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Brasil

MMA abre consulta pública para atualização do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), abriu a consulta pública da proposta de atualização do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro III (PNGC III), previsto para o período 2027-2036. Os interessados poderão contribuir até o dia 10 de julho, através de formulário. 

O PNGC é um dos principais instrumentos da política ambiental brasileira, orientando o uso sustentável da zona costeira e a proteção de seus ecossistemas e comunidades. Desde sua última atualização, em 1997, o país passou por profundas transformações ambientais, sociais e institucionais que tornam urgente a revisão do instrumento — entre elas, a intensificação das mudanças climáticas, o avanço da erosão costeira, novos usos do espaço marinho e a necessidade de maior protagonismo da sociedade civil na governança do litoral. 

A construção de um plano nacional robusto, legítimo e efetivo depende do engajamento de todos os setores da sociedade. A consulta pública é uma etapa decisiva para assegurar a consistência técnica do PNGC III e fortalecer sua legitimidade institucional. 

Acesse aqui o formulário para realizar contribuições ao plano 

Construção participativa 

A proposta que está em consulta é resultado de um processo de construção coletiva iniciado em 2023. Um marco fundamental foi o XV Encontro Nacional de Gerenciamento Costeiro (ENCOGERCO), realizado em Fortaleza (CE), em 2025. O encontro reuniu gestores públicos, a comunidade científica, o setor produtivo, organizações da sociedade civil e povos e comunidades tradicionais. Durante o evento, foram sistematizadas mais de 500 contribuições que fundamentaram a atualização do plano. 

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A nova estrutura ganha ainda mais relevância diante dos avanços do Planejamento Espacial Marinho (PEM), que evidenciam a zona costeira como espaço central de conflitos de uso, pressões ambientais e oportunidades de desenvolvimento sustentável. 

Quatro eixos estratégicos 

O PNGC III organiza suas ações em quatro eixos estratégicos complementares, com horizontes de implementação de curto, médio e longo prazos: 

  • Vulnerabilidade Costeira e Adaptação às Mudanças do Clima — voltado à redução de riscos, ao aumento da resiliência socioambiental e à incorporação da adaptação climática nas políticas públicas, incluindo o monitoramento da linha de costa e o apoio a iniciativas de proteção costeira frente à erosão e à inundação. 

  • Ordenamento Territorial Integrado da Zona Costeira e Marinha — busca compatibilizar usos e atividades na zona costeira, integrando o gerenciamento costeiro ao Planejamento Espacial Marinho, fortalecendo o Projeto Orla e incentivando a elaboração e normatização dos Zoneamentos Ecológico-Econômicos Costeiros (ZEECs) estaduais. 

  • Conservação e Recuperação de Ecossistemas Costeiros — com foco na proteção, restauração e uso sustentável de ecossistemas estratégicos para a biodiversidade, os serviços ecossistêmicos e a mitigação e adaptação climática, incluindo ações contra a poluição por plásticos no oceano e o apoio à criação de áreas protegidas costeiras e marinhas. 

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  • Participação Social na Gestão Costeira — reconhece o papel central da sociedade civil, comunidades locais e povos e comunidades tradicionais na governança costeira, com ações de mapeamento participativo, fortalecimento de colegiados e garantia de acesso amplo e irrestrito às informações do gerenciamento costeiro. 

Próximos passos 

As contribuições recebidas serão analisadas pela equipe técnica do MMA e da CIRM, subsidiando a versão final do PNGC III, a ser implementado em regime de cooperação entre União, estados e municípios costeiros. 

O plano estabelece, ainda, um sistema de monitoramento e avaliação contínua, com avaliação de meio-termo, ao final de cinco anos, e avaliação final, ao término dos dez anos de vigência, conduzidas no âmbito do Grupo de Integração do Gerenciamento Costeiro (GI-GERCO). 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Integração entre estados fortalece combate ao crime organizado

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Salvador, 15/5/2026 – A programação do Encontro das Redes Nacionais de Unidades Especializadas de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim) e de Recuperação de Ativos (Recupera), vinculadas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizada de forma pioneira em Salvador (BA), foi concluída nesta sexta-feira (15).

O coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado do MJSP, Getúlio Monteiro de Castro Teixeira, ressaltou que as redes são projetos consolidados voltados ao fortalecimento das investigações e da recuperação de ativos ligados às organizações criminosas. Segundo ele, a proposta é retirar recursos financeiros das atividades ilícitas e revertê-los em investimentos para as forças de segurança.

O delegado da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) Lucas Magalhães observou que a iniciativa fortalece a aproximação entre autoridades de diferentes estados, contribuindo para alinhar procedimentos e ampliar a integração entre as instituições. “É um evento bem estruturado, que proporciona troca de experiências e contato direto entre os profissionais, fortalecendo o trabalho conjunto no enfrentamento às organizações criminosas”, afirmou.

O juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) José Augusto Farias também ressaltou a importância das discussões. “Estou levando ideias importantes para aplicar na prática, especialmente na recuperação de ativos. Essas trocas de experiências são muito válidas”, disse. Ele também elogiou a escolha dos temas, classificados por ele como pertinentes e atuais.

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Temas dos painéis

Os debates abordaram temas como a atuação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e das instituições financeiras no enfrentamento à lavagem de dinheiro e ao terrorismo, além do uso de tecnologia nas investigações criminais e no combate às facções, com participação de representantes da Meta Platforms e do Google.

Para a coordenadora do programa Recupera Bahia, Karina Almeida, a programação contribui para o aprimoramento das estratégias e o alinhamento de procedimentos entre os órgãos envolvidos. “A atividade reúne profissionais para compartilhar conhecimento, boas práticas e fortalecer ações, ampliando medidas que retirem recursos financeiros das organizações criminosas e revertam esses bens em benefício da sociedade”, enfatizou.

Segundo a juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) Eucélia Moreira, o aprendizado adquirido será aplicado na realidade de cada estado. “A justiça criminal vai além da punição. O foco também está na reparação dos danos às vítimas. A Bahia demonstra que tem experiência em receber e organizar grandes debates”, concluiu.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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