Brasil
Brasil apresenta avanços na vigilância de populações expostas à poluição do ar
Belém (PA) — Em meio às discussões globais da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o Ministério da Saúde apresentou, na última semana, um conjunto de informações estratégicas do painel de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (Vigiar), ferramenta que integra dados ambientais e de saúde para orientar ações de proteção à população brasileira. De acordo com os dados monitorados, a exposição a partículas poluentes presentes no ar (material particulado fino – MP2,5) esteve associada a 95 mil mortes no Brasil em 2024.
Para a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Agnes Soares, os números ilustram o impacto crescente da poluição do ar na saúde, agravado por secas extremas, queimadas e incêndios florestais, e ressaltam a necessidade de fortalecer a vigilância em saúde ambiental e climática em todo o país. Os impactos incluem doenças respiratórias, cardiovasculares e o agravamento de condições crônicas.
“Diante da tendência de aumento na frequência e intensidade desses eventos em um contexto de mudança do clima, é fundamental que os serviços de saúde estejam preparados para responder de forma rápida e eficaz à crescente demanda decorrente de episódios críticos”, afirmou Agnes.
Em resposta a esse cenário, o Ministério da Saúde busca o alinhamento entre os dados do Vigiar e o Plano de Adaptação à Mudança do Clima do Setor Saúde (AdaptaSUS), que traz ações estratégicas voltadas ao fortalecimento das capacidades do setor saúde para enfrentar os efeitos da mudança do clima, com foco na preparação dos serviços, na redução de vulnerabilidades e na melhoria da resposta a eventos extremos.
Em nível internacional, durante a COP30, o Brasil também lançou o Plano de Ação em Saúde de Belém, com soluções de adaptação dos sistemas de saúde que incluem o fortalecimento da vigilância ambiental e ações concretas para melhorar a saúde da população frente às mudanças climáticas. No Brasil, o AdaptaSUS é a estratégia do setor saúde para apoiar a implementação do Plano de Ação em Saúde de Belém.
Agnes Soares lembrou ainda que o país está avançando nas metodologias de integração entre saúde, clima e ambiente. “Estamos estruturando uma resposta robusta, baseada em ciência, que permite antecipar riscos e proteger a população. As mudanças
climáticas ampliam incêndios, secas e poluição; por isso, a importância de iniciativas como o Vigiar. Para construir sistemas de saúde resilientes, é preciso reforçar os sistemas de vigilância e promover a integração e a interoperabilidade de dados de saúde, de clima e ambientais.”
Reforço na vigilância ambiental
O Vigiar é uma das ferramentas digitais do Ministério da Saúde que se destaca no apoio à Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos, por ser uma plataforma pública que monitora níveis de poluição do ar em todos os municípios brasileiros desde 2010. Além disso, o painel conta com uma aba específica sobre poluição intradomiciliar, que apresenta as mortes atribuíveis à exposição doméstica decorrente do uso de lenha ou carvão para cozinhar.
Outra ferramenta apresentada por Agnes Soares com função importante no monitoramento da qualidade do ar é o Sistema de Informações Ambientais Integradas à Saúde (SISAM), que se encontra em fase final de atualização pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O sistema integrará dados sobre poluentes atmosféricos, focos de queimadas e variáveis climáticas, constituindo um instrumento estratégico para o monitoramento e a resposta a episódios críticos de fumaça na Amazônia e no Centro-Oeste.
Agnes reforçou o papel desses instrumentos para a saúde pública: “São tecnologias que ampliam nossa capacidade de agir. Produção de dados de qualidade, comunicação de riscos e capacitação dos profissionais são pilares da adaptação climática no setor saúde.”
Incêndios florestais intensificam violações do padrão da OMS
Em 2024, longos períodos de seca agravaram a dispersão de fumaça por grandes áreas do país, levando diversos municípios a ultrapassar o limite diário de MP2,5 recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para enfrentar o cenário, o Ministério da Saúde vem publicando semanalmente os Informes de Monitoramento de Incêndios Florestais, utilizados por equipes estaduais no gerenciamento de riscos à saúde, e ampliando campanhas nacionais de comunicação para orientar a população sobre proteção durante episódios críticos.
“O Brasil está assumindo seu papel de liderança ao integrar vigilância climática, ciência e políticas públicas. Não existe adaptação em saúde sem olhar para a poluição do ar, para as queimadas e para os impactos reais da crise climática sobre as pessoas”, reforçou Agnes.
