Paraná
Missão da Nova Zelândia visita universidades estaduais do Paraná em busca de parcerias
Uma comitiva com nove representantes das oito universidades públicas da Nova Zelândia começou nesta segunda-feira (15) uma série de visitas à rede estadual de ensino superior do Paraná. A programação iniciou pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, na região Centro-Sul, e segue até sexta-feira (20), com agendas nos câmpus das instituições, em sete cidades do Interior. A iniciativa marca um novo capítulo na aproximação acadêmica com o país da Oceania e coloca o Paraná em posição de destaque no cenário global de pesquisa.
Com o apoio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Fundação Araucária, a ação reforça o processo de internacionalização do sistema estadual de ciência e tecnologia. A agenda é resultado de um memorando de entendimento (MOU) assinado em junho deste ano, quando representantes da Seti e reitores das universidades participaram de várias reuniões na Nova Zelândia, a fim de estabelecer uma rede de cooperação em agricultura sustentável, saúde, biotecnologia e mudanças climáticas.
Nos últimos anos, o Governo do Estado tem ampliado investimentos e adotado medidas de incentivo para consolidar parcerias estratégicas que aumentem a produção científica, promovam o intercâmbio de estudantes e professores e estimulem a dupla titulação em programas de pós-graduação. Na prática, essa missão da Nova Zelândia no Brasil reforça o protagonismo do Paraná no cenário acadêmico nacional e internacional e fortalece a presença das universidades estaduais em redes globais de pesquisas científicas.
Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, a visita da comitiva neozelandesa representa um avanço estratégico para a internacionalização das universidades estaduais. “Essa parceria amplia os horizontes de formação e qualificação profissional para os nossos estudantes e pesquisadores com inserção internacional, além de contribuir para que o Paraná se torne cada vez mais competitivo no desenvolvimento científico e tecnológico”, afirmou.
Além dos aspectos acadêmicos, a cooperação com a Nova Zelândia abre espaço para uma troca cultural, especialmente em educação indígena, campo do conhecimento em que o país do continente oceânico é considerado uma referência mundial. Conforme articulado pela equipe de Relações Institucionais e Cooperação Internacional da Seti, essa interação permitirá implementar novas metodologias de ensino, boas práticas e projetos conjuntos que contribuam para a formação de cidadãos preparados para atuar em uma sociedade cada vez mais conectada.
ITINERÁRIO – Na Unicentro, em Guarapuava, a comitiva foi recebida com apresentações sobre estudos em andamento, incluindo projetos de pedagogia indígena, além de visitar o Instituto de Pesquisa Genômica (Ipec) e o Parque Natural Municipal das Araucárias. Em seguida, os neozelandeses seguem para a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), nos Campos Gerais, onde a agenda inclui uma visita ao Complexo de Laboratórios Multiusuários (C-Labmu) e encontros com pesquisadores de áreas ligadas à biotecnologia, agronomia e inovação educacional.
O roteiro previsto para esta semana também passa pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em Bandeirantes, no Norte, onde a delegação conhecerá a Fazenda-Escola, um projeto de equoterapia, entre outras ações. Em Londrina, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), também na região Norte, os visitantes serão apresentados à Central Multiusuária de Laboratórios de Pesquisa (CMLP) e ao Instituto de Pesquisa em Alimentos (IPA).
Em Maringá, no Noroeste, a Universidade Estadual (UEM) apresentará programas de pós-graduação e projetos de destaque nas áreas de saúde, agronegócio e biotecnologia. Da UEM, a delegação parte para o Oeste do Paraná, onde visitará, primeiro, o Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark), em Toledo, que é referência nacional em inovação e empreendedorismo.
O grupo também terá atividades na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Cascavel, com foco nos programas de pós-graduação em Engenharia Agrícola e Ciências Agrárias. As atividades da missão serão concluídas em Foz do Iguaçu, conhecendo projetos ligados à sustentabilidade e ao desenvolvimento regional também coordenados pela Unioeste.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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