Brasil
MMA avança no fortalecimento da proteção da Amazônia com inauguração de Escritório de Governança Ambiental em Porto Velho
A capital Porto Velho, em Rondônia, passou a contar com um Escritório de Governança Ambiental para fornecer informações sobre o desmatamento na região em tempo real. Inaugurado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pela Prefeitura de Porto Velho na última quarta-feira (18), no Prédio do Relógio, o espaço representa um avanço estratégico na agenda de fortalecimento da gestão ambiental e do planejamento territorial nos municípios da Amazônia.
O projeto faz parte do Programa União com Municípios, do MMA, realizado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Projeto Floresta+ Amazônia, além da Prefeitura de Porto Velho.
A nova estrutura foi equipada com computadores, mobiliário, veículos, motos, drones e embarcações, que irão apoiar a produção de informações qualificadas para o monitoramento do território, além de capacitações técnicas voltadas aos servidores municipais.
No total, o programa prevê investimento de R$ 61 milhões na implantação de escritórios de governança ambiental em 70 municípios participantes. Em Porto Velho, a previsão é de mais de R$ 16 milhões em investimentos, com destaque para o atendimento a centenas de famílias e imóveis rurais no âmbito das ações do programa.
O escritório vai funcionar como núcleo de coordenação local do União com Municípios, iniciativa vinculada ao Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). A estrutura foi organizada no âmbito da Secretaria Municipal de Governo (SGOV) e reúne representantes de diferentes áreas da administração pública para integrar ações ambientais, fundiárias e de desenvolvimento territorial.
A coordenadora do Programa União com Municípios no MMA, Nazaré Soares, destacou a importância do fortalecimento da atuação municipal no enfrentamento ao desmatamento. “O União com Municípios reconhece o papel estratégico do gestor municipal na conservação da floresta com ações práticas. O escritório de governança ambiental é um exemplo concreto disso, ao ampliar o acesso à informação e a capacidade técnica da prefeitura para agir com mais agilidade”, afirmou.
Para a coordenadora do Projeto Floresta+ Amazônia pelo PNUD, Regina Cavini, a iniciativa reforça o compromisso com soluções ambientais integradas. “A implantação do escritório em Porto Velho evidencia a parceria entre o PNUD e o governo brasileiro na implementação de soluções inovadoras. Além do apoio à governança ambiental municipal, o projeto também impulsiona ações de Pagamento por Serviços Ambientais voltadas a agricultores familiares, reconhecendo quem contribui diretamente para a conservação da floresta. São frentes complementares que fortalecem políticas públicas e ampliam a capacidade de atuação nos territórios”, ressaltou.
A nova estrutura contribui para o aprimoramento do acompanhamento de indicadores ambientais, a consolidação de dados georreferenciados de uso do solo e o fortalecimento da interlocução com o Governo do Brasil e parceiros executores do programa. A expectativa é que o município amplie sua capacidade de planejamento e passe a produzir relatórios periódicos sobre desmatamento e regularização ambiental.
A implementação dos escritórios conta com suporte técnico, treinamentos e fornecimento de equipamentos pelo Programa União com Municípios, além da parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam). A ação também tem o apoio de instituições parceiras como PNUD, Anater, MDA e Incra, fortalecendo a execução local das políticas públicas.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destacou a relevância da entrega para o município. “A inauguração do Escritório de Governança Ambiental representa um novo momento para Porto Velho. Estamos fortalecendo nossa capacidade de monitorar o território, prevenir incêndios florestais, desmatamento e enchentes, além de integrar ações de regularização ambiental e fundiária. É uma conquista que reflete planejamento, parceria institucional e compromisso com o desenvolvimento sustentável da cidade e de seus distritos”, afirmou.
Sobre o Programa União com Municípios
Instituído pelo Decreto nº 11.687/2023, o Programa União com Municípios reconhece o protagonismo dos gestores locais na redução do desmatamento e dos incêndios florestais na Amazônia.
Com cerca de R$ 800 milhões oriundos do Fundo Amazônia e do Projeto Floresta+ Amazônia (parceria MMA/PNUD/GCF), a iniciativa apoia projetos de regularização fundiária e ambiental, a implantação de escritórios de governança ambiental, o pagamento por serviços ambientais e a recuperação da vegetação nativa.
Atualmente, 70 municípios de seis estados da Amazônia participam do programa, que já contabiliza a entrega de mais de 1.800 itens, entre veículos, embarcações e equipamentos de monitoramento, além de promover capacitações técnicas e ações de pagamento por serviços ambientais para agricultores familiares.
Sobre o Projeto Floresta+ Amazônia
O Projeto Floresta+ Amazônia é uma iniciativa de cooperação internacional do governo brasileiro, liderada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), implementada em parceria com o PNUD Brasil e financiada pelo Fundo Verde para o Clima (GCF). O projeto atua no fortalecimento da política de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) e na valorização de quem mantém a floresta em pé.
Sua atuação está estruturada em dois componentes: o primeiro abrange cinco modalidades — Conservação, Recuperação, Comunidades, Inovação e Instituições — e o segundo apoia a implementação da Estratégia Nacional de REDD+ (ENREDD+). O Floresta+ Amazônia promove o fortalecimento da governança ambiental, incentiva a sociobioeconomia e apoia agricultores familiares, povos indígenas, comunidades tradicionais e empreendimentos sustentáveis, contribuindo para a conservação, restauração florestal, geração de renda e enfrentamento aos efeitos da mudança do clima.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
Brasil
Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil
Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.
Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.
Sabores com histórias
No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.
“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.
No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.
“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.
Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.
Vitrine nacional para pequenos produtores
No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.
Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.
Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região.
A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.
“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.
Salão do Turismo
Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor.
A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
-
Esportes7 dias agoFlamengo e Vasco empatam em jogo eletrizante com gol nos acréscimos
-
Paraná7 dias agoCom Ponte de Guaratuba, Maratona Internacional do Paraná se torna marco do Esporte no Estado
-
Política Nacional6 dias agoCâmara aprova adesão do Brasil a acordo da OMC sobre comércio de aeronaves civis
-
Esportes6 dias agoInter vence o Fluminense e se afasta do Z4 do Brasileirão
-
Política Nacional6 dias agoCI: setor produtivo de Rondônia pede redução do pedágio na BR-364
-
Educação6 dias agoComplementação da União ao Fundeb 2026 aumenta em R$ 47 mi
-
Esportes7 dias agoSão Paulo falha em segurar vantagem e Bahia arranca empate nos acréscimos
-
Política Nacional5 dias agoNova lei endurece regras do seguro-defeso para combater fraudes