Vanessa Aquino
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Ministro reúne PF, PRF e Senappen para ampliar integração no combate ao crime organizado
Brasília, 12/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (12), em Brasília, com os diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fernando Souza Oliveira, para fortalecer a atuação integrada das forças federais no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Também participaram do encontro o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ademar Borges; e o coordenador-geral de Segurança e Operações Penais, José Renato Gomes Vaz.
A reunião discutiu o fortalecimento da atuação conjunta das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça — Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal —, além do aperfeiçoamento das ações em regiões de fronteira, do alinhamento dos fluxos de comunicação entre os órgãos e da constituição de grupos de trabalho voltados à revisão e ao aperfeiçoamento de normativos internos.
Segundo Wellington Lima, a integração entre instituições é um dos pilares do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
“O Brasil Contra o Crime Organizado tem como uma das principais características a união e o trabalho em conjunto para enfrentar as facções no País. A integração federativa não é apenas desejável — é condição estrutural para resultados duradouros”, afirmou.
Governança permanente
A iniciativa desta sexta-feira dá continuidade a um novo ciclo de encontros promovidos pelo ministro como desdobramento da reunião realizada em 29 de maio, logo após seu retorno de Assunção, no Paraguai, onde participou da Reunião de Ministros da Justiça, Interior e Segurança do Mercosul.
Na ocasião, Wellington Lima reuniu secretarias do MJSP, órgãos de segurança pública, integrantes do Ministério Público brasileiro e representantes da sociedade civil para apresentar os resultados do encontro regional, compartilhar os acordos bilaterais firmados com países vizinhos e promover uma análise conjuntural sobre o combate ao crime organizado no Brasil e na América do Sul.
A decisão de reunir, de forma imediata e em um mesmo espaço, representantes de diferentes instituições reforça o compromisso do Governo Federal com a construção de respostas coordenadas, permanentes e baseadas em evidências para enfrentar a criminalidade organizada.
Os encontros deverão ocorrer no máximo a cada 15 dias, preferencialmente às sextas-feiras. A próxima reunião, prevista para o dia 26, contará com a participação dos presidentes dos colégios nacionais de comandantes das Polícias Militares, de delegados das Polícias Civis e de secretários estaduais de Segurança Pública.

- Reunião no dia 29 de maio, no Ministério, com secretários, chefes da PF e PRF e representantes da sociedade civil
Resultados reforçam papel das forças federais
O encontro também serviu para avaliar resultados recentes das instituições que atuam diretamente nos quatro eixos estruturantes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado: asfixia financeira das facções, qualificação das investigações de homicídios, fortalecimento da segurança no sistema prisional e combate ao tráfico de armas.
A Polícia Federal tem mantido uma média de aproximadamente dez operações por dia voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.
A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, registrou apreensões expressivas somente em dois dias do mês de maio, quando localizou cerca de R$ 1,3 milhão ocultos em um veículo.
Já a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) destacou os resultados da Operação Mute. Em uma das etapas da ação, voltada ao combate às comunicações ilícitas dentro dos presídios, foram retirados 680 aparelhos celulares de unidades prisionais brasileiras.
As ações demonstram a complementaridade entre os órgãos federais no enfrentamento ao crime organizado, desde a interrupção de fluxos financeiros ilícitos e a repressão ao tráfico até o combate à atuação de facções dentro do sistema penitenciário.
A reunião antecede uma semana de compromissos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as pautas previstas está a participação do ministro em evento na Paraíba voltado ao fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.
-
Paraná6 dias agoAlunos paranaenses do ensino médio participam da Genius Olympiad, nos EUA
-
Agro7 dias agoDesenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar
-
Esportes6 dias agoSeleção Feminina vence Estados Unidos em amistoso preparatório para o Mundial
-
Polícial7 dias agoComandante-Geral da PMPR recebe o Secretário de Segurança Pública e encontro é marcado por entrega de condecorações
-
Esportes6 dias agoEndrick brilha e Brasil supera Egito em último teste antes do Mundial
-
Educação6 dias agoMEC Idiomas: aprenda inglês e espanhol gratuitamente
-
Agro5 dias agoCom custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro
-
Esportes5 dias agoAntonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
