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MMA se posiciona para fortalecer ações climáticas nos centros urbanos

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O Banco de Projetos do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR) ganhou destaque na COP30, realizada em Belém (PA), como motor para transformar capital financeiro em ações de resiliência e adaptação em municípios.

O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, apresentou a ferramenta durante a cúpula, que já mapeou 323 iniciativas de 163 governos municipais e estaduais, totalizando uma demanda de investimentos de, no mínimo, R$ 14,6 bilhões.

Instituído em 2024 e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), além do Ministério das Cidades e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o PCVR é uma das respostas do Brasil à emergência global do calor extremo urbano, que agrava desigualdades e intensifica o efeito das ilhas de calor. A abordagem do programa visa aumentar a qualidade ambiental e a resiliência urbana por meio de governança multinível, Soluções baseadas na Natureza (SbN) e tecnologias eficientes.

O sucesso da primeira rodada do Banco de Projetos, encerrada em outubro, evidenciou a capacidade agregadora do PCVR e a demanda latente por projetos de infraestrutura urbana para resiliência e mitigação climática. 

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“O resultado [do Banco de Projetos] evidencia a capacidade agregadora do próprio PCVR e também um cenário existente de demanda por projetos de infraestrutura urbana para resiliência e mitigação climática que precisam ser aperfeiçoados tecnicamente e implementados”, pontuou  Adalberto Maluf.

O Banco de Projetos foi desenvolvido em parceria com a Cities Climate Finance Leadership Alliance (CCFLA) e com apoio da Universidade de Brasília (UnB). A rodada inicial revelou que a maior parte das candidaturas está focada em áreas verdes e arborização urbana, seguida por SbN, uso e ocupação sustentável do solo e gestão de resíduos. A grande maioria dos projetos submetidos incorporou SbN, como áreas úmidas urbanas, reflorestamento e corredores verdes.

Déficit de financiamento e fábrica de projetos

Na Conferência de Belém, o diretor do Departamento de Meio Ambiente Urbano (DMUR) do MMA, Maurício Guerra, destacou que o investimento necessário para a adaptação em economias emergentes é um passivo que precisa ser melhorado. O principal entrave, identificado pelo PCVR, é a capacidade limitada dos municípios de estruturar projetos capazes de receber investimentos compatíveis com os requisitos das Instituições Financeiras de Desenvolvimento (IFDs).

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Para resolver esse gargalo, a estratégia de financiamento do PCVR propõe a criação da fábrica de Projetos Cidades Verdes e Resilientes. Essa iniciativa será voltada a oferecer assistência técnica, estudos de viabilidade e modelos padronizados, alinhados aos critérios de diligência das IFDs. A fábrica buscará fortalecer a capacidade municipal para transformar ideias locais em projetos de resiliência climática, reduzindo riscos para financiadores e acelerando a implementação.

Com o fortalecimento da coordenação entre IFDs, a fábrica e instituições governamentais — apoiadas por parceiros globais —, o Brasil espera liberar o potencial desse volume de projetos e demonstrar como a governança multinível e o financiamento verde podem convergir para ampliar a adaptação nas cidades.

A UnB realizou a avaliação das propostas submetidas para verificar sua conformidade com os critérios do programa. Em breve, as iniciativas aprovadas para integrar o banco de projetos serão disponibilizadas em uma plataforma pública. Está prevista a reabertura do banco para novas inscrições nos próximos meses.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Seminário destaca avanço da parceria do SUS com hospitais de excelência para ampliar o acesso à saúde

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O Ministério da Saúde realizou entre os dias 8 e 10 de junho, em Brasília, o 3º Seminário Anual de Avaliação de Projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O evento apresentou os desafios e avanços do programa, além das diretrizes de atuação para os próximos três anos alinhadas à agenda estratégica do Governo Federal.

Para o ministro da saúde, Alexandre Padilha, o evento acontece em um momento muito importante de mobilização nacional para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias à população com o Programa Agora Tem Especialistas. “O Proadi-SUS tem sido muito relevante nesse esforço, melhorando a qualidade do atendimento e os processos hospitalares, dando mais eficiência aos pronto-atendimentos, criando soluções para reduzir filas e aprimorando a gestão do SUS”, destacou Padilha.

Atualmente, o programa se encontra no último ano do 6º triênio (2024-2026) e conta com 145 projetos que estão sendo realizados de forma estruturada e integrada para atender às prioridades do SUS. Os investimentos em torno de R$3,6 bilhões de reais em isenções fiscais, trazem resultados que impactaram diretamente a saúde da população.

