Brasil
MME promove Mutirão da Transição Energética para a COP30
O Ministério de Minas e Energia realiza, nesta segunda-feira (13), em parceria com a Associação Brasileira de Energia Eólica Onshore e Offshore e Novas Tecnologias (ABEEólica), o evento “Mutirão da Transição Energética para a COP30”. Durante todo o dia, serão debatidos temas como a expansão e resiliência de redes elétricas, mineração para a transição e circularidade, soluções da indústria de óleo e gás, acesso à energia, combustíveis sustentáveis e planejamento energético.
A assessora especial do MME, Mariana Espécie, ressaltou durante o painel de abertura a importância do evento em trazer para o debate assuntos que servirão de insumos para a consolidação de uma agenda energética ambiciosa, justa e inclusiva. “Nós teremos o dia inteiro para compartilhar diversas iniciativas que vão apoiar a presidência brasileira da COP30. Temos como base o que começamos no G20 ano passado e no BRICS este ano. Ao longo da programação, poderemos mergulhar um pouco nas principais motivações e começar esse debate entendendo que há muitos desafios pela frente e muitas boas oportunidades que poderão ser exploradas, sempre nesse esforço de tentar aproximar setor privado, governo e academia. Nós estamos conduzindo sete planos de soluções diferentes e cada um presente aqui poderá contribuir de acordo com sua área”, afirmou Espécie.
O diretor do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores, João Marcos Paes Leme, destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido em parceria com o MME e outros órgãos, com o objetivo de fazer desta a COP da implementação, aproveitando tudo o que já foi reunido até agora sobre a transição energética.

Foto: Tauan Alencar/MME
O painel contou também com a presença da Enviada Especial de Energia para a COP30, Elbia Gannoum, que destacou a importância de o Brasil apresentar seus avanços e fortalecer a liderança na transição energética “É o momento do Brasil levar a experiência que tem, aprender de forma global e trabalhar de forma sólida o conceito de economia de baixa emissão de carbono”, destacou.
O Mutirão da Transição Energética para a COP30 busca articular o conhecimento técnico nacional e internacional, criando um espaço de troca entre governo, especialistas e sociedade civil organizada. A iniciativa também pretende engajar o setor privado brasileiro, fundamental para viabilizar investimentos, inovação e escala, no mapeamento das principais barreiras que ainda impedem a implementação dessas soluções em larga escala.
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Brasil
Mercado Livre de Energia: entenda como funciona a migração e as regras para contratação de energia
O Mercado Livre de Energia é a modalidade em que os consumidores habilitados podem escolher de quem comprar energia elétrica e negociar condições contratuais diretamente com fornecedores, geradores ou comercializadores, ampliando a competitividade. Nesse ambiente, é possível definir aspectos como preço, quantidade de energia contratada, prazo de fornecimento, forma de pagamento e, em alguns casos, a origem da energia adquirida.
Todos os consumidores conectados em média e alta tensão, classificados no Grupo A (tensão igual ou superior a 2,3 kV), já estão aptos a migrar. Se a carga individual do consumidor for menor que 500 kW, a participação exige a intermediação de um agente varejista, que gerencia a compra e assume a representação do consumidor junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse formato simplifica toda a gestão da comercialização no mercado livre para consumidores com pequenas cargas.
No Brasil, a comercialização ocorre em dois ambientes:
- Ambiente de Contratação Regulada (ACR) – A energia é fornecida pelas distribuidoras com condições definidas pela regulação setorial.
- Ambiente de Contratação Livre (ACL) – As condições comerciais são negociadas entre compradores e vendedores.
Como funciona a contratação?
No Mercado Livre de Energia, o fornecimento do serviço da entrega da energia para o consumidor continua utilizando a rede da distribuidora local, que permanece responsável pela entrega e manutenção do serviço de energia elétrica. A diferença está no modelo comercial, o consumidor segue pagando pelo uso da rede de distribuição (fio), mas ganha a liberdade de negociar o preço e as condições da energia diretamente com geradores, comercializadores ou produtores independentes.
Essa modalidade envolve diferentes agentes do setor elétrico:
- Geradores – Responsáveis pela produção da energia elétrica;
- Comercializadores – Realizam a compra e venda da energia;
- Consumidores livres e especiais – Empresas e unidades consumidoras habilitadas a contratar energia no ACL;
- Distribuidoras – Responsáveis pela operação e manutenção das redes de distribuição; e
- Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – Entidade responsável pelo registro dos contratos e pela contabilização e liquidação das operações de mercado.
Quando os consumidores de baixa tensão poderão migrar?
A partir do final de 2027 os consumidores atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV), como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais e indústrias de menor porte, hospitais e escolas, poderão exercer o direito de escolha do seu fornecedor de energia, de acordo com o Decreto nº 13.097/2026. Segundo o texto do regulamento, a abertura de mercado ocorrerá nas seguintes datas para esses consumidores:
- Em novembro de 2027 – Todos os consumidores industriais e comerciais com qualquer carga e tensão poderão começar a migrar para o mercado livre;
- Em novembro de 2028 – Para todos os demais consumidores.
O texto estabelece o prazo mínimo para que esses consumidores comuniquem à distribuidora a escolha de um novo fornecedor de energia elétrica, de acordo com as próprias necessidades, e determina as regras que precisarão ser obedecidas para fazer a migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Isso inclui requisitos para formalizar a opção, representação por agentes varejistas e prestação de informações aos consumidores. O texto também disciplina o chamado Supridor de Última Instância (SUI), que é quem vai garantir a energia elétrica ao consumidor, caso o novo fornecedor dele tenha algum problema.
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