Brasil
MJSP e ONU lançam Metodologia Famílias Fortes, de prevenção ao uso de álcool e outras drogas
Brasília, 16/10/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou a terceira edição da Metodologia Famílias Fortes, conteúdo voltado à prevenção ao uso de álcool e outras drogas entre crianças e adolescentes. A iniciativa compõe uma série de entregas da Estratégia Crescer em Paz, apresentada durante evento no Palácio da Justiça, nesta quarta-feira (15).
O programa é resultado de uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), por meio do Projeto NUPPI. A estratégia tem como objetivo fortalecer os vínculos familiares por meio do desenvolvimento de habilidades parentais, sociais e emocionais.
“O Governo do Brasil atua em ações de prevenção. A Metodologia Famílias Fortes é parte do Programa Cria: Prevenção e Cidadania, cujo objetivo é fomentar políticas para reduzir fatores de risco relacionados à violência, à saúde mental e ao uso de drogas. Nosso objetivo é que, até o fim do próximo ano, mais de três mil famílias sejam beneficiadas em, pelo menos, 27 municípios”, explicou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.
Baseado em uma metodologia desenvolvida pela Oxford Brookes University, o programa Famílias Fortes possui evidências científicas internacionais e foi cuidadosamente adaptado à realidade brasileira. A iniciativa apoia pais e responsáveis no cuidado e na convivência com crianças de 10 a 14 anos, visando a criação de ambientes protetivos que reduzam fatores de risco e ampliem os fatores de proteção diante de desfechos como problemas de saúde mental, violência e uso de álcool e outras drogas.
Adaptação audiovisual reflete a realidade brasileira
A nova edição da Metodologia Famílias Fortes apresenta uma produção audiovisual pensada para que as famílias se reconheçam nas situações retratadas. Os vídeos são uma adaptação dos materiais originais desenvolvidos pela universidade inglesa, com o objetivo de refletir a realidade e o contexto das famílias brasileiras. Além disso, a produção busca ampliar a identificação e a compreensão dos conteúdos, apoiando diretamente o trabalho dos profissionais na ponta.
“A adaptação cultural dos vídeos do Programa Famílias Fortes, do UNODC, evidencia a importância de integrar evidências científicas, cultura e cooperação internacional na prevenção ao uso de drogas”, afirmou Elena Abbati, diretora do UNODC no Brasil. “A iniciativa representa um avanço significativo da estratégia Crescer em Paz, lançada este ano pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o UNODC, para proteger crianças e adolescentes da violência, fortalecer programas de prevenção e promover políticas públicas baseadas em evidências”, concluiu.
Pesquisas realizadas com famílias participantes apontam como resultado a redução de até 60% nas práticas parentais negligentes, o aumento de cerca de 10% no uso de práticas educativas saudáveis e de disciplina não violenta, e a redução de 79% na exposição dos adolescentes à embriaguez parental.
Nos próximos meses, a implementação da nova edição ocorrerá em parceria com estados e municípios. Até o final de 2026, a metodologia Famílias Fortes deve beneficiar quase 3 mil famílias em 27 municípios, ampliando o alcance e as práticas preventivas no País.
Como funciona na prática
Com encontros presenciais entre mães, pais, responsáveis, crianças e adolescentes, o Famílias Fortes promove espaços de escuta e convivência que favorecem práticas parentais saudáveis e relações familiares mais equilibradas.
A estratégia pode ser aplicada em diferentes espaços comunitários. Não só nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), mas também em escolas, unidades de saúde e outros equipamentos públicos, o que facilita o acesso das famílias e fortalece o vínculo com os serviços existentes.
A Metodologia Famílias Fortes faz parte do programa Cria: Prevenção e Cidadania, lançado em 2024 pela Senad, que propõe uma estratégia nacional de prevenção do uso problemático de álcool e outras drogas, da violência e criminalidade no contexto da política sobre drogas, para proteger o presente e o futuro das crianças, adolescentes, jovens e das comunidades.
Brasil
MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça
Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.
“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.
Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.
O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.
“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

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Reconhecimento nacional
Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.
Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.
“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.
As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.
Confira a lista de vencedores e menções honrosas
Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)
Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)
Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)
Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)
Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)
Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)
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