O seminário apresentou as diretrizes que irão guiar o desenvolvimento dos projetos para o próximo triênio (2027-2029). De acordo com o secretário-executivo Adriano Massuda, as diretrizes buscam orientar a ampliação e qualificação do acesso à saúde, desde a atenção primária à atenção especializada, fortalecendo programas e políticas de saúde como o Programa Agora Tem Especialistas, com transformação digital e inovação em saúde. “Além de preparar o país para as emergências climáticas, com formação profissional adequada e base estruturada para tornar o SUS mais resiliente”, explicou. 

 O 7º triênio do programa terá como premissas para o desenvolvimento dos projetos o alinhamento às prioridades e objetivos estratégicos do Ministério da Saúde; a revisão de projetos de continuidade; a equidade e o enfrentamento às desigualdades regionais; e a promoção da inovação. 

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Resultados para a saúde da população

Entre os avanços apresentados, teve destaque o apoio dado pelo Proadi-SUS para o enfrentamento do câncer no país. Por meio do Projeto DNA-HPV, em parceria com a BP- Beneficência Portuguesa de São Paulo, foram adquiridos scanners de patologia e insumos para testes moleculares de HPV-DNA. O projeto contribui com o rastreamento do câncer de colo de útero, fundamental para o cuidado à saúde das mulheres brasileiras.

Outro projeto na área de oncologia é o Super Centro Brasil de Diagnóstico ao Câncer, em parceria com o Hospital ACCamargo, que garantiu a realização de 31 mil laudos diagnósticos de outubro de 2025 a maio de 2026. O projeto prevê a realização de até 400 mil laudos por ano, contribuindo para o tratamento oportuno do câncer e possibilitando melhores resultados de saúde para pacientes com a doença. “Estamos criando a maior rede pública do mundo de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. E o Proadi-SUS cumpre papel primordial nesse trabalho”, afirmou o ministro Padilha.

Na área de saúde indígena, teve destaque o Projeto tecnologias e estratégias remotas para o avanço da saúde especializada em territórios indígenas, em parceria com o Hospital Sírio Libanês, que reduziu em 85% a remoção de indígenas para tratamento fora da aldeia. Assim como foi alcançado em 94% a resolução de atendimentos evitando o agravamento do quadro clínico dos pacientes nas aldeias. 

 “O que vemos é chegar tecnologias inovadoras em territórios indígenas que nunca foram vistos, e que faz a gente avançar no acesso à saúde para essa população que muitas vezes vive em áreas de difícil acesso”, parabenizou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

 Na saúde digital, o telessaúde e a capacitação profissional estão contribuindo para expandir e qualificar o acesso à saúde especializada. Um exemplo é o Projeto  ATEM: Formando Especialistas para o SUS, em parceria com o Einstein Hospital Israelita, que oferece formação a médicos especialistas do SUS na área de oncologia, cardiologia e gastroenterologia, especialidades com alta demanda na saúde pública.

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A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, lembrou que os ganhos trazidos pelos projetos é resultado de uma troca de experiências e aprendizados.  “A excelência desses hospitais que nos apoiam, traz muito aporte para o SUS. Mas é certo que isso é via de mão dupla. Acontece que o aprendizado dessa interação é mútuo. O SUS tem uma série de aspectos que traz aprendizados para dentro dos hospitais”, reiterou Ana Estela.

O programa conta com a parceria de sete hospitais de excelência: A.C. Camargo Câncer Center, Sírio Libanês, Beneficência Portuguesa, Einstein Hospital Israelista, HCOR, Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Os hospitais atuam com ampla diversidade temática, além de grande alcance e capilaridade em todos os estados do país.

“Os projetos que nós desenvolvemos como grupo de hospitais são de enorme vínculo com as políticas nacionais e diretrizes do ministério da saúde, além de forte pactuação nacional o tempo todo, porque é isso que faz os resultados serem de verdade e diferenciados”, reafirmou Maria Alice Rocha, representante dos hospitais de excelência.

Proadi-SUS – É uma iniciativa que busca fortalecer o Sistema Único de Saúde

(SUS) por meio de uma parceria estratégica entre o Ministério da Saúde e hospitais filantrópicos de reconhecida excelência no país. Ao incentivar a troca de conhecimento e o investimento em projetos de pesquisa, inovação, educação e gestão, essa colaboração permite que o SUS ofereça serviços de saúde cada vez mais qualificados e acessíveis à população.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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