Brasil
MME reforça papel estratégico da eletromobilidade durante seminário da ANEEL
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quarta-feira (10/12), do “Seminário ANEEL de Mobilidade Elétrica: resultados e desafios para o setor elétrico”. Realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), vinculada ao MME, o encontro teve como propósito promover o diálogo entre governo, empresas e sociedade, alinhando ações para o desenvolvimento sustentável e regulado da mobilidade elétrica no país.
Representando o ministro Alexandre Silveira, o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataíde, ressaltou, durante o painel de abertura, que o debate é fundamental e estratégico. “A eletromobilidade deixa de ser uma tendência futura e passa a ser uma realidade no país. A eletrificação está nas ruas, no dia a dia, nas estratégias das empresas. Isso reforça a posição do Brasil na liderança global em energia limpa. Nossa matriz elétrica já é predominantemente renovável, o que significa que cada veículo eletrificado no país gera mais redução de emissões do que em outros países”, afirmou.
Ataíde destacou ainda que o ministro Alexandre Silveira tem reforçado que a eletromobilidade é um dos pilares da transição energética brasileira, juntamente com os biocombustíveis. E que o MME, em breve, vai se dedicar ainda mais nesse tema como uma estrutura destinada a promover políticas de eletromobilidade integrando infraestrutura, política industrial, inovação e abastecimento de energia.
No último mês, o MME e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicaram o Caderno de Eletromobilidade do PDE 2035, que apresenta um panorama detalhado da evolução da eletrificação no transporte rodoviário brasileiro. Acesse aqui o documento.
Seminário ANEEL de Mobilidade Elétrica
Durante o seminário, que se estende até quinta-feira (11/12), será lançada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a Norma ABNT PR 1025. O documento estabelece, de forma inédita no Brasil, os requisitos de segurança e qualificação técnica para profissionais que atuam na manutenção de veículos elétricos e híbridos.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional
Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.
O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.
Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.
“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.
Tecendo o futuro da saúde indígena
A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.
O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.
Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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