Brasil
MME destaca o papel do Brasil no futuro dos minerais críticos em reunião com ministérios de mineração das Américas
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, neste domingo (1/03), da IV Reunião Intercessional 2026 da Conferência de Ministros de Mineração das Américas (CAMMA), realizada em Toronto, Canadá. O encontro reuniu autoridades ministeriais e organismos internacionais da América para debater oportunidades e desafios diante da crescente demanda global por minerais críticos.
O encontro teve como objetivo central consolidar mecanismos de colaboração entre os países e promover boas práticas que contribuam para o desenvolvimento da mineração sustentável no continente, além de promover o intercâmbio de conhecimento e experiências no setor.
Representando o Brasil, o Coordenador-Geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética do MME, Gustavo Masili, participou virtualmente da reunião. Na ocasião, ele destacou o protagonismo brasileiro como detentor de cadeias minerais citando a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos do MME, iniciativa que busca fomentar a pesquisa e promover o desenvolvimento do setor de forma limpa e sustentável no Brasil.
Masili afirmou, ainda, que a expansão da demanda por minerais críticos como uma transformação estrutural da economia global, além de trazer destaque à centralidade da soberania para os países produtores.
“O Brasil tem trabalhado para fortalecer a governança do setor mineral, assegurando a soberania sobre seus recursos e promovendo o aproveitamento estratégico das nossas potencialidades, em equilíbrio à cooperação internacional. A integração regional é fundamental para que possamos avançar de forma coordenada e responsável diante desse novo cenário de demanda global”, destacou Masili.
Para o MME, a soberania nacional se define na capacidade do país de definir sua própria estratégia de aproveitamento dos recursos minerais, estabelecer de forma autônoma a inserção nas diferentes etapas das cadeias de valor. Além disso, converter suas vantagens geológicas em desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo que essa transformação contribua para uma transição energética justa, inclusiva e ambientalmente sustentável ao Brasil.
A participação brasileira no encontro reforça o compromisso do MME com o fortalecimento da cooperação internacional e com a construção de uma mineração cada vez mais moderna, sustentável e integrada às agendas de transição energética, desenvolvimento econômico e segurança continental.
Demais temas da Conferência
Ainda durante o encontro foi avaliado também o Plano Bienal 2026-2028, que visa fortalecer a governança da mineração, aprimorar os padrões ambientais e sociais e promover a integração regional entre países no setor. A reunião foi organizada pela Presidência Pro Tempore da República Dominicana, em conjunto com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Natural Resources Canada (NRCan).
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Brasil avança na construção de um novo modelo de organização do trabalho, diz Luiz Marinho
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou os avanços recentes do Brasil na promoção do trabalho decente durante discurso realizado nesta quarta-feira (10), na sessão plenária da 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça.
Luiz Marinho ressaltou a aprovação de medidas voltadas à melhoria das condições de trabalho no país, com destaque para a redução da jornada semanal de trabalho em discussão no Congresso Nacional. “O Brasil avança na construção de um novo modelo de organização do trabalho, com a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários, e a superação da escala 6×1, garantindo duas folgas semanais aos trabalhadores.”
O ministro também destacou os resultados recentes do mercado de trabalho brasileiro, apontando a geração de empregos como um dos pilares da política econômica. “Batemos recordes históricos com a geração de mais de cinco milhões de empregos formais, provando que uma economia forte se constrói com a inclusão de trabalhadores no mercado formal e com salários valorizados”, informou.
O ministro enfatizou que essas medidas estão alinhadas à agenda internacional de promoção do trabalho decente e buscam responder aos desafios contemporâneos da organização do trabalho. Luiz Marinho reforçou o papel da tecnologia nesse processo: “A tecnologia deve trabalhar para libertar o ser humano, não para escravizá-lo a uma lógica de vigilância ininterrupta e exaustão física e mental.”
Inteligência artificial e futuro do trabalho
Outro ponto central do discurso foi o impacto das novas tecnologias sobre o mercado de trabalho. Luiz Marinho defendeu o uso da inteligência artificial de forma responsável, com foco na proteção dos trabalhadores. “As consequências da inteligência artificial sobre a qualidade e a quantidade de empregos dependerão das nossas escolhas políticas, do fortalecimento das instituições e da eficácia do diálogo social.”
O ministro também alertou para os riscos associados ao uso inadequado dessas tecnologias. “Precisamos democratizar o acesso. Não podemos permitir uma automação em que a máquina dite as regras e o ser humano se torne um mero executor desprovido de autonomia”, ressaltou.
Compromisso com normas internacionais
Na área dos direitos trabalhistas, Luiz Marinho reafirmou o compromisso do Brasil com as convenções da OIT. “Celebramos este ano os 15 anos da Convenção 189, que assegura o trabalho decente para trabalhadores domésticos — uma conquista histórica da qual o Brasil se orgulha de fazer parte ativa na implementação”, acrescentou.
Também destacou o empenho na ratificação de instrumentos internacionais de proteção. “Manifestamos aqui nosso empenho em ratificar a Convenção 190, fortalecendo o combate à violência e ao assédio no mundo do trabalho e garantindo ambientes profissionais seguros e igualitários”, disse.
O ministro reforçou que os avanços no mundo do trabalho dependem do fortalecimento das instituições democráticas e do diálogo entre os atores sociais. “Não há justiça social onde as instituições são enfraquecidas e onde a voz dos trabalhadores é silenciada”, destacou.
Agenda internacional e articulação global
Além do discurso na plenária, o ministro cumpriu agenda de reuniões bilaterais e multilaterais ao longo do dia. Pela manhã, encontrou-se com a brasileira Clair Siobhan Ruppert, diretora-adjunta da ACTRAV, departamento da OIT responsável pela interlocução com o movimento sindical, para discutir o cenário institucional da organização.
Na sequência, participou de reunião com representantes do governo do Reino Unido para tratar da agenda do Grupo de Trabalho sobre Emprego do G20. O encontro abordou a continuidade das discussões internacionais sobre trabalho e emprego no âmbito do grupo, especialmente diante da transição de sua presidência, que será assumida pelo Reino Unido no próximo ano.
No período da tarde, o ministro participou da 13ª Reunião Anual Brasil-OIT, realizada na sede da organização, no âmbito da cooperação Sul-Sul. Durante o encontro, Luiz Marinho destacou o papel da cooperação internacional na promoção de um mundo do trabalho mais justo e inclusivo, além de reafirmar o compromisso brasileiro com o multilateralismo.
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