021, a coleção passou a pertencer ao Estado do Paraná.
O MON foi o museu escolhido para abrigar a doação por suas condições técnicas, sua capacidade de gestão e pela credibilidade da instituição. Outras grandes coleções foram doadas ao Museu nos últimos anos pelos mesmos motivos, como mais de quatro mil obras do artista Poty Lazzarotto, em 2022, e cerca de três mil obras de arte asiática, em 2018.
“Por tudo isso, recentemente o acervo do MON quintuplicou de tamanho e conta hoje com mais de 14 mil peças, o que o consolida como um dos mais importantes da América do Sul”, afirma Juliana.
MOSTRA AFRICANA – A exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente” pode ser vista na Sala 4 do MON, em Curitiba. Um recorte chega agora de maneira itinerante a Assaí.
Segundo o curador da mostra, Renato Araújo da Silva, as obras doadas ao MON foram adquiridas ao longo de mais de 50 anos pelo casal Ivani e Jorge Yunes, detentores de uma das maiores coleções de arte do Brasil.
“Com a exposição no MON de objetos de heranças culturais tão distintas, encontramos aqui um importante ponto em comum: dentro do Museu são elevados a uma mesma plataforma artística, igualando a arte africana ao patamar da arte mundial”, diz. “Eis uma maneira de honrar a ancestralidade visual do passado e de abrir os novos plantios, rotas e perspectivas dessa arte no futuro”.
As obras que fazem parte da coleção têm origem em países como Costa do Marfim, Mali, Nigéria, Camarões, Gabão, Angola, República Democrática do Congo e Moçambique, entre outros.
Renato Araújo da Silva é historiador em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e coautor, entre outros trabalhos publicados, do livro “África em Artes”. Curador e pesquisador, atuou no Museu Afro e realizou outras exposições em museus, como o de Arte Sacra de São Paulo.
A incorporação da coleção de arte africana fez parte de um processo de consolidação do marco referencial do MON, que estabelece como diferencial da instituição prioritariamente colecionar arte paranaense e brasileira e expandir seu olhar não eurocêntrico para a arte latino-americana, asiática e africana.
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SOBRE O MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço
Exposição “África, Expressões Artísticas de um Continente”
Abertura: 21 de outubro, terça-feira, às 11h
Período expositivo: até 25 de janeiro de 2026
Local: Memorial da Imigração Japonesa (Rua Presidente Kennedy, 480, Assaí – PR)
Realização do Museu Oscar Niemeyer (MON)
Fonte: Governo PR
Paraná
Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem
Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.
Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.
Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”.
CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida.
A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.
NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.
Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.
VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.
Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.
Fonte: Governo PR
